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Conteúdo publicado originalmente pelo “Monitor do debate político do meio digital”, projeto do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso a Informação da USP.
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“Neste domingo (12), Cláudia Gurfinkel, líder de parcerias com veículos de mídia do Facebook para a América Latina, afirmou que sites com “quantidade enorme de anúncios dentro da página e pouco texto” e postagens “caça-cliques” têm seu alcance reduzido intencionalmente na plataforma. […] Segundo ela, parte dos indícios são identificados por meio de “machine learning” […] e outros são identificados por meio da análise de pessoas contratadas para isso.

[…]

O Monitor do Debate Político no Meio Digital acompanhou a evolução de mais de 200 milhões de compartilhamentos de 20 sites de abril a outubro de 2017. Só as matérias políticas foram consideradas.

A página Folha Política, que tem 1,7 milhões de seguidores no Facebook, teve uma queda vertiginosa nos compartilhamentos de suas postagens na plataforma. Em maio, os itens da página tiveram 3,3 milhões de compartilhamentos. Em outubro, esse número caiu para 37 mil. O número de publicações diminuiu de 808 a 477.”

Servindo-se de uma passagem do texto de Tobias Barreto, Política da Escada (1875), Astrojildo Pereira, mesmo sabendo que Tobias não era marxista, percebeu a importância do Partido ao fazer a crítica e autocrítica, com o objetivo de se corrigir, no entanto o Partido Liberal não seguiu os conselhos de Tobias Barreto:

Tobias Barreto de Meneses (1839-1889) foi um filósofo, poeta, crítico e jurista brasileiro.

“Só os partidos realmente progressistas revolucionários, ligados às massas populares possuem essa coragem de reconhecer e analisar publicamente os próprios erros. São partidos que representam o “novo” em ascensão e necessitam obviamente de depurar-se do “velho” que persiste em sua ideologia sua orientação e seu comportamento perante as massas”.

Em 1877 Tobias Barreto pronunciou na fundação do Club Popular, de Escada, por ele organizado Um Discurso de mangas de Camisa, onde, como bom observador da realidade, ousou uma clara linguagem de luta de classe: “É certo que a nossa população se acha dividida não somente em classes, mas até em castas. E não só em castas sociais, como também em castas políticas, quais são sem dúvida os dois partidos que se disputam no poder, dos quais o domínio de um é equivalente à perseguição do outro, modificada apenas pela infâmia dos renegados e dos trânsfugas”.

A verdade é que os intelectuais brasileiros da época ignoravam Marx, ou então tinham dele uma visão superficial e preconceituosa. Rui Barbosa (1849-1923) político brasileiro citou-o em 1884 incluindo-o erroneamente ao lado de Proudhon, Saint-Simon e Henry George. Outro intelectual cearense Clóvis Bevilacqua (1859-1944) equipara a posição de Karl Marx à do socialista alemão de Ferdinand Lassalle (1825-1864), que foi profundamente influenciado por Hegel. Em 1894 outro sergipano lagartense Silvio Romero (1851-1914), pensador, crítico, ensaísta e primeiro historiador sistemático da literatura brasileira, notável a sua contribuição no campo da historiografia literária, que, a partir dele, passou a influenciar novos métodos de análise crítica com base, sobretudo no levantamento sociológico, acusava a Internacional de Marx, de hesitar “entre o utopismo e o despotismo”, provavelmente não dominava a matéria, pois Marx morre em 1883, ou seja, onze anos antes.

Vejamos o artigo Lenin e Tobias Barreto de Astrojildo Pereira publicado na Folha Popular, Ano III, nº 109, 1956:

Está evidenciado que o culto à personalidade resulta, teoricamente, de falsas concepções sobre o papel do individuo na história. Mas resulta ao mesmo tempo, de concepções igualmente falsas sobre a natureza, a composição e o comportamento dos partidos marxistas. E quando verificamos que semelhantes concepções de todo em todo estranha ao marxismo não só permaneceram como ainda se desenvolveram, durante anos e anos no movimento comunista mundial, é que podemos avaliar em toda sua plenitude como de velhas concepções ideológicas dentro de cada um de nós, mesmos daqueles impregnados de nova ideologia revolucionária.

