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Foi confirmada por amigos a morte do Deputado Estadual Celso Giglio. Nascido em Campinas, ele construiu sua vida pública em Osasco. A causa da morte não foi informada.

[ATUALIZAÇÃO]O atual Prefeito de Osasco, Rogério Lins, teria sido informado por familiares do deputado e emitiu nota sobre o falecimento, decretando luto oficial.

Biografia

Casado com Glória Giglio, com quem teve cinco filhos e quatro netos, formou-se em Medicina, na Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro, foi residente de cirurgia na Associação de Combate ao Câncer do Brasil Central e especializou-se em Cirurgia Geral e Obstetrícia na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Formou-se em Administração Hospitalar pela USP e especializou-se em Ginecologia e Obstetrícia.

Em 1988, Celso Giglio foi eleito vereador em Osasco. Em 1992, foi eleito prefeito da cidade, com 54,12% dos votos. Quando seu mandato acabou, recebeu o indíce de 92% de aprovação popular, se tornando o prefeito que teve a nota mais alta do Brasil.

Em 2000, voltou à prefeitura de Osasco, com o lema "Cidade Trabalho". Em 2004 tentou a reeleição, mas desgastado por um mandato conturbado, perdeu para Emídio Pereira de Souza.

Foi eleito deputado estadual em 2006, tendo sido o deputado com o maior número de votos da cidade de Osasco.

Foi superintendente do IAMSPE, no governo de Geraldo Alckmin, após perder as eleições para prefeito de Osasco.

Celso Giglio é um líder municipalista. Em 1995 coordenou o movimento "União pelo Município" que teve adesão de 2.700 prefeituras de todo o país, que defendeu os interesses municipais durante o processo de discussão da reforma tributária.

Em 1997 assumiu a presidência da Associação Paulista de Municípios. Em 1998, foi eleito deputado federal (o 5º mais votado de São Paulo e o 1º mais votado da coligação PTB-PSDB, com 190.047 votos), sendo a voz dos municipalistas no Congresso Nacional.

Em 2014, Celso Giglio foi eleito Deputado Estatual sendo um dos deputados mais votados da cidade de Osasco.

Em 20/07/2016, Celso Giglio teve negado o pedido de tutela de urgência para tentar reverter a rejeição de suas contas, referentes à gestão de 2004. A decisão foi tomada pela 2ª Vara da Fazenda Pública do Foro de Osasco. Com a decisão, Celso Giglio fica inelegível para disputar as eleições municipais de 2016.

No dia de ontem (10/07/2017) boatos tomaram conta das redes afirmando que o ex-prefeito teria morrido ou diagnosticada a morte cerebral. Os rumores foram aumentando durante a noite, porém sem nenhuma confirmação de sua assessoria.

Até o momento, a confirmação da morte foi dada por amigos próximos, sinalizando que a data da morte foi hoje, 11 de julho durante a tarde, no Hospital Albert Einstein.

Opinião do Professor Marco Aurélio - Adoro arroz doce. Se pudesse teria essa sobremesa todos os dias em minha mesa. O arroz doce é uma receita de origem asiática. Na Índia, por exemplo, é comum encontrar arroz com açúcar em preparações de pratos típicos dos casamentos hindus. Na Tailândia, ele leva coco e é servido com fatias de manga e muito pouco açúcar.

O arroz doce chegou na Europa no século XIII. No Brasil, veio junto com a canela na época da colônia. A canela, que os portugueses iam buscar nas índias para vender na Europa, como tempero da moda.

Na época do Império, no Rio de Janeiro, as pessoas ricas, a maioria de origem portuguesa, faziam como uma de suas sobremesas preferidas justamente o arroz doce. Hoje, popular em todo o Brasil, o arroz doce adquiriu outras variações, como o uso do leite condensado (muito comum em nossas escolas), além do uso do doce de leite ou coco.

Nessa época de festas juninas, a gente encontra o arroz doce em todos os lugares. É o doce preferido por todos. Na Quermesse da Catedral de Santo Antônio em Osasco, as mulheres católicas voluntárias fazem o melhor arroz doce do mundo. Vale a pena conferir.

Os doces como canta Chico Buarque, nos trazem afeto, amor e seguram todos em casa “com açúcar, com afeto/ fiz seu doce predileto/ para você parar em casa/ qual o quê ...” é um trecho de uma linda música do velho Chico.

Marco Aurélio Rodrigues Freitas é jornalista, biomédico, historiador e professor das redes municipal e estadual de São Paulo. Escreve todas as semanas no site Planeta Osasco.

 

Opinião do Professor Marco Aurélio Rodrigues Freitas - No mês de junho deste ano, exibi para os meus alunos do Ensino Fundamental o filme “O ano que meus pais saíram de férias”. Juntos pudemos abordar a repressão, a tortura e a censura, presente nos Anos de Chumbo da Ditadura Militar nos anos 70.

Acreditem. Nossos estudantes adolescentes olham a Ditadura Militar como algo muito distante, quase inacessível, e que não deixou nenhuma herança cultural nos seus 21 anos de existência, até a posse do presidente Sarney em 1985.  Depois da derrota da Emenda Dante de Oliveira das Diretas Já em 1984, Sarney, de vice de uma chapa articulada nos palácios, comandada por Tancredo Neves, governou o país até 1989, ano que o Brasil viveu a volta das eleições diretas para presidente.

Em 1986, o governo Sarney censurou a exibição do filme francês Je vous Salue, Marie. Não lembro direito a data, mas havia em Osasco uma cópia do filme francês proibido pelo governo de ser exibido em todo o país.  Como forma de protesto e de rebeldia, a fita rodou a cidade de Osasco, em casa de amigos, normalmente nas tardes de sábado, driblando a Censura da Nova República, que revelava seu lado oculto e muito semelhante à Ditadura Militar.

Com o passar dos anos, fui percebendo que não só governos são parecidos, mas as gerações também. E a Censura permanece vida dentro de cada um. De forma mais explicita, como aquela que fazia o Estadão trocar parte de seus textos jornalísticos por receita de bolo, quando os generais censores os proibiam; ou de forma implícita, quando proibimos determinadas palavras, expressões populares ou alguns ritmos para os jovens, como o Funk, por exemplo.

Não se enganem leitores, a censura nunca morreu. Está muito viva dentro de nós. E o Brasil continua um país estranho, como dizia Darci Ribeiro, que nos seus vídeos sempre se perguntava: Por que não demos certo?

Vivemos dois problemas graves por aqui: um político e outro econômico. No político parecemos uma caravela perdida no meio do oceano Atlântico, fugindo ao largo dos espaços do mar sem vento.  No econômico parecemos um país do século XIX, com fazendeiros nervosos com o fim da escravidão e desesperados em explorar os milhões de imigrantes que para aqui vinham em substituição à mão de obra escrava.

Precisamos de Eleições Diretas Já, uma geração de políticos sinceros e políticas públicas que enfrentem e eliminem de vez nossas eternas desigualdades econômicas e sociais, sem censura.

 

IMG - Jean-Luc Godard, diretor do filme Je vous Salue, Marie /      Disco de vinil “COMIDA” TITÃS

Marco Aurélio Rodrigues Freitas é jornalista, biomédico, historiador e professor das redes municipal e estadual de São Paulo. Escreve todas as semanas no site Planeta Osasco.

 

Via Coletivo Pneu - Pelo centro de Osasco, mais precisamente na Praça Padroeira do Brasil, encontramos muitas pessoas em situação de rua. Aliás, nenhuma novidade, quase todos os moradores da cidade têm consciência disso.

E, dentre os moradores em situação de rua, o senhor Edinaldo Felix presenteia a praça (e a cidade) com uma obra pública. Geralmente desapercebida por quase todos que por ali passam.

Edinaldo tem começado um trabalho de colorir o piso da praça Padroeira do Brasil; quando questionado sobre o porquê de sua dedicação, o mesmo respondeu:

‘A santa tem que ter um jardim e as pessoas gostam de terem o que olhar’.

Ele se referiu ao jardim e arte que fez em frente a Santa (um beija flor “beijando” um girassol).

Sugeriu que a arte depende muito do ponto de vista e de como se olha.

Outras artes do artista de rua chamaram a atenção. Ele estilizou no piso da praça uma figura de Charlie Chaplin com Bob Marley (nota-se ao fundo pertences pessoais e os inseparáveis cães amigos).

No entanto, nem mesmo um único desenho de Felix estava terminado; acabaram as tintas e os rolinhos antes que pudesse terminar.

Após descobrir esse talento urbano, o Coletivo Pneu de Juventude decidiu fazer uma arte com Felix e doar algumas tintas pra ele.

Aliás, entre os membros do Coletivo Pneu, tem artistas de rua –inclusive grafiteiros- e apoia qualquer forma de arte ou de expressão.

Gostaríamos de dizer que nada foi esboçado ou pensado antecipadamente. Apenas deixamos fluir a arte junto com o amigo Felix.

 

Via Coletivo Pneu de Juventude

Inspirada em relatos reais e na produção cultural de homens negros, a peça Farinha com Açúcar ou Sobre a Sustança de Meninos e Homens, que rendeu o 6º Prêmio Questão de Crítica ao dramaturgo, ator e diretor Jé Oliveira em 2017, retrata a experiência de ser negro na periferia de São Paulo e presta homenagem a um dos maiores grupos de rap do Brasil, o Racionais MC’s, que completou 30 anos de existência em 2017.

A temporada gratuita se inicia com três apresentações no Teatro Municipal Flávio Império a partir de 30 de junho, 20h. Os teatros Alfredo Mesquita, Cacilda Becker e Paulo Eiró também recebem três apresentações cada, até agosto, além da Fundação Casa da Vila Maria que recebe uma apresentação especial fechada com a participação de KL Jay, dos Racionais MC’s.

A montagem mergulha no universo da palavra falada e cantada por meio da construção poética de Jé Oliveira, em cena, acompanhado por cinco músicos, produzindo a trilha sonora simultaneamente – Cássio Martins (baixo), Fernando Alabê (percussão e bateria), Mauá Martins (pianos e MPC), Melvin Santhana / Gabriel Longhitano (guitarra, violão e voz) e DJ Tano - ZáfricaBrasil.

O espetáculo é a materialidade cênica e poética que Oliveira escolheu para formalizar sua investigação sobre a construção da masculinidade negra periférica. A montagem traz a força da musicalidade para o palco e se entende como uma “peça-show”, para ser ouvida, sentida e vista.

Baseada em entrevistas com 12 homens negros de diversas idades e ocupações, o roteiro encontrou uma unidade em suas trajetórias e a narrativa foi construída a partir dessas experiências. Os entrevistados foram Akins Kintê, poeta e diretor de cinema, Allan da Rosa, professor e artista, Aloysio Letra, artista, Fernando Alabê, músico, João Nascimento, percussionista, Kl Jay, DJ e rapper, Melvin Santhana, músico, Renato Ihu, produtor e pesquisador, Salloma Salomão,artista e intelectual, Seu Luís Livreiro, vendedor de livros, Will Oliveira, modelo, e Zinho Trindade, poeta.

A peça representa uma afirmação de luta. “Esse espetáculo é uma intenção sobre a vida, é uma afirmação da existência mesmo sob os escombros. Os encontros que tive com cada entrevistado foram de vida que pulsa e espero ter traduzido um pouco disso na encenação”, destaca Oliveira.

Para Kleber Geraldo Lelis Simões, o DJ KL Jay dos Racionais MC’s, participar ativamente da peça é uma honra. "Trabalhar com o Farinha com Açúcar é ser protagonista, ali no palco, ao vivo! É um privilégio".

Vista por mais de 15 mil pessoas desde a estreia em março de 2016, foi considerada destaque na mostra oficial do 26º Festival de Teatro de Curitiba e Jé Oliveira foi um dos contemplados no 6º Prêmio Questão de Crítica pela criação. Nesta edição do prêmio também foram contemplados os artistas Grace Passô, Márcio Abreu, Teuda Bara, Roberto Alvim e Juliana Galdino, Lia Rodrigues, entre outros.

O cantor e produtor musical Lino Krizz, parceiro de Mano Brown em Boogie Naipe, foi convidado especial em uma das apresentações recentes do espetáculo e destacou o impacto da peça.

“Deus me presenteou com dupla honra. Primeiro porque jamais imaginei que um dia eles me chamariam para cantar uma canção minha no meio da peça e isso foi mágico. Segundo e mais importante: a primeira vez que fui assistir a este espetáculo, foi tamanho o impacto, que logo de cara fiquei em choque com a objetividade dos atos de abrir estas feridas que nunca se fecham, além da identificação imediata com a impecável escrita e interpretação dos textos em sincronia com a banda e o DJ. Com a mais absoluta certeza e sem a menor sutileza, Farinha com Açúcar põe muita superprodução aos pés da favela”.

Após o encontro com tantas pessoas de diversas localidades, Jé Oliveira destaca a força para permanecer firme nessa caminhada.

"Essa obra busca ser vida estendida no encontro com o público: dor e celebração, força e lágrima. Cada olhar atento, silêncio, cada abraço, mensagem recebida após a peça é alento, conforto e norte para que continuemos vivos, fortes e cada vez mais pretos".

O Coletivo Negro prepara para esse ano o lançamento do livro com a dramaturgia da peça e um cd com audição na íntegra, contendo as músicas e textos da obra. Duas apresentações em campos de várzea na periferia paulistana também estão sendo fechadas e tem participação confirmada na 27ª edição do Festival de Teatro do Agreste - Feteag, que acontece em outubro em Caruaru - PE.

Farinha com Açúcar ou Sobre a Sustança de Meninos e Homens foi contemplado na XXV e na XXIX Edição da Lei de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo, selecionado pela Funarte pelo edital Cena Aberta e convidado a abrir o 1º FELT – Festival Livre de Teatro, realizado pela Escola Livre de Teatro de Santo André. Em São Paulo foi apresentada nas unidades SESC (Santos, Pompéia, Campo Limpo, Araraquara, São José do Rio Preto, Itaquera, Campinas, São Carlos, entre outros), na Funarte, na Escola Livre de Teatro de Santo André e no Itaú Cultural. No Rio de Janeiro, no SESC Copacabana, em Minas Gerais, no SESC Palladium e no Paraná, no Festival de Teatro de Curitiba.

 

Sobre o Coletivo Negro

 

O Coletivo Negro é um grupo de pesquisa cênico-poético-racial que há nove anos se dedica à investigação da presença do negro no teatro brasileiro. Formado por Aysha Nascimento, Flávio Rodrigues, Jefferson Mathias, Jé Oliveira e Raphael Garcia. Recebeu duas indicações ao Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro com a obra Movimento Número 1: O Silêncio de Depois..., nas categorias Melhor Elenco e Grupo Revelação. Concorreu ao Prêmio Qualidade Brasil, por sua ocupação artística no TUSP (Teatro da USP). Em 2017 foi contemplado com o 6º Prêmio Questão de Crítica por Farinha com Açúcar ou Sobre a Sustança de Meninos e Homens. O grupo já se apresentou em alguns dos principais palcos da cidade de São Paulo e do país, como Auditório Ibirapuera—Oscar Niemeyer, Itaú Cultural, TUSP, Teatro Villa Velha (Bahia), CCBB-Minas Gerais, SESC (Pompeia, Santos, Campo Limpo, Araraquara, Palladium - MG, Copacabana - RJ), Cooperifa, Galpão do Folias.

 

Apresentações

Farinha com Açúcar ou Sobre a Sustança de Meninos e Homens

Duração: 80min

Classificação: 16 anos

Gênero: Teatro Épico

 

Teatro Municipal Flávio Império

Quando | 30 de junho, 1 e 2 de julho - De sexta à sábado, 20h e domingo, 19h.

R. Prof. Alves Pedroso, 600 - Cangaiba, São Paulo.  Tel. 2621-2719.

 

Teatro Municipal Alfredo Mesquita

Quando | De 14 a 16 de julho - De sexta à sábado, 20h e domingo, 19h.

Av. Santos Dumont, 1770 - Santana, São Paulo. Tel. 2221-3657.

 

Fundação Casa Vila Maria - apresentação especial com KL Jay (fechada)

Quando |21 de julho,  15h

 

Teatro Municipal Cacilda Becker

Quando | De 11 a 13 de agosto - De sexta à sábado, 20h e domingo, 19h.

R. Tito, 295 - Lapa, São Paulo. Tel. (11) 3864-4513

 

Teatro Municipal Paulo Eiró

Quando De 18 a 20 de agosto - De sexta à sábado, 20h e domingo, 19h.

Av. Adolfo Pinheiro, 765 - Santo Amaro, São Paulo. Tel. 5686-8440

 

Para as apresentações nos teatros municipais os ingressos serão distribuídos com uma hora de antecedência.

 

Saiba mais no site www.coletivonegro.com.br

Por Elcio Silva

Por MARCO AURÉLIO - Em 25 de abril de 1984, no grande comício da Sé por eleições diretas para Presidente, onde as ruas se enchiam de brasileiros para forçar a votação da Emenda Constitucional do Deputado Federal Dante de Oliveira, eu e meus amigos estávamos lá.

Fomos de trem e metrô, num domingo à tarde. Todos jovens e universitários. E não nos arrependemos de nada. O Brasil precisava dizer que estava vivo e que queria escolher o seu presidente. Queria votar, como agora queremos de novo escolher nosso presidente.  Faz 34 anos, mas a luta prossegue em busca de um país melhor e mais justo. Aliás tem que ser sempre assim.

No Palanque estavam as grandes lideranças políticas da época, comandadas por Osmar Santos. Estavam lá Franco Montoro, Fernando Henrique Cardoso, Lula, Tancredo Neves, Ulysses Guimarães, José Serra, Mário Covas, Teotônio Vilela, Eduardo Suplicy, Leonel Brizola, Miguel Arraes, mais artistas, intelectuais, estudantes, sindicalistas e muitos trabalhadores.

As Diretas Já em Osasco

Osasco também viveu o clima das Diretas Já. Houve um comício enorme no Largo de Osasco com a presença de políticos, partidos da época, artistas, intelectuais e a bela Bruna Lombardi.

Em 1978, na última “eleição” da Ditadura Militar, que escolheu o General Figueiredo, o MDB lançou seu “candidato” o General Euler Bentes Monteiro. No Colégio Eleitoral deu Figueiredo para um mandato de 6 anos, com com 355 votos (61,1%) contra 226 dados a Monteiro (39,9%). Já era um indício de que a Ditadura estava enfraquecendo, pois na escolha de Geisel, em 1974, o general teve 400 (84%) votos contra 76 ( 16%) dados a Ulisses Guimaraes.

Em 1978, na escolha do General Figueiredo, houve um comício no Largo de Osasco, organizado pelo MDB.  Sai do Jardim das Flores com meus amigos e conosco foi o avô do Carlão. Ao chegarmos na casa de Carlos, ele pediu que esperassemos um pouco pelo avô. Minutos depois, surgiu seu avô, como se fosse a uma festa, de terno e gravata. Fomos todos de micro-ônibus. Mas, houve uma fala de FHC que me marcou, quando chamou os militantes do MDB - que tinham medo das eleições diretas -  de Arenosos, numa referência à ARENA, partido criado pela Ditadura.

Em 1984, também havia arenosos entre nós, gente que tinha medo das eleiçoes diretas. Nossas familias, talvez por medo de violência da Ditadura Militar, que ainda viva em nossa memória. Minha mãe dizia: “é melhor você não ir ao comicio da Sé filho, pode ser perigoso”.

2017, o novo ano das Diretas Já.

Em 2017, o movimento pelas Diretas cresce muito junto ao povo. Como em 1984, muita gente vem optando pelas Diretas Já. Sem medo de ser feliz novamente. Ontem mesmo, todas as midias divulgaram a declaração de FHC em defesa das eleições diretas.  Kenedy Alencar, em seu blog, afirma que Lula e Marina Silva, que já são a favor de novas eleições para Presidente, devem ficar ao lado de FHC. Carlos Zaratini, lider do PT na Câmara, disse no Estadão de sábado que a oposição vai procurar deputados descontentes para conversar sobre a antecipação das eleições presidenciais. Como faziam Ulisses Guimnaraes e Montoro.

A politica não pode se resumir ao plano jurídico, como muitos acreditam. Eleições diretas são o único e melhor caminho para qualquer democracia no mundo.  A sociedade brasileira já errou muito, quando apoiou os militares na aventura da Ditadura Militar, que atrasou o Brasil em 21 anos. Agora chega de fugir da democracia. Diretas Já para Presidente em 2017, para dar ao povo o poder de escolha nas urnas.

Marco Aurélio Rodrigues Freitas é biomédico, historiador, jornalista e professor das redes municipal de estadual de São Paulo. Escreve todas as semanas no site Planeta Osasco.

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