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SEGUNDA, 07/08/2017, 07:00 Willian de Martini oferece, em Osasco, facilidades para colocar propaganda ilegal nas ruas (Crédito: Pedro Duran/CBN)

Willian de Martini oferece, em Osasco, facilidades para colocar propaganda ilegal nas ruas

Crédito: Pedro Duran/CBN

Por Pedro Durán

Foram 12 anos e meio pulando de cadeira em cadeira em diretorias de departamentos do alto escalão da prefeitura de Osasco.

Depois de comandar a área de Abastecimento, Willian de Martini foi para o Departamento de Controle Urbano chefiar os 13 fiscais que cuidam de propaganda ilegal nas ruas de Osasco. A passagem durou dois anos - até que ele se tornou coordenador de manutenção.

Willian deixou o cargo em janeiro, dez dias depois de o prefeito Rogério Lins assumir o comando da cidade.

Em Osasco, uma lei de 2011 proíbe vários itens de divulgação na rua com pena de apreensão e multas.

A tabela da propina para a propaganda ilegal na cidade tem valores bem menores que a capital paulista: R$ 10 por farol para liberar a panfletagem e R$ 25 no caso de faixas e setas.

Grace Aparecida Moreira, dona da empresa Bellos, afirmou que toda negociação da propina é feita por Willian, que faz a ponte com os fiscais. Ela diz que em um dos empreendimentos que trabalha, a propina para liberar a propaganda é de R$ 2 mil por semana. Os fiscais recebem semanalmente.

"O meu acerto com eles é sempre em uma terça-feira. Então terça-feira vai todo mundo lá dentro do meu escritório. [Então eu deposito na sua conta...] E eu faço o pagamento pra eles. [Você entrega em dinheiro pra eles?] Em dinheiro pra eles", disse a empresária.

Em uma mensagem de áudio enviada para Grace, Willian diz que o sócio da empresa promotora CPP, Carlos Alfredo, vai ajudar com a liberação da publicidade ilegal em São Paulo, mas que o custo da propina pode variar de acordo com o bairro.

"Cada região ele tem que tratar com uma prefeitura regional diferente. Então ele quer explicar isso, até pra fazer o valor e o custo. E aí cada uma tem um jeito de tratar. Tem algumas que são mais fáceis, outras são mais difíceis", conta.

Dias depois, num encontro em Osasco, Willian oferece segurança para a propaganda proibida em Osasco. Ele se apresenta como sendo de uma empresa de "assessoria":

"Ninguém virá aqui do serviço público pra falar o que pode, o que não pode. Então a gente faz essa intermediação. Aqui em Osasco é uma situação bastante tranquila e sei que em São Paulo com o Carlos também".

Grace diz ter trabalhado na campanha de Rogério Lins. Ela afirma que a divulgação nas ruas foi toda feita de forma ilegal. Nem o nome dela ou da Bellos aparecem no banco de dados da Justiça Eleitoral. O prefeito de Osasco, no entanto, não nega que a contratou, mas diz que fez a campanha dentro da lei:

"Eu trabalhei com a demanda dele todinha. Era 100 mil de jornal por semana. [Então a campanha também foi irregular?] Foi, foi totalmente. [Quero dizer, se ele ganhou a eleição com a campanha irregular, não teria como impedir que isso acontecesse depois, não é verdade?] Exatamente. Por isso que eu estou falando pra você: sabe ou não sabe? É tudo uma uma máfia. Desculpa, mas quem não tá na máfia aqui sou eu e você, sabe por quê? Porque a gente precisa pagar pra poder trabalhar". 

Em nota, a prefeitura de Osasco disse que a administração do prefeito Rogério Lins é pautada pela moralidade e pela legalidade e que a Secretaria de Assuntos Jurídicos vai abrir uma sindicância pra investigar o caso.

Grace Aparecida Moreira, da Bellos, e Carlos Alfredo, da CPP, não retornaram as ligações da CBN. A reportagem procurou Willian de Martini, mas ele não foi encontrado.

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Nanjing, CHINA.

Ana Bjelica, ex-Osasco, exibia com orgulho no hotel a medalha de bronze conquistada aqui em Nanjing. Ela conversou com o blog antes de embarcar com a seleção para Belgrado.

Bjelica disse que a Sérvia poderia e merecia ter ido mais longe no Grand Prix. Falou que a prioridade da seleção é o Campeonato Europeu.

Quando o assunto é BRASIL a jogadora só tem boas recordações. Agradece o tempo que jogou em Osasco, diz só fez amigos e deixa o futuro em aberto.

Quando perguntada se poderia jogar no Rio, maior rival de Osasco, notícia apurada em Nanjing, Bjelica desvia o foco, joga a responsabilidade para o procurador, mas o sorriso deixa no ar que de fato foi sondada pelo time de Bernardinho:

Como você avalia sua temporada no BRASIL?