Compreendendo isto claramente é que chegamos também em profundidade a importância fundamental da crítica da autocrítica. O princípio da crítica e autocrítica, que Lenin, definiu exatidão, impões-se cada vez mais aguadamente como um princípio vital para o desenvolvimento dos partidos comunistas e operários, como um método permanente de depuração e revitalização ideológica, e por conseguinte como condição elementar para o fortalecimento dos partidos.

Mediante o exercício in dormindo da crítica e autocrítica, partindo sempre de concepções ideológicas e posição de principio definidas, é que os partidos de vanguarda podem elaborar e aplicar com vantagem uma linha política, devidamente ajustada à variabilidade das condições concretas existentes. E só assim os partidos que reclamam o apoio das massas podem merecer a confiança destas massas, que amam acima de tudo a verdade simples, pura, luminosa.

Ocorre-me, a esta altura, certa passagem de um velho artigo de Tobias Barreto sobre o problema político da crítica e autocrítica. De Tobias Barreto em pessoa, lá pelo ano da graça de 1875. O publicista sergipano não empregava, na passagem a que me refiro as palavras “crítica” e “autocrítica” mas dizia a mesma coisa por outras palavras. Eis aqui:

“As classes, os partidos de qualquer ordem são como os indivíduos: desde que não fazem eles mesmos o seu exame de consciência, não reconhecem se dispõem a mudar de rumo, de norma de conduta, é baldado todo o esforço que por ventura se empregue para dirigi-los pela reta senda. Enquanto pois o liberalismo não confessar-se tocado de inúmeros vícios, e refletindo sobre eles, não tomar de modo emendar-se nada será conseguido” (Política da Escada, artigo de fundo publicado na Comarca da Escada em 1875).

Tobias, pensador arguto, espírito aberto ao novo, já compreendia perfeitamente em seu tempo, que o “exame da consciência” ou seja a crítica e autocrítica, e indispensável a um partido político que pretende trilhar a reta ainda e que, reconhecendo os próprios vícios, examina-os em público com a determinação de emendar-se. O partido liberal, a que se filiava o articulista, não seguiu os seus conselhos, não fez nenhum exame de consciência, e essa, uma das razões porque se degradaria de mais em mais perante a opinião pública, a ponto de pouco se diferenciar do partido conservador rival, ambos mergulhados no mesmo charco, e juntos perecendo sob os escombros da monarquia.

Aliás, só os partidos realmente progressistas revolucionários, ligados as massas populares possuem essa coragem de reconhecer e analisar publicamente os próprios erros. São partidos que representam o “novo” em ascensão e necessitam obviamente de depurar-se do “velho” que persiste em sua ideologia sua orientação e seu comportamento perante só os partidos operários comunistas e socialistas se enquadram nessa categoria.

Quanto à observação de Tobias Barreto, devemos salientar o fato de possuirmos na história política brasileira, um publicista pensador eminente que no passado soube levantar, em termos tão claros e justos, o problema político da crítica e autocrítica. O nosso Partido, que pretende representar, hoje, o que há de mais progressista nas aspirações do povo brasileiro e que assim mesmo não vem fazer em público o seu “exame de consciência”, retoma a palavra de Tobias e resolver na prática, ousadamente, o problema de ética partidária que o famoso polemista colocou no debate da política nacional, há mais de 80 anos, suponho que pela primeira vez em nossa história.

Buscando estabelecer uma possível relação entre a teoria leninista da crítica e autocrítica o pensamento expresso pelo publicista brasileiro sobre o mesmo problema, sou levado a considerar outro aspecto da questão, – o de saber se há ou se pode haver alguma forma brasileira de exercício da crítica e autocrítica.

Examinaremos o assunto na próxima vez.”

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Gil Francisco é jornalista, pesquisador e professor universitário.

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Notas:
1 Crítica Política e Social, Tobias Barreto (Obras completas), org. Luiz Antonio Barreto. Aracaju, Editora Diário Oficial. Rio de Janeiro, Solomon Editores, 2013.

