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Mais promessas - O prefeito de Osasco fez mais uma promessa impossível de ser concretizada: teria afirmado que o prédio da nova prefeitura poderia ter uma nova destinação, abrigando um hospital infantil ou um grande centro de saúde.

No entanto, a ideia é impossível de ser feita. Listamos razões que -após apuração de dados oficiais- mostram a absoluta falta de realidade:

  • O terreno e a construção do novo prédio são uma parceria público-privada, dependendo de sua conclusão para que a contrapartida (a atual área da PMO e outra) seja entregue parcialmente para a construtora. Caso isso não aconteça, a cidade de Osasco deve pagar multa de cerca de R$670 milhões (quase todo o orçamento da saúde).
  • O orçamento da cidade sofrerá redução ainda maior em 2017, pelo terceiro ano consecutivo, e a arrecadação seria (para alguns especialistas) insuficiente para pagar o funcionalismo e ainda sobrar recursos para grandes projetos.
  • A estrutura montada até aqui, no local das obras, possuí características de um projeto com fundações e ‘pé direito’ não passíveis de alteração, fato que custaria ainda mais aos cofres públicos para alterar o plano original.
  • As obras permanecem num imbróglio judicial e estão paradas.
  • Papéis -ainda em sigilo- comprovariam que o terreno está contaminado.

Fica evidente que o prefeito de Osasco está flertando com a propaganda descabida, endossando ideias impossíveis.

 

A informação sobre a nova destinação foi divulgada inicialmente pelo Webdiário.

CMIO - Coletivo de Mídia Independente de Osasco

Saúde renovada, de propaganda, populismo ou ganância?

Por Vinicius Sartorato - Como todo brasileiro sabe, a situação da saúde pública é bastante complexa no país. Nas cidades de Osasco e São Paulo, esse quadro não é diferente. Para se ter uma ideia, a fila de espera para atendimento está em 485 mil pessoas para capital e 230 mil para Osasco – segundo informações das próprias prefeituras.

Em Osasco, o prefeito recém-eleito, Rogério Lins, chegou a afirmar que “sua família é usuária da saúde pública municipal”, mas a população parece não acreditar nisso. Para acabar com a fila de espera, ele propôs quatro ações essenciais: a contratação de 300 médicos; o estabelecimento de convênios com hospitais privados; a criação de um programa/mutirão chamado "Saúde Renovada"; e a instalação das chamadas "Carretas da Saúde".

Já em São Paulo, o sempre midiático Prefeito João Dória Jr. lançou dois programas polêmicos, o programa "Corujão da Saúde" e o “Remédio Rápido”. O primeiro com a promessa de acabar com a fila de espera na cidade; e o segundo, voltado para aprimorar a distribuição de remédios, através de convênio com redes de laboratórios e farmácias comerciais.

No entanto, ao analisarmos os casos, ficamos chocados em ver que em Osasco, os 300 médicos, viraram 140 – e estes nem foram contratados; o convênio com hospitais privados não se concretizou; as "Carretas da Saúde" e a tal da "Saúde Renovada" seguem sendo promessas. Ou seja, continuamos na mesma! Pior que isso, é ver vereadores da própria base aliada, questionando contratos, denunciando médicos, processos fraudulentos e duvidosas indicações políticas. É o fim do mundo!

Por sua vez, em São Paulo, a população está reclamando dos horários alternativos e especialistas indicando que existe uma "maquiagem" sobre os números do programa “Corujão”. Paralelamente, o "Remédio Rápido", vem sendo acusado de privilegiar grandes laboratórios e farmácias. Fato que pode destruir empregos, dificultar o acesso da população periférica a medicamentos e – pasmem - pode acabar com a estrutura de farmácias públicas da cidade!

Neste sentido, as similaridades entre as duas cidades são enormes. A promiscuidade política entre os interesses dos políticos, dos hospitais privados, dos laboratórios, das farmácias e da mídia é clara. Enquanto, esses programas não resolvem os problemas de fato, mas servem só de propaganda. Enfim, o sucateamento do setor é perceptível e parece ser proposital, escondendo a sanha eleitoral e a ganância econômica daqueles que veem a saúde pública como uma mercadoria. Daí perguntamos: Saúde renovada, de propaganda, populismo ou ganância?

