Domingo, 19 Março 2017 19:02

Jacarés-de-papo-amarelo sobrevivem graças a projeto de preservação em Vitória (ES)

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Por Sophia Portes / Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

Jornal Metro

A região da Grande Vitória é reconhecida no país por ser o lar de uma das maiores populações dos jacarés-de-papo-amarelo do Espírito Santo. Localizada em região de Mata Atlântica, ela abriga mais de 250 répteis em um santuário mantido através de uma parceria entre o Instituto Marcos Daniel e a iniciativa privada.

É de lá que vem a maior dos estudos que se transformam em políticas públicas de conservação da espécie no país. O veterinário Yhuri Nóbrega, Coordenador do projeto, explica que o jacaré é um animal característico do estado e que está se tornando um modelo de representação da biodiversidade capixaba. “Antigamente, ele ocupava o Espírito Santo inteiro. Mas, com a urbanização e a caça, perdeu seu espaço. Hoje, é símbolo da Mata Atlântica e se firma cada vez mais como um novo símbolo da biodiversidade capixaba. Tanto ele quanto a natureza persistem em sobreviver, mesmo diante de todas as adversidades, como o desmatamento”, afirma o pesquisador.

Ainda de acordo com o coordenador, o instituto registrou a existência de jacarés em 20 cidades do interior. “Eles têm sobrevivido em esgotos, valões e fragmentos paupérrimos de vegetação. A perda de habitat faz com que o animal esteja cada vez mais próximo de nossas casas”, explica ele.

O projeto Caiman, realizado pelo Instituo Marcos Daniel, é responsável pela produção de dados científicos para elaboração de políticas públicas de conservação de jacarés em todo o país. “Esse é um animal ameaçado de extinção. E, se um dia ele for extinto, vai abalar todo o ecossistema. O jacaré é um símbolo de conservação em prol de todo o ambiente, da vegetação e dos animais que convivem com ele”, diz Nóbrega.

Durante a entrevista ao jornal Metro, o especialista tinha em seu colo a jovem Jaque, um jacaré-de-papo-amarelo fêmea de três anos de idade e um metro de comprimento. Ele alertou ainda sobre os riscos de se aproximar desses animais. “Se você não importunar o animal, ele não é perigoso. A Jaque, por exemplo, pode parecer inofensiva, mas sua mordida pode arrancar um dedo. Já os adultos, que vivem cerca de 80 anos, podem atingir 3 metros e mais de 100 kg. Um ataque desses pode ser mortal”, conta ele.

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