Página 4 de 69

Nota - Bandidos tentaram roubar a loja da Samsung no Shopping União, nesta manhã do dia 27 de janeiro, e foram capturados na Avenida Presidente Altino, Jaguaré, São Paulo, após forte ação da Polícia Militar. 

A Avenida permanece interditada até o começo da tarde, com a presença de dezenas de policiais e viaturas, que cercaram toda a região.   

Dentro do Shopping União houve disparos. Os assaltantes estavam fortemente armados, segundo outros veículos de mídia eles utilizavam fuzis. Na perseguição, o veículo Hyundai Tucson preto, utilizado pelos assaltantes, colidiu com um ônibus intermunicipal. Houve troca de tiros com a Polícia, que os deteve na avenida Presidente Altino. Até o momento, dois dos quatro bandidos tiveram a morte confirmada, não há informações sobre os outros dois.

Felizmente não houve vítimas entre os frequentadores e consumidores do Shopping. O shopping União funciona normalmente neste momento, segundo sua assessoria. 

 

Reportagem Marco Aurélio Rodrigues Freitas

Candidato a vice de Valmir Prascidelli (PT), direita na foto, foi nomeado para a pasta da cultura do Governo Lins 
Em entrevista ontem, o novo Secretário da Cultura falou sobre pagar dívidas que não existem

O WebDiário, braço online do jornal impresso Diário da Região, divulgou entrevista do atual Secretário da Cultura, Gustavo Anitelli (PT), afirmando que existiam dívidas com os artistas que participaram da Primeira Virada Cultural de Osasco, realizada nos dias 21 e 22 de novembro de 2015.

Ciente de notas que provariam o contrário, o site PlanetaOsasco foi, então, ouvir os artistas e os responsáveis pelos pagamentos. Dois representantes da área afirmaram que todos os eventos da Virada Cultural foram pagos, até porque foi um projeto tocado pela ex-secretária da SEPLAG em convênio com o Ministério da Cultura. Ou seja, o dinheiro veio do 'patrocínio' federal para toda a Virada Cultural em 2015. Segundo a mesma fonte, “essa forma de envio de recursos sempre está atrelada com a realização do evento, não há como fazer e não pagar, pois os recursos são federais”.

Ou seja, não há dívidas não pagas do evento, nem sequer os recursos eram municipais, tendo inclusive notas de pagamentos para o Grupo Teatro Mágico, do qual o atual Secretário da Cultura fez parte e -por quota- recebeu.

A proposta do atual Secretário da Cultura, segundo o WebDiário, seria priorizar os pagamentos dos artistas que se apresentaram na primeira virada cultural de Osasco. No entanto, as dívidas são inexistentes para esse evento.

Artistas da cidade acreditam que, como uma possível referência, o secretário tenha tentado citar um evento menor (em recursos e exclusivamente municipal), o Canto de Julho, que até hoje tem a verba empenhada mas ainda não foi liberada para os artistas.

Com informações do Coletivo de Mídia Independente de Osasco

Via PlanetaOsasco.com IMG Campanha

Vinicius Sartorato - De repente, o ex-prefeito de Osasco, Francisco Rossi (PR), vai a público e se diz "descontente" com o secretariado petista no governo de Rogério Lins.

Em seguida, o secretário de Cultura, Gustavo Anitelli (PT), responde o ex-prefeito, dizendo que: "É preciso acabar com a politicagem e a troca de moedas na política.".

Dessa "troca de farpas", a população observa atônita, sem saber como reagir. Se por um lado, Rossi ataca e Anitelli se defende, por outro lado, a população de Osasco mal sabe qual é o projeto político do novo governo.

Infelizmente, a troca de moedas acontece em todas as cidades, em todas as dimensões governamentais do país. Isso não é novidade para ninguém. Mas qual é o projeto de fato? É o projeto do grupo político, o projeto pessoal ou um projeto democrático?

O que os políticos brasileiros esquecem - e não só os da cidade de Osasco, é que a população demanda mais democracia, mais participação, mais transparência e políticas mais efetivas - independente da área de atuação.

Certamente Gustavo Anitelli – que é meu amigo, é um dos mais preparados e expressivos nomes do meio cultural osasquense hoje, mas o projeto dele é o mesmo do prefeito Rogério Lins? Afinal ele foi candidato concorrendo contra o atual prefeito. Ou será que o projeto dele é o mesmo dos artistas e produtores culturais da cidade?

Acredito que ao invés de rebater Francisco Rossi, Gustavo Anitelli, deveria dar respostas ao público e a cidade de Osasco. Deveria mostrar a que veio. Qual é o seu projeto para gestão.

Vale lembrar que há pouco mais de um ano, houve uma chacina na cidade de Osasco, em que jovens da periferia foram assassinados simplesmente por buscarem diversão, em uma cidade que não possui sequer equipamentos culturais acessíveis para maioria da população.

Gostaria de saber de Gustavo Anitelli, quais são ou serão suas ações para a cultura da cidade, para valorizar o Conselho de Cultura, para potencializar as ações dos artistas e produtores culturais da cidade tão esquecidos pelo poder público. Neste sentido, ficarei aguardando de Anitelli uma demonstração efetiva de que sua participação não é apenas "troca de moedas".

 

Vinicius Sartorato, 35 anos, é Sociólogo, Mestre em Políticas de Trabalho e Globalização.

Diário de Bordo, por Ana Polo, cidadã osasquense.

Logo na primeira tarde em Vancouver, após descansar por alguns minutos, a minha “host” me levou até a estação de Skytrain mais próxima, para que eu pudesse comprar o Compass Card, um cartão eletrônico que funciona de modo similar ao nosso Bilhete Único.