Vinicius Sartorato, sociólogo, 35 anos. Mestre em Políticas de Trabalho e Globalização.

“Pinheirinho, cinco anos: custos da desocupação e a construção de novas casas e de sonhos

Vereador Wagner Balieiro lembra do episódio que marcou a história de São José dos Campos

No retorno das sessões legislativas, no dia 2 de fevereiro, o vereador Wagner Balieiro aproveitou para lembrar dos cinco anos de um episódio que marcou a história de São José dos Campos: a desocupação do Pinheirinho.

Na apresentação, Wagner Balieiro apontou os gastos do município com a desocupação da área e com o abrigo provisório para manter as cerca de 2 mil famílias que viviam no Pinheirinho. Somados à dívida com impostos do terreno, de propriedade do investidor Naji Nahas, esses custos são superiores ao que foi investido na construção de casas para essas famílias.

O cálculo foi feito com base em documentos obtidos no Portal da Transparência da prefeitura, notas fiscais, contratos e ações judiciais. Considerando o período de 2012, ano da desocupação, até 2016 – quando foram entregues as casas do conjunto habitacional aos ex-moradores do Pinheirinho –, o custo foi de quase R$ 70 milhões. Quando se considera o valor dos débitos com impostos no terreno, não quitados até hoje, o custo salta para R$ 171,5 milhões.

Para se ter ideia, somente com aluguel social, foram gastos mais de R$ 53,1 milhões, de 2012 a 2016. Com colchões, água, marmita, entre outros itens usados no abrigo provisório, o custo foi superior a R$ 2,8 milhões. Já a retirada dos cachorros que viviam no local mais a colocação em abrigo, canil e a ração os gastos ultrapassaram R$ 350 mil. O custo por animal foi de R$ 1.473,11, considerando os 239 cachorros resgatados.

Incoerência – Já a construção das casas no conjunto habitacional Pinheirinho dos Palmares, fruto de uma parceria entre prefeitura, governo estadual e governo federal, e a infraestrutura do local tiveram um investimento de R$ 134,7 milhões.

“Analisando o custo da desocupação sem uma política habitacional para resolver a situação dos ex-moradores do Pinheirinho, é possível verificar incoerências, como o gasto com aluguel social e com o abrigo de cachorro”, disse o vereador.

Histórico – A desocupação do Pinheirinho, que virou notícia no Brasil e no mundo, ocorreu em 22 de janeiro de 2012. O episódio ficou marcado pela ação violenta da Polícia Militar, que usou um aparato envolvendo helicóptero, centenas de homens armados, cães e bombas de efeito moral. As famílias que viviam no local mal tiveram tempo de retirar seus pertences. Na derrubada dos barracos, muitos perderam móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos e até mesmo artigos pessoais que faziam parte de sua história, como documentos e fotos.

“Até hoje o terreno continua sem qualquer uso, o que amplia a percepção de que o único interesse na área é a especulação imobiliária. Além disso, nada aconteceu a quem deve milhões em impostos, enquanto as pessoas que lá viviam sofreram os efeitos físicos e psicológicos de uma desocupação truculenta”, afirmou Wagner Balieiro.

 

Via GN

Diário de Bordo (Log Book), por Ana Polo - Desde que eu comecei a pesquisar sobre intercâmbio, o Canadá foi um dos países que mais me chamou a atenção, não só por conta das belas paisagens e pontos turísticos, mas principalmente pelo preço do curso, que costuma ser 30% mais barato do que outros destinos, como Estados Unidos e Inglaterra.

Outro fator que levei em consideração foi a fama que o Canadá tem de ser um país receptivo. Durante essas três semanas, foram inúmeras as vezes em que eu e meus amigos fomos surpreendidos pela cordialidade dos cidadãos de Vancouver. É claro que há exceções, mas de modo geral, me senti acolhida pela minha homestay e pela escola.

