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O Observatório da Imprensa inaugura nesta edição uma parceria com a Revista Brasileira de Jornalismo da ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing , a edição brasileira da Columbia Journalism Review. A revista tem periodicidade trimestral e serão publicados aqui os textos produzidos no Brasil. Os leitores têm à disposição um rico material cujo eixo temático proposto no editorial é da pós-verdade à pós-imprensa. São mais de dez artigos de nomes como Carlos Eduardo Lins e Silva, Leão Serva, Nelson de Sá dentre outros. A parceria vem se somar a outras que tem contribuído para a pluralidade do conteúdo do observatório , tais como a “Agência Pública”, “Énois”, “Prêmios de jornalismo”, “Ìndíce Torabit”, além dos colaboradores que enviam seus textos para o Observatório. Agradecemos a todos os parceiros, que possibilitam a abrangência de conteúdo em torno dos desafios do jornalismo contemporâneo. Veja , abaixo, um aperitivo do editorial. E para saber mais vai até a seção “Edição Brasileira da Columbia Journalism Review.”

“Por um dólar, você mal consegue comprar um punhado de balas de goma, mas por um dólar ou menos [o que se pagava por um exemplar de um bom diário] as pessoas esperam que a realidade e as representações da verdade lhe caiam de presente sobre o colo.” Walter Lippmann, em Public Opinion, de 1922

Pravda, em russo, quer dizer “a verdade”. Em 1917, Pravda era o jornalzinho do Partido Bolchevique. Promovido a órgão oficial da União Soviética, atravessou o século 20 promovendo uma mentira atrás da outra. Você até pode alegar que no Pravda ninguém nunca fez jornalismo. Mesmo assim, de qualquer modo, não poderá argumentar que as palavras “jornal” e “verdade” guardem alguma proximidade de sentido. Na melhor das hipóteses, um jornal nos dá uma notícia, ou duas. Se não forem mentirosas, deliberada ou inadvertidamente, já estamos no lucro.

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