Foi uma temporada muito boa, de aprendizado, ótimas experiências e muita evolução física e técnica.

Você saiu de Osasco frustrada? Esperava ficar?

Eu não posso estar frustrada. Jamais. Osasco e o Luizomar me deram tudo que eu precisava dentro e fora de quadra para crescer profissionalmente. Eu fui muito feliz e saio contente por ter jogado numa das principais ligas do mundo. Só tenho que agradecer ao clube. Aliás, foi Osasco e as boas atuações no BRASIL que me levaram para a seleção.

Comenta-se nos bastidores que o Rio fez proposta? Você jogaria no maior rival de Osasco?

Eu não estou autorizada a falar sobre esse tema porque não seria ético. Esse é o trabalho do meu procurador e não posso confirmar nada. É claro que qualquer um sonha em jogar no Rio ou em Osasco. O meu foco no momento é a seleção.

E por falar em Osasco e Rio. O que aconteceu na final?

Perdemos porque não tivemos sorte. Saio orgulhosa pela excelente campanha que fizemos, jogamos muita bola na semifinal contra o Praia Clube. Numa decisão você precisa de experiência também e não tivemos. Só que o torcedor deve ter ficado feliz e orgulhoso do nosso time.

E no Grand Prix. Por que a seleção não chegou ao ouro?

Nós fizemos um ótimo Grand Prix até o jogo semifinal. Perdemos porque simplesmente mudamos inexplicavelmente nossas características contra o BRASIL. Merecíamos ter ido até a decisão, mas repito que a nossa prioridade é o Europeu.

Como é brigar por uma das vagas de oposta com a Boskovic e a Sanja?

Elas dispensam comentários. São duas jogadoras muito boas. A Boskovic uma das melhores do mundo na posição. Não seria necessário falar individualmente. Nossa relação é sempre pensando no coletivo e no melhor para a seleção sempre nos ajudando nos treinos,

Nanjing, CHINA.

Ana Bjelica, ex-Osasco, exibia com orgulho no hotel a medalha de bronze conquistada aqui em Nanjing. Ela conversou com o blog antes de embarcar com a seleção para Belgrado.

Bjelica disse que a Sérvia poderia e merecia ter ido mais longe no Grand Prix. Falou que a prioridade da seleção é o Campeonato Europeu.

Quando o assunto é BRASIL a jogadora só tem boas recordações. Agradece o tempo que jogou em Osasco, diz só fez amigos e deixa o futuro em aberto.

Quando perguntada se poderia jogar no Rio, maior rival de Osasco, notícia apurada em Nanjing, Bjelica desvia o foco, joga a responsabilidade para o procurador, mas o sorriso deixa no ar que de fato foi sondada pelo time de Bernardinho:

Como você avalia sua temporada no BRASIL?

Foi uma temporada muito boa, de aprendizado, ótimas experiências e muita evolução física e técnica.

Você saiu de Osasco frustrada? Esperava ficar?

Eu não posso estar frustrada. Jamais. Osasco e o Luizomar me deram tudo que eu precisava dentro e fora de quadra para crescer profissionalmente. Eu fui muito feliz e saio contente por ter jogado numa das principais ligas do mundo. Só tenho que agradecer ao clube. Aliás, foi Osasco e as boas atuações no BRASIL que me levaram para a seleção.

Comenta-se nos bastidores que o Rio fez proposta? Você jogaria no maior rival de Osasco?

Eu não estou autorizada a falar sobre esse tema porque não seria ético. Esse é o trabalho do meu procurador e não posso confirmar nada. É claro que qualquer um sonha em jogar no Rio ou em Osasco. O meu foco no momento é a seleção.

E por falar em Osasco e Rio. O que aconteceu na final?

Perdemos porque não tivemos sorte. Saio orgulhosa pela excelente campanha que fizemos, jogamos muita bola na semifinal contra o Praia Clube. Numa decisão você precisa de experiência também e não tivemos. Só que o torcedor deve ter ficado feliz e orgulhoso do nosso time.

E no Grand Prix. Por que a seleção não chegou ao ouro?

Nós fizemos um ótimo Grand Prix até o jogo semifinal. Perdemos porque simplesmente mudamos inexplicavelmente nossas características contra o BRASIL. Merecíamos ter ido até a decisão, mas repito que a nossa prioridade é o Europeu.

Como é brigar por uma das vagas de oposta com a Boskovic e a Sanja?

Elas dispensam comentários. São duas jogadoras muito boas. A Boskovic uma das melhores do mundo na posição. Não seria necessário falar individualmente. Nossa relação é sempre pensando no coletivo e no melhor para a seleção sempre nos ajudando nos treinos,

Nanjing, CHINA.