A segurança também foi um fator decisivo para a minha escolha. Para exemplificar, podemos citar alguns dados. No ano inteiro de 2015, foram registrados 16 assassinatos. E em 2012, apenas 8 casos. Isso mostra que, em termos gerais, a cidade é bastante pacífica.

Particularmente, eu não poderia ter escolhido destino melhor. Desde que as aulas começaram, sinto que o meu inglês melhorou muito, no que diz respeito à fluência, à escrita e ao vocabulário. Além disso, os professores estão sempre nos estimulando a interagir mais entre nós, principalmente com colegas de outras nacionalidades. Também já me sinto mais confiante para cometer erros, pois é assim que aprendemos, como os professores gostam de enfatizar. Mesmo com 22% da sua população falando francês, como em Quebec, meu objetivo está sendo alcançado: aperfeiçoar o meu inglês.

Links que podem ser úteis: https://studyenglishincanada.wordpress.com/2013/02/11/9-reasons-canada-is-the-best-place-for-you-to-study-english/

https://www.estudarfora.org.br/por-que-estudar-ingles-no-canada/

Ana Polo é nossa primeira  correspondente internacional , tem 22 anos, é graduada em Letras e realiza seu primeiro intercambio internacional. Viajou para Vancouver, escolhida duas vezes a melhor cidade do mundo para se viver e sede dos jogos olímpicos de inverno em 2010. Vancouver no Canada tem um população de 604 mil habitantes e um território de 114 km2. Ana Polo também escreve em seu blog: Ana Polo Blog.

Por Vinicius Sartorato - Desejar ou comemorar a morte de alguém, seja quem for, é uma atitude canalha, covarde, doentia e idiota. No caso de Dona Marisa Letícia, esse tipo de atitude tem agregado um pensamento que espalharam por nosso país - e que banaliza o sentido da vida.

A postura dos médicos que quebraram o código de ética da medicina, de pessoas que foram pedir ou festejar a morte diante do hospital, ou mesmo a fala de alguns famosos, como a atriz Luana Piovani, censurando a fala de Lula no velório de sua esposa, demonstram uma mesquinharia sem limites, um verdadeiro absurdo. Mas, o que está por trás dessas ações?

Se formos rígidos, desde a perspectiva histórica, o fascismo ficaria restrito aos anos 20, 30 e 40 na Itália. Entretanto, se considerarmos os elementos constituintes deste tipo de pensamento, veremos claramente como essas idéias ainda estão vivas no Brasil e no mundo - com características diversas.

Sem um líder de grande expressividade no Brasil, o fascismo - ou neofascismo brasileiro, apóia-se na repulsa à democracia, no autoritarismo, na defesa do militarismo, da violência como método, do moralismo, do nacionalismo e no discurso de uma identidade nacional pura, negando as classes sociais.

Marisa Letícia, uma filha de camponeses italianos, operária, poderia passar desapercebida, mas quase sem querer ofendeu a Casa Grande ao virar Dona Marisa Letícia. Mais do que isso, Dona Marisa Letícia, foi a companheira de mais de 4 décadas, que esteve ao lado de Lula, um líder sindical que questionou as estruturas nacionais estabelecidas ao mostrar que grande parte dos brasileiros estavam esquecidos, marginalizados - apesar do discurso nacionalista vigente nos anos 70.

O fato concreto, é que Lula, migrante nordestino, operário, sindicalista, acabou eleito e reeleito presidente da República. Querendo ou não, ainda hoje, Lula é visto pela maior parte da população (atestado por todos institutos de pesquisa - e não sou eu quem diz) como o melhor presidente que o país já teve. Uma verdadeira ofensa para o imaginário das elites do país.

Para àqueles que celebraram ou desejaram a morte de Dona Marisa Letícia - e tentam justificar com um discurso anticorrupção, saibam que até o dia de hoje, ela não havia sido condenada por nenhum crime. E mesmo que tivesse sido condenada, não mereceria tal postura.