2 Folha Popular. Aracaju, 1º de dezembro, Ano II, n° 109, 1956.

3 Crítica Política e Social, Tobias Barreto (Obras Completas), org. Luiz Antonio Barreto. Aracaju, Editora Diário Oficial. Rio de Janeiro. Solomon Editores, 2013.

Texto publicado originalmente por objETHOS – Observatório da Ética Jornalística da Universidade Federal de Santa Catarina

Com 46 anos de existência, sendo mais de 20 deles pertencentes ao Grupo RBS (entre 1992–2016), o Santa buscou se constituir como uma espécie de “porta voz” não só do município. (Crédito: objETHOS/Reprodução)

Se existia ainda algum resquício de expectativa por mudança positiva ou qualificação do jornalismo local após a compra dos veículos que pertenciam à RBS em Santa Catarina pela empresa NSC, integrante do grupo NC, esta esperança parece dissipar-se. As equipes do Jornal de Santa Catarina, em Blumenau, e de A Notícia, em Joinville, foram surpreendidas com uma nova onda de demissões no início deste mês de novembro.

No Santa, foram seis desligamentos (três editores, um fotógrafo e dois diagramadores, alguns deles com mais de 10 anos ou até mais de 20 anos de casa) e no AN, mais seis (um fotógrafo, um estagiário, dois diagramadores, um colunista e um editor), um total de 12 demissões — número ainda mais expressivo considerando as já enxutas redações. As demissões podem até ter passado despercebidas pela comunidade local, mas somam-se ao conjunto de estratégias e ações que demonstram as perspectivas da nova gestão, com a precarização da informação.

Desde março do ano passado, quando foi anunciada a troca no comando dos veículos da RBS em Santa Catarina, sobravam especulações. O cenário de concentrar na capital a produção jornalística parece ampliar. A postura editorial do grupo NC se desvela, seja assumindo relações de trabalho de exploração mais intensa, seja não colocando a possibilidade de evitar qualquer perspectiva de aumentar o padrão da qualidade da notícia, reforçando o interesse apenas com o interesse comercial e lucrativo. No caso do Santa, é já um tempo bem longínquo dizer como fora um dos primeiros diários com cobertura estadual em Santa Catarina, agora com uma equipe tão reduzida que talvez nem consiga cobrir bem a região sede do jornal. Ficaram apenas cinco repórteres, um fotógrafo e um editor na redação: sete pessoas — não contando os colunistas — para fazer toda a cobertura de uma região que envolve mais de 60 municípios! A mudança faz lembrar os tempos em que o jornal desejava refletir o seu nome (um periódico para todo Estado), reunia mais de 40 pessoas na redação e contava com três sucursais, em Brusque, Rio do Sul e Itajaí, na primeira década dos anos 2000. Não se trata de nostalgia, nem ingenuidade, afinal, o Santa sempre foi um jornal atrelado às forças do poder político vigente. Desde o nascimento do jornal, em 1971, as relações entre imprensa e as elites política e econômica/financeira locais estiveram imbricadas, como se observa na trajetória do jornalismo catarinense, já nos seus primórdios.

Mas também não se pode negar o forte vínculo com a comunidade conquistado pelo jornal, seu papel como mediador do debate público e da busca por critérios mínimos de pluralidade. Um exemplo a ser citado nesse sentido foi a ligeira participação de colunistas do jornal com claro posicionamento contrário à direção da empresa, responsáveis por tocar em questões invisibilizadas na cidade ou por tratar de temas polêmicos com outro viés. O jornal sempre teve dificuldade em expressar diversidade de opiniões ainda quando permite a participação de colunistas, alguns com rápida passagem pelo Santa, que ampliavam interpretações da sociedade, economia ou cultura. Quando realizavam análises que pareciam contrariar o jornal, o tempo de permanência no veículo costumava ser reduzido em comparação àqueles que tendem a concordar com a visão editorialista do jornal.