Como vou ficar aqui por um mês, optei por pagar a tarifa mensal, que custou cento e quarenta dólares canadenses (1dolar canadense vale R$ 2, 38 reais). Apesar do preço, o Compass Card é muito útil para os usuários do transporte público, uma vez que pode ser utilizado em todos os ônibus e linhas de metrô, sem pagar nada a mais por isso.

Antes de vir para cá, baixei o aplicativo da TransLink, empresa responsável por gerenciar as três zonas em que circulam o Skytrain: (metrô, que possui três linhas: a Expo Line, a Millenium Line e a Canada Line), o SeaBus (balsa que conecta Vancouver a North Vancouver) e as linhas de ônibus, que percorrem toda a cidade e que possuem suporte na parte da frente dos veículos para que os usuários coloquem sua bike.

O que todos esses meios de locomoção têm em comum é a pontualidade. Através do aplicativo, eu sei a hora exata em que o ônibus vai chegar no ponto, o que facilita a vida de todo o intercambista.

Porém, nem tudo são flores. Por ser uma cidade que cresceu muito nos últimos anos, principalmente no que diz respeito à população, o Skytrain costuma lotar nos horários de pico (das 7h às 8h e das 16h às 17h). Muitas vezes, eu e meus amigos temos que esperar o segundo ou o terceiro trem para conseguirmos embarcar.

Apesar disso, nós desfrutamos diariamente do transporte público em Vancouver. Seja para ir à escola ou para visitar pontos turísticos, é através dele que nos deslocamos, com segurança e ar-condicionado, de uma ponta à outra da cidade.

--

Para saber mais sobre o transporte público em Vancouver e o Compass Card, acesse: http://www.borealtrip.com/transporte-publico-em-vancouver-e-o-compass-card/

Ana Polo é nossa primeira “correspondente”, tem 22 anos, é graduada em Letras e realiza seu primeiro intercambio internacional. Viajou para Vancouver, escolhida duas vezes a melhor cidade do mundo para se viver e sede dos jogos olímpicos de inverno em 2010. Vancouver no Canada tem uma população de 604 mil habitantes e um território de 114 km2.

 

Mesmo depois de mais de três décadas sem Elis Regina, muitos brasileiros ainda a consideram a maior cantora da história da Música Popular Brasileira, tanto que sua filha Maria Rita, em seus primeiros Cds gravou muitas de suas músicas, resgatando canções de Milton Nascimento, João Bosco e Aldir Blanc e Belchior, entre outros.

No dia 19 de janeiro de 2017, quinta-feira, o Brasil fez 35 anos sem Elis Regina, que nos deixou em 19 de janeiro de 1982. Nesse período, muitos biógrafos contaram sua história. Revelando um tipo de artista corajosa, crítica da Ditadura Militar e defensora dos compositores e cantores brasileiros. A primeira foi a jornalista Regina Echeverria, que lançou o livro Furacão Elis em 1985.

Nos anos de Chumbo, Elis criticou muito a Ditadura Militar e muitos acreditam que a sua popularidade a manteve fora da prisão, mas por exigência dos generais, foi obrigada a cantar o Hino Nacional no show da Olimpíadas do Exército em 1972.

Apelidada de Pimentinha por Vinicius de Moraes, por causa de seu temperamento, a engajada Elis lançou e turbinou artistas, era uma incansável caçadora de talentos. Entre eles, estão: Ivan Lins (“Madalena”, “Cartomante”, “Aos Nossos filhos”), João Bosco (“Bala com Bala”, “O Mestre Sala dos Mares”, “Dois pra Lá, Dois pra Cá”, “O Bêbado e a Equilibrista”), Gilberto Gil (“Ensaio Geral”, “Roda”, “Lunik 9”), Milton Nascimento (“Canção do Sal”, “Morro Velho”, “Cais”, “Nada Será Como Antes”), Belchior (“Como Nossos Pais”), Fagner (“Mucuripe”), Gonzaguinha (“Redescobrir”), Renato Teixeira (“Romaria”) e outros.

A música “O Bêbado e a Equilibrista” virou o hino pela anistia e contra a mal-intencionada Ditadura Militar e seu álbum “Falso Brilhante” de 1976, apresentado em forma de show no Teatro Bandeirantes atingiu 1200 apresentações, sem esquecer das críticas ao Regime Militar.  O mesmo palco do seu velório em 1982, onde milhares de pessoas foram se despedir.

Neste 2017, um ano difícil para todos nós, com um governo usurpador e conservador que quer destruir nossa Constituição, retirando direitos e conquistas, em nome de uma falsa reconstrução nacional, Elis faz muita falta, mas podemos dizer que o furacão Elis nos deixou, mas não foi embora de nossos corações e mentes.

Em homenagem à Elis Regina e a todos que repudiam até hoje a Ditadura Militar, reproduzimos aqui a música e a letra de “O Bêbado e a Equilibrista”. Leitor do Planeta Osasco, curta a música e a letra desse hino pela liberdade.

 

O Bêbado e a Equilibrista

João Bosco e Aldir Blanc

Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos
A lua tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel

E nuvens lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco!
Louco!
O bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil
Pra noite do Brasil
Meu Brasil!

Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora
A nossa Pátria mãe gentil
Choram Marias e Clarisses
No solo do Brasil

Mas sei que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente
A esperança
Dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha
Pode se machucar

Azar!
A esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista
Tem que continuar.

 

Marco Aurélio Rodrigues Freitas é jornalista, historiador e professor das redes municipal e estadual de São Paulo. Escreve todas as semanas no site Planeta Osasco. 

Página 4 de 69