Os fascistas, são assassinos da política, escondem a realidade da classe trabalhadora sob um falso discurso nacionalista, não gostam de diálogo e desprezam a democracia e nossa diversidade, sempre buscando "bodes-expiatórios" para culparem os problemas do país. Talvez por isso, tenham desejado tanto a morte de Dona Marisa Letícia – como desejam a de Lula.

Não quero com esse texto dar lição de moral, nem fazer discurso para nada, entretanto quero somente chamar a atenção para a necessidade de respeito e civilidade. Por pior que possa parecer, uma das maiores virtudes da política é o diálogo entre diferentes. Quando Sarney, FHC e Temer foram cumprimentar Lula no Hospital Sírio-Libanês, demonstraram isso.

Não podemos admitir que a barbárie fascista tome conta das nossas casas, das nossas famílias e do nosso país. A barbárie fascista não vê adversários, mas sim, inimigos a serem destruídos.

Vinicius Sartorato, Sociólogo, 35 anos. Mestre em Políticas de Trabalho e Globalização.

 

Rubens Furlan (PSDB), luta nos tribunais para se manter à frente do executivo de Barueri

Em decisão unânime do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Rubens Furlan sofreu revés em novembro, após provimento parcial de agravo regimental, interposto pelo Ministério Público. TRE-SP deve julgar situação do prefeito. O fim do recesso poderia trazer uma decisão nos próximos dias.

Os termos do processo podem significar a eventual perda do mandato do prefeito, fato que derrubaria toda a chapa (o vice não assumiria), com novas eleições ou o segundo colocado assume, dependendo do entendimento da justiça.

Na prática, a decisão do TSE coloca Furlan em uma condição muito desfavorável, pois não entende como papel da Câmara Municipal a reversão de decreto (votado pela própria casa em 2013) sem que se tivesse decisão judicial ou manifestação do MP.

Para Saulo Góes (PSOL), segundo colocado nas eleições de 2016, a população da cidade ‘sabe que haverá mudanças’ e que Furlan pode perder o mandado 'a qualquer momento'.

“Furlan usa todos os recursos disponíveis para tentar se manter no comando da prefeitura, mesmo com mais de 50 processos ao longo dos últimos anos”, afirma Saulo Góes ao PlanetaOsasco.

O caso deverá ser julgado nos próximos dias pelo TRE-SP, observando a decisão do pleno do TSE, votado de forma unânime pelos ministros Henrique Neves da Silva, Luiz Fux, Luciana Lóssio, Napoleão Nunes Maia Filho, Rosa Weber e o presidente, Gilmar Mendes.

Portanto, para que Furlan permaneça como prefeito, o entendimento do TRE-SP vai considerar o trâmite conflituoso da decisão da Câmara Municipal de Barueri que, de uma forma conturbada, reprovou -e depois- aprovou as contas.

Rubens Furlan foi eleito com apoio da maior coligação da história de Barueri, com apoio de 22 partidos políticos, atingindo 84,73% dos votos válidos.

Entenda o caso

Em 2012, Rubens Furlan teve seus bens bloqueados pela justiça. Em 2013, foi condenado a 8 anos de inelegibilidade, devido a reprovação das contas por 16 dos 18 vereadores aptos a votar.

Em maio de 2016, o atual prefeito da cidade, Gil Arantes (DEM-SP), anunciou que não se candidataria à reeleição. Essa situação mudou a correlação de forças dentro da câmara; foi derrubado o decreto que condenava o peessedebista, fato apontado pela oposição como razão para a nova votação que permitiu que Furlan disputasse.

A decisão da Câmara gerou denúncias de inconstitucionalidade, que aguardam julgamento e que, se condenar os acusados, fará com que alguns dos vereadores reeleitos em 2016 tenham problemas com a justiça eleitoral e derrubaria imediatamente a chapa do prefeito eleito e empossado.

Com informações do CMIO - Coletivo de Mídia Independente de Osasco

Via PlanetaOsasco.com

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