A meta de alcançar lucros cortando gastos e investindo o mínimo possível se mostra como uma alternativa inviável: É uma lógica inevitável: Não se faz jornalismo de qualidade sem pessoal e sem recursos. O Santa está se propondo baixar as portas e fechar, declara-se moribundo mesmo com potenciais leitores. O capital NSC suicida seu próprio jornal. Será que realmente não haveria audiência ao Santa, como parecem tratar os administradores do jornal? A redução de profissionais no quadro dos jornais do grupo NC impacta ainda mais na já comprometida cobertura das regiões e traz à tona um “deserto de notícias”, conceito que vem ganhando ênfase nos últimos tempos para se referir aos vazios informativos e espaços não contemplados pela cobertura jornalística. Afinal, com menos pessoal, a tendência é Santa e AN focarem a atenção nas cidades sede e deixarem de cobrir os municípios vizinhos, em geral, localidades carentes de jornalismo profissional. Nesses arredores, as informações oficiais de órgãos institucionais e dos poderes constituídos, como prefeituras e câmaras de vereadores, costumam prevalecer, sem quaisquer contrapontos. Um jornal com grande repercussão, como foi o Santa, havia se institucionalizado como referência no jornalismo, agora serve como um negócio, como se seus potenciais leitores fossem marionetes passivas. É óbvio que haverá cada vez mais impactos. Um momento para relatar um caso particular: entro em contato com um amigo que teve sua trajetória fortemente marcada pelo jornal, há mais de uma década era assinante do Santa, e ele me surpreende ao dizer que também cancelou a assinatura motivado pela baixa qualidade do diário.

Quase 50 anos de história podem ficar no passado

Com 46 anos de existência, sendo mais de 20 deles pertencentes ao Grupo RBS (entre 1992–2016), o Santa buscou se constituir como uma espécie de “porta voz” não só do município. Nesse período, o jornal não deixou de ser testemunha do cotidiano da cidade e foi visto como referência no jornalismo estadual/regional. Com sede em Blumenau, chegou a ter abrangência em todo o Vale do Itajaí e litoral norte. Quando começou a circular, em setembro de 1971, já se auto anunciava com intenção de servir como veículo de integração. No primeiro editorial do jornal, este desejo fica explícito. Apesar das críticas que relativizam sua condição de “veículo estadual”, tal desejo lhe garantiu algum protagonismo e liderança com relevância entre os periódicos catarinenses. Foi um dos primeiros diários com abrangência por todas as regiões de Santa Catarina, atrás do antigo O Estado, surgido em 1915, na capital, e mais antigo em circulação estadual até 2007, quando foi extinto. O Santa é posterior também ao A Notícia, de Joinville, lançado em 1923 e adquirido pelo grupo RBS, em 2007, cuja transição é retratada no livro recém-lançado “O Fim da Notícia” (MICK; KAMRADT, 2017). Em seguida, conforme ocorreu com o AN depois dessa mudança, passou a privilegiar assuntos de interesse regional. Focou sua cobertura em Blumenau e região, após a aquisição pela RBS em 1992; o grupo vindo do Rio Grande do Sul foi responsável por paroquializar o Santa, assim como o atual grupo econômico que gere o jornal corre risco de construir sua lápide.

Com 24 páginas, a primeira edição circulou em 22 de setembro de 1971. Surgiu da iniciativa de um grupo de empresários, tendo a liderança de Wilson de Freitas Melro, Flávio de Almeida Coelho e Caetano Deeke de Figueiredo do grupo da TV Coligadas. Em dezembro do ano anterior, eles já estudavam a possibilidade de criação de um jornal dirigido à comunidade catarinense com sede em Blumenau. O Santa nascia como pioneiro: estadual com periodicidade diária produzido no município. Além disso, diferenciava-se pelo projeto de gestão, isto é, o primeiro na região a surgir com suporte empresarial, planejado, estruturado e impresso em off-set do Estado. A realidade atual do jornal, no entanto, aponta para uma espantosa decadência: Hoje, são em torno de 7 mil assinantes do impresso e 2 mil do digital. Há cerca de dois anos, eram 12 mil só da versão em papel, nos anos 1970, o jornal chegou a ter em média 30 mil assinantes! O declínio de assinaturas nos últimos tempos pode ter relação direta com a queda da qualidade.

Uma sucursal do Diário Catarinense?

Mesmo com praticamente todo o material diagramado e editado pelo Diário Catarinense, em Florianópolis, o Santa vai continuar? Não se sabe até quando. Afinal, por que leitores comprariam/assinariam um jornal com informações locais apenas na capa, se quase todo o conteúdo interno tende a vir pronto do DC? Até mesmo a preguiça intelectual faz com que colunas sejam repetidas integralmente, o simplismo e elevado posicionamento político de colunistas como Moacir Pereira aparecem tão igual no Santa como no Diário. É o jornal fazendo plágio de si mesmo. Muitos perceberam na última década o tanto de brecha que o Santa tem dado, e nela outras mídias e veículos de comunicação têm sabido ocupar.

A trajetória do Santa não escapou do processo de encolhimento no contexto mundial de crise dos modelos de negócio do jornalismo. Ainda que a crise enfrentada pelos jornais impressos tenha sido responsável pelos cortes, a diminuição da equipe de jornalistas se mostra como uma ação equivocada numa redação incapaz de atender a demandas regionais pelas limitações de orçamento e pessoal. Se insistir na redução de jornalistas, a tendência é o jornal definhar cada vez mais até alcançar o seu sepultamento oficial. Não faltam indícios do potencial a ser explorado: A região cuja cobertura o Santa se volta é uma das mais promissoras economicamente, com um dos maiores PIB’s do Estado.

Talvez, a maior angústia seja com o declínio do periódico e o não surgimento de outras iniciativas na esfera regional no mesmo ritmo. Não há dúvidas de que o encolhimento do Santa e do AN abre brechas para novas iniciativas no jornalismo local. Não é à toa que se fortalecem sites como o Informe Blumenau, do jornalista Alexandre Gonçalves, e o recém-lançado O município, comandado pelo jornalista Evandro de Assis, atendo-se ao caso de Blumenau. Um dos caminhos talvez seja os próprios ex-trabalhadores dos jornais se mobilizarem de forma conjunta em torno da criação por alternativas de enfrentamento. Enquanto isso não ocorre, os cortes no Santa com o enxugamento da equipe levam ao questionamento: a redução resultará no fim da existência do próprio jornal? O único jornal catarinense que leva o nome inteiro do seu estado tende a inexistir? Há em Santa Catarina a tendência de não ter mais um jornal que leve seu nome?

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Magali Moser é Doutoranda em jornalismo pelo POSJOR/UFSC.

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Referências Bibliográficas:
FERNANDES, Mário Luiz. A mídia no Vale do Itajaí. In: BALDESSAR, Maria José; CHRISTOFOLETTI, Rogério (Orgs). Jornalismo em perspectiva. Florianópolis: Ed. Da UFSC, 2005. A força do jornal do interior. Itajaí: Ed. Da Univali, 2003.

GIOVANAZ, Daniel. Da conquista do canal 12 à compra do jornal A Notícia: As articulações políticas que consolidaram oligopólio da RBS em Santa Catarina. Dissertação defendida no Programa de Pós-Graduação em História da UFSC, 2015.

MICK, Jacques; KAMRADT, João. O fim da notícia – a monopolização da mídia e o trabalho dos jornalistas. Florianópolis: Insular, 2017.

MOSER, Magali. Jornalismo e germanidade: a produção de uma narrativa dominante. In: Jornalismo forjado: a participação da imprensa na imposição da identidade germânica em Blumenau. (Dissertação defendida no Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC, 2016), p. 115-184 (cap. 2).

Estão abertas as inscrições para o 1º Programa de Treinamento em Jornalismo de Dados da Folha de S.Paulo, em associação com o Google News Lab.

O curso abordará a prática jornalística baseada nas ciências da computação, com foco na extração de informações a partir de grandes bases de dados.

Com duração de três meses, de 8 de janeiro a 6 de abril de 2018, o treinamento é aberto a programadores interessados em jornalismo e a jornalistas (ou estudantes de jornalismo) com interesses em programação.

A seleção para as 12 vagas será feita por prova on-line e dinâmicas presenciais. Serão oferecidas duas bolsas de ajuda de custo para candidatos que comprovarem necessidade de ajuda financeira.

Ministrado em tempo integral, o programa não envolve remuneração.

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Camila Gambirasio é jornalista da Folha de S.Paulo.

Página 6 de 1991