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Diário de Bordo (Log Book), por Ana Polo

Vancouver, no Canada, a cidade da diversidade cultural.

Logo nos primeiros dias em Vancouver, uma das coisas que mais me chamou a atenção foi a quantidade de imigrantes que encontrei nas ruas. Durante uma caminhada, indo para o tribal our conhecendo pontos turísticos, é muito comum ouvir línguas das mais diferentes e distantes da nossa, ou mesmo do inglês.

Não é à toa que o Canadá é conhecido mundialmente como um país que abraça todas as culturas. Aqui, a impressão que tenho é a de que não há espaço para xenofobia e discriminação e talvez, por conta disso, os cidadãos vivam em tamanha harmonia.

O país também desenvolve constantemente projetos que buscam acolher as minorias e combater a intolerância. Nas escolas, há muitos casos de alunos de outras nacionalidades e falar sobre o multiculturalismo nas salas de aulas é fundamental para que eles se sintam parte da comunidade.

As leis e políticas públicas também foram readequadas. Um dos destaques foi o Ato do Multiculturalismo, realizado em julho de 1988, no qual o país declarou que todos os cidadãos residentes no Canadá tinham os mesmos direitos e oportunidades.

É por conta desses e outros aspectos que as cidades canadenses recebem imigrantes do mundo todo. A minha homestay, por exemplo, é de Filipinas, país localizado no continente asiático. Ela está aqui há mais de vinte anos e todos os meses recebe estudantes que, assim como eu, querem aprender inglês e desfrutar de paisagens maravilhosas.

Como disse no início do texto, nas ruas de Vancouver é possível encontrar diversos sotaques e nacionalidades. E para nós, intercambistas, essa diversidade cultural também faz parte do aprendizado – através dela, descobrimos e conhecemos um pouco mais a pluralidade do mundo.

Ana Polo é nossa primeira correspondente, tem 22 anos, é graduada em Letras e realiza seu primeiro intercambio internacional. Viajou para Vancouver, escolhida duas vezes a melhor cidade do mundo para se viver e sede dos jogos olímpicos de inverno em 2010. Vancouver no Canada tem uma população de 604 mil habitantes e um território de 114 km2.

Se você nasceu ou morou em Osasco e está em outra nação agora, estudando, passeando ou trabalhando, traga seu relato para o PlanetaOsasco.com !

Opinião - Quem tem acompanhado os últimos dias da política em Osasco tem notado por mais que se venda a notícia na maioria da imprensa local a ideia de renovação e de um prefeito que gosta de fazer visita programada nos órgãos públicos, ainda assim, o governo simplesmente não decola.

Se perguntarmos para qualquer um da cidade que precise, por exemplo, de um posto de saúde, escola ou proteção contra enchentes irá receber uma resposta um tanto dura, um tanto amarga: “Não tem remédio”, “Não tem material escolar”, “Não tem nada”.

Para alguns da cidade o argumento contra essa amarga constatação de não cumprir as expectativas será dizer o chavão de “O governo nem bem começou, dê uma chance, deixa o homem trabalhar, a renovação vai começar”.

Para outros, a justificativa será botar culpa no antecessor “O prefeito anterior abandonou a cidade”, alguns irão mais além dizendo “A culpa é do PT”. Todos os argumentos são válidos e correspondem diretamente com a verdade -e aqui no caso- em todas as frases a verdade é parcial.

Parcialmente está certo quem aponta a culpa no PT, contudo é preciso reconhecer as grandes melhorias na cidade; e que não houve ação efetiva para mexer nos problemas da saúde e educação, problemas de longa data que afligem Osasco.

Parcialmente está certo quem disse sobre o prefeito anterior, contudo a bem da verdade não foi abandono, foi incapacidade de tomar as rédeas necessárias para cuidar da cidade. E não vale a argumentação de dizer “Dá uma chance, deixa o homem trabalhar”, pois Rogério Lins já foi secretário na Gestão Lapas bem como uma longa ficha de serviços prestados para Osasco como vereador, com conhecimento dos problemas da cidade.

E devemos lembrar que apesar da tão proclamada renovação em sua campanha eleitoral, os respectivos secretários da SEPLAG e Finanças de Lapas continuam em seus lugares como se nada tivesse acontecido; bem como um mar de cargos comissionados da gestão anterior...

O governo começou mal, com uma lenta transição do Governo Lapas para o Governo Lins, interrompida por um escândalo político.

Rogério Lins assumiu depois de um mês de turbulência política, com direito a férias prolongadas em Miami, com uma ação de repercussão nacional e com sua prisão e mais 13 vereadores.

Aliás, sobre seus aliados, a saber, João Paulo Cunha, Celso Giglio, Família Rossi e todos os apoiadores de Lapas que foram para seu lado no segundo turno. Toda essa gama de grupos políticos era se esperar que além de suas disputas dentro do Governo Lins apontassem soluções para os problemas da cidade.

E o resultado até agora é nada.

As ações de maior impacto do Governo Lins não aconteceram. O único momento que parecia acontecer algo importante -a dita “Renovação”- faltou ao encontro. Na semana passada na questão dos transportes a juventude de Osasco protestou para poder ter um transporte público decente e foi para frente da Prefeitura.

Ao final foi chamada uma pequena comissão para uma conversa formal com o prefeito Rogério Lins, com uma promessa de uma próxima reunião, sem nenhuma proposta efetiva... Entre os seus preferidos momentos de visita aos locais públicos, como ditos anteriormente, o prefeito Rogerio Lins também sugeriu que a dita “Renovação” iria acontecer.

Com grande estardalhaço foi anunciado “o corte de 30% do orçamento” como uma grande marca de sua gestão. A pergunta que fica é de onde irá tirar dinheiro, já que a perspectiva é queