Redação

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Cerca de 4,7 mil vagas gratuitas estão sendo disponibilizadas pelo programa Universidade Aberta à Terceira Idade da USP

A USP abre inscrições para as atividades do primeiro semestre de 2017 do programa Universidade Aberta à Terceira Idade. Em sua 46ª edição, a iniciativa gratuita, realizada na capital e nos campi do interior, traz 4691 vagas divididas em disciplinas regulares, oferecidas nos cursos de graduação da USP, e atividades complementares, que englobam cursos, palestras, excursões, práticas esportivas e didático-culturais. A oferta é 9% maior que a do último semestre, quando foram disponibilizadas 4300 vagas. Os interessados não precisam ter vínculo com a universidade e devem ter mais de 60 anos.

As pessoas com mais de 60 anos estão cada vez mais ativas. Pensando nessa demanda crescente por atividades, a USP amplia a cada semestre a oferta de vagas para esse público em uma ação que visa incluí-los no ambiente universitário e também favorecer um intercâmbio geracional com seus alunos.

“Em 2017 o principal objetivo da Universidade Aberta à Terceira Idade será o fortalecimento do vínculo do idoso com a USP.”, explica o médico Egídio Dórea, coordenador do programa. “Para isso, buscaremos ouvir o idoso sobre os cursos e atividades, sugestões de novos cursos, novos temas a serem explorados e que os mesmos considerem importantes.”

Gestão Empresarial, Educação Ambiental, História da Música, Robótica e até mesmo Aplicação de ROVS para Mineração de Petróleo, que consiste em operar remotamente veículos no processo de mineração, estão entre os 569 cursos disponíveis, que são ministrados nos campi da Cidade Universitária, USP Leste, Bauru, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto, Santos e São Carlos. Algumas disciplinas exigem pré-requisito, mas para a maioria nada é exigido.

Atividades esportivas exclusivas para idosos também têm vagas em programas como Musculação, Ginástica Adaptada, Pilates e Dança Circular. Além disso serão oferecidas atividades culturais com especialistas de diversas áreas, como Noções Gerais de Direito, Informática, Inglês e Criação de Textos.

O programa é uma iniciativa da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP e é realizado pelo Núcleo de Direitos da USP.

Saiba mais sobre o programa Universidade Aberta à Terceira Idade;

A relação completa de atividades está disponível no site prceu.usp.br/3idade ou clique.

Inscrições para disciplinas regulares | De 20 a 24 de fevereiro de 2017 − Vagas limitadas disponíveis por ordem de chegada. Para as atividades da Escola de Artes, Ciências e Hu­manidades (USP Leste), o período de inscrições será de 13 a 15 de fevereiro de 2017, também por ordem de che­gada.

 

Com informações da Assessoria de Imprensa da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU).

“Eu sou da América do Sul. Sou do mundo, sou Minas Gerais ”. Milton Nascimento.

Hoje, é comum  encontrarmos ovos mexidos nos cafés das manhãs de hotéis, pousadas e colônias de férias no Brasil. Mas onde e qual a origem dos ovos mexidos? Os livros de história e culinária revelam que foi na Inglaterra que esse prato surgiu.

No  século XIX, quando as  fábricas se expandiam  pela  Inglaterra. Lá, os homens que entravam para o trabalho bem cedo precisavam se alimentar bem. Por isso, a primeira refeição do dia era com mingau, pão, ovo, bacon ou peixe. Afinal, trabalhavam até mais de 15 horas por dia.  O jeito inglês foi adaptado ao longo do tempo em outros continentes e os americanos criaram as suas próprias versões de ovos mexidos, o famoso breakfest.

Por que vocês não sabem do lixo ocidental? Não precisam mais temer. Não precisam da solidão. Todo dia é dia de viver... (Para Lennon e McCartney, de Milton Nascimento).

O Breakfest, com ovos mexidos, tem:

  • 4 ovos
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • 100 ml de leite
  • Sal

E podemos preparar assim:

  1. Passe toda a manteiga no fundo de uma frigideira e coloque os ovos sobre a manteiga
  2. Em seguida, quebre as gemas sem mexer os ovos
  3. Só depois deste passo, leve a frigideira para o fogo com fogo baixo
  4. A clara vai cozinhar primeiro que a gema
  5. Quando a gema começar a ficar cozida, acrescente o leite e mexa vigorosamente para misturar a manteiga do fundo da frigideira e o leite

Dica: Não frite demais, pois o mexido deve ficar úmido e cremoso

Atualmente, na Inglaterra e nos Estados Unidos, os ovos mexidos recebem o acompanhamento de panquecas, muffins, waffles, ou os cereais tipo corn flakes.

Por aqui, o café da manhã é bem diferente e varia por região. A culinária no Brasil é uma mistura de Europa, Nativos e África. Muitos pratos são de origem indígena, mas adaptados por escravos e portugueses, quando algum ingrediente faltava. Nosso café da manhã tem até hoje café com leite, pão, frutas, bolos, doces, broas e outras iguarias, que mudam em cada região. Nosso café não é para quem ia para a fábrica, mas quem ia para a lavoura. Em Minas, a gente encontra cafés da manhã belíssimos.

Por que você não verá meu lado ocidental? Não precisa medo não. Não precisa da timidez. Todo dia é dia de viver. Eu sou da América do Sul ... (Para Lennon e McCartney, de Milton Nascimento).

E no Brasil, como é nosso café da manhã?

Desde o tempo da colônia, nossa refeição da manhã tem tudo o que já escrevemos. E cada região acrescenta alguma coisa, de acordo com sua cultura. Sempre para dar mais força ao homem que vai trabalhar no campo.

Dependendo da região, o café muda.

No norte, tem bolo de cupuaçu e macaxeira, banana da terra frita, geleia de bacuri, mingau de farinha de mandioca e o suco de açaí.

No Centro Oeste, podemos encontrar broa, pão de queijo, bolo de arroz ou de castanha de pequi. 

No sul, por influência europeia, tem mais queijo e mel no café.

Mas em Minas tem biju, queijo fresco ou meia cura e o famoso pão de queijo.

 

Eu sei, vocês não vão saber. Mas agora sou cowboy. Sou do ouro, eu sou vocês. Sou do mundo, sou Minas Gerais... (Para Lennon e McCartney, de Milton Nascimento).

 

Por Marco Aurélio Rodrigues Freitas, jornalista e professor das redes municipal de estadual de São Paulo. Escreve todas as semanas no site PlanetaOsasco. 

Editorial - Os apoiadores de Rogério Lins estão disputando cada naco de poder. Não é à toa que Lins sequer conseguiu montar um secretariado; percebe-se sua fragilização após a detenção e as longas férias na Flórida.

Rossi e Giglio são históricos desafetos, incluídos num governo que permitiu a cada um deles –de maneiras diferentes- voltarem ao poder. Além dos ex-prefeitos, a composição com partes do PT (nos bastidores se fala muito da participação de João Paulo Cunha como um dos mentores da articulação) e um arco de alianças com vereadores eleitos tornaram o Governo Lins refém e alvo de uma batalha campal.

Não bastasse ter perdido futuros secretários por conta de prisões, Osasco permanece à deriva sem conseguir estabilidade política. Nesse território infértil, nota-se a formatação de uma oposição cada vez mais ampla.

No último sábado, a Vereadora Dra. Régia Gouveia tomou uma duríssima posição contra o que ela classificou –em nota- como um panorama de disputas e indefinições. Ontem, o maior coletivo de juventude da cidade declarou oposição.

A cada dia mais pessoas se dão conta da inabilidade política e técnica do novo governo. A rejeição toma forma e percebe-se que uma grande faixa da população entenderá que o único caminho aceitável para um governo que começou tão mal é a oposição construtiva. Será isso ou uma cidade ineficiente, que entregou suas riquezas para administradores incapazes.