Não será surpresa, embora a política atual não permita, Ana Bjelica trocar Osasco pelo Rio de Janeiro.

O blog apurou aqui em Nanjing que o interesse do clube carioca surgiu durante o mundial de clubes realizado na Malásia. Uma conversa informal com o médico da Sérvia confirmou que a negociação está em andamento.

Não é simples. Primeiro porque a política do novo patrocinador do Rio, SESC, não gosta da ideia de ter estrangeira no elenco.

Bernardinho teria que dobrar aqueles que pagam a conta, algo que Giovane Gávio, no masculino, não conseguiu e ficou sem jogadores de fora.

Bjelica, 25 anos, ganha em dólar, anda valorizada e tem propostas da Rússia e da Suíça. O que pesa a favor do Rio é o fato da jogadora sérvia ter vontade de permanecer jogando no BRASIL onde se adaptou com facilidade.

Osasco, que reduziu o orçamento, não pode brigar por ela. Bjelica chegaria para disputar posição com Monique.

Brankika Mihajlovic, companheira de Bjelica na seleção, foi campeã da Superliga sob comando de Bernardinho.

O time masculino do Basquete Osasco, representante do município na elite do Campeonato Paulista, um dos campeonatos mais disputados da América do Sul, acaba de ganhar um patrocinador de peso: a Uber.

O contrato entre a empresa e o clube inclui a presença da marca no uniforme, no ginásio e ações de marketing em eventos sociais e esportivos com os atletas.

- O Basquete Osasco é motivo de grande orgulho para a cidade e para nós é uma alegria poder apoiar o time nessa nova temporada que, temos certeza, será cheia de vitórias - afirma Phillip Klien, diretor da Uber em São Paulo.

- Recebemos o apoio da Uber com muita alegria, pois nos tornamos parceiros de uma empresa séria e já reconhecida mundialmente pela capacidade de modificar, de forma positiva, o cenário do transporte no Brasil e em diversos países. A Uber acreditou no projeto Basquete Osasco, focado não apenas no basquete adulto, mas também na formação de atletas, com as nossas escolinhas. Essa parceria será fundamental para a realização de diversas ações em prol do esporte na cidade - completa João Ricardo Lourenço, diretor do time paulista.

Atual tricampeão dos Jogos Abertos do Interior, o Basquete Osasco acabou de conquistar o bicampeonato dos Jogos Regionais, motivo de orgulho para toda a cidade. Além disso, por dois anos consecutivos, o time ficou na quinta colocação do Paulista de Basquete, vencendo equipes tradicionais, como Bauru, Franca, Pinheiros e Paulistano. No ano passado, a equipe conquistou seu primeiro troféu internacional, sagrando-se vice-campeã do Torneio Quatro Nações, na China.

No ano passado, o Basquete Osasco foi vice-campeão do Torneio Quatro Nações Reprodução

No ano passado, o Basquete Osasco foi vice-campeão do Torneio Quatro Nações Reprodução

O time masculino do Basquete Osasco, representante do município na elite do Campeonato Paulista, um dos campeonatos mais disputados da América do Sul, acaba de ganhar um patrocinador de peso: a Uber.

O contrato entre a empresa e o clube inclui a presença da marca no uniforme, no ginásio e ações de marketing em eventos sociais e esportivos com os atletas.

- O Basquete Osasco é motivo de grande orgulho para a cidade e para nós é uma alegria poder apoiar o time nessa nova temporada que, temos certeza, será cheia de vitórias - afirma Phillip Klien, diretor da Uber em São Paulo.

- Recebemos o apoio da Uber com muita alegria, pois nos tornamos parceiros de uma empresa séria e já reconhecida mundialmente pela capacidade de modificar, de forma positiva, o cenário do transporte no Brasil e em diversos países. A Uber acreditou no projeto Basquete Osasco, focado não apenas no basquete adulto, mas também na formação de atletas, com as nossas escolinhas. Essa parceria será fundamental para a realização de diversas ações em prol do esporte na cidade - completa João Ricardo Lourenço, diretor do time paulista.

Atual tricampeão dos Jogos Abertos do Interior, o Basquete Osasco acabou de conquistar o bicampeonato dos Jogos Regionais, motivo de orgulho para toda a cidade. Além disso, por dois anos consecutivos, o time ficou na quinta colocação do Paulista de Basquete, vencendo equipes tradicionais, como Bauru, Franca, Pinheiros e Paulistano. No ano passado, a equipe conquistou seu primeiro troféu internacional, sagrando-se vice-campeã do Torneio Quatro Nações, na China.

No ano passado, o Basquete Osasco foi vice-campeão do Torneio Quatro Nações Reprodução

No ano passado, o Basquete Osasco foi vice-campeão do Torneio Quatro Nações Reprodução

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