Em demonstração de desespero, o governo nomeou secretários adjuntos antes mesmo de definir quem assumiria a chefia da pasta. Ou seja, Lins está escolhendo fora da ordem de qualquer administração séria.

A insegurança em torno do novo governo é questão primordial para entender o preço que cada aliado impôs ao eleito. Para entender, basta lembrar sobre os processos contra o prefeito e contra sua chapa, aumentando o risco de um governo prematuramente alijado do poder.

A propaganda de Lins tenta, a todo custo, mostrar seus trabalhos limpando bueiros, visitando maternidades, caçando mosquitos da dengue. Mas, com franqueza, uma cidade sem governo –e sem primeiro escalão definido- é completamente débil.

Quando nomear seus secretários, Lins ainda enfrentará todo o tipo de disputas derivadas dos egos que ele mesmo atraiu em sua chamada renovação. A população de Osasco percebeu que de renovação não há nada.

 

Editorial PlanetaOsasco.com

Sem vínculos partidários, o maior coletivo de juventude de Osasco, o Coletivo Pneu, lançou nota hoje, 09, com duríssimas críticas ao Governo Lins. Para os jovens, em sua maioria estudantes da rede pública da cidade, Rogério Lins não teria anunciado o secretariado por causa de sua composição ‘provinciana’ e de rachas internos.

A nota trouxe ainda críticas sobre as nomeações de parentes. Cita, como exemplo, a filha de Francisco Rossi, Ana Paula Rossi (nomeada Secretária de Educação) e a vice-prefeita, esposa do ex-prefeito.

No primeiro escalão do Governo Lins ainda tem o informal e notório casal Gelso Lima e Emília Cordeiro como Secretário de Governo e Secretária de Comunicação, respectivamente.

Há mais de uma semana Lins tenta formatar seu governo; mas rachas internos impedem que o primeiro escalão seja escolhido. O prefeito só conseguiu, até aqui, anúncios em conta-gotas.

O Coletivo Pneu declarou que o único caminho possível numa cidade que tem um governo ‘indeciso’ e com ‘duríssimas disputas internas’ é a oposição popular.

Entre as razões das disputas, segundo apurou o CMIO, seriam as rupturas entre Rossi, pessoas ligadas ao PSDB e o PT.

Outro ponto abordado foi a Cultura. Para os jovens, a Secretaria da Cultura de Osasco não pode ter nomeações baseadas em destaques nas redes sociais ou indicações para agraciar partidos que -até aqui- não se posicionaram de fato ou que sequer a população soube que estariam entre os apoiadores durante a eleição.

O PT foi citado como o partido que aceitaria -ou estaria- no balcão de ofertas de cargos, disputando -entre outros- a chefia da Secretaria da Cultura.

 

CMIO - Coletivo de Mídia Independente de Osasco

CRÔNICA - Em Osasco, 107 anos do voo de Dimitri. Na Europa, morre Mario Soares, aos 92 anos.

               Dimitri Sensaud de Lavaud                                                         Mario Soares

O colega jornalista, Gabriel Martiniano, publicou no Planeta a história de Dimitri Sensaud de Lavaud, em homenagem ao primeiro voo da América Latina, ocorrido em Osasco no dia 07 de janeiro de 1910, às 5:50 da manhã. Dimitri foi um engenheiro fantástico que nasceu na Espanha em 14 de setembro de 1882 e veio para Osasco no final do século XIX com quinze anos, estabelecendo-se em Osasco. Filho do comendador francês Evaristhe Sensaud de Lavaud com a russa Alexandrine Bognoff, Dimitri viveu em vários países da Europa, antes de mudar para o Brasil.  Falava russo, inglês, francês, espanhol, grego, italiano e português.

Costumo dizer que a vida é sempre surpreendente. No dia em que comemoramos o primeiro voo da América Latina, morre na Europa, aos 92 anos, o grande Mario Soares, ex-presidente e ex-primeiro ministro de Portugal. Como canta Milton Nascimento, o trem da chegada é o mesmo trem da partida.

Dimitri Sensaud de Lavaud realizou o primeiro voo da América Latina em Osasco na descida da Rua João Baptista. Mas, também era um grande inventor. Inventou o câmbio automático. Mudou a história da aviação no Brasil e virou um dos principais personagens da nossa cidade. Sua casa, o chalé Brícola, construída com tijolos da Olaria de Antônio Agu, sócio de seu pai, é hoje o Museu de Osasco, criado em junho de 1976, pelo prefeito Francisco Rossi. Dimitri faleceu em Paris, aos 64 anos.

Mario Soares, foi um dos líderes da Revolução dos Cravos, que tirou Portugal de uma Ditadura de 48 anos e trouxe o país de volta para a democracia nos anos 70 e depois para a União Europeia, iniciada em 1986 através da adesão do bloco comum europeu. Soares foi preso 12 vezes e fundou o Partido Socialista Português na Alemanha em 1973. Aos 92 anos. Portugal perde o líder Mario Soares, que cumpriu dois mandatos de cinco anos como chefe do governo português. O cravo, símbolo da Revolução Portuguesa, serviu de inspiração na criação do PDT de Leonel Brizola.

Os dois mudaram a história de seus respectivos países, com seus gestos inovadores e políticos.  Dimitri trazendo para a América e para Osasco o avião, invenção fantástica de Santos Dumont, quatro anos antes.  Mario Soares, criando o Partido Socialista e liderando a Revolução dos Cravos, que acabou com uma Ditadura de 48 anos em Portugal e deu início à descolonização das colônias portuguesas na África.

Chalé Brícola, residência de Dimitri Sensoud de Lavaud. Hoje, Museu de Osasco.

 

Marco Aurélio Rodrigues Freitas é jornalista e professor das redes municipal e estadual de São Paulo. Escreve todas as semanas no site Planeta Osasco.   

O inventor Dimitri Sensaud de Lavaud, nascido em Valladolid, Espanha, em 1882, veio para a Vila Osasco (então parte do município de São Paulo) depois de obter a cidadania brasileira no final do Século 19.

Filho de um Barão, Dimitri possuía os recursos e a disposição para ser, ao mesmo tempo, um engenheiro, inventor e aviador. De ascendência francesa, ele foi responsável por projetar e desenvolver o primeiro -e genuinamente- avião brasileiro.

Segundo historiadores, Dimitri foi um prolífico inventor que registrou, ao menos, 1000 patentes industriais, incluindo inovações automobilísticas e da própria aviação. Teria sido o inventor do câmbio automático, popular nos carros de hoje.

Seu voo, acompanhado de testemunhas e da imprensa da época, foi registrado apenas em textos da época. Poucas imagens sobraram daquilo que foi uma decolagem suave e um pouso complicado.

Curiosidade;

O ‘avião’ (batizado de Aeroplano São Paulo) usou o declive da rua João Batista (e arredores) para ganhar mais velocidade e poder decolar. Chegou a uma altura de 3 a 4 metros do chão, percorrendo cerca de 105 metros em 6 segundos e 18 décimos.

Atualmente existe uma réplica do aeroplano na cidade de São Carlos, no Museu da TAM (fechado para o público desde o final de 2016).

Muitos moradores de Osasco desconhecem a façanha que -sem nenhuma dúvida- projetou o nome da Vila Osasco para o mundo todo. O Aeroplano São Paulo teria feito o primeiro voo do Hemisfério Sul, sendo que o primeiro voo da história também foi realizado por um brasileiro, em Paris, por Santos Dumont.

Por Gabriel Martiniano – editor do PlanetaOsasco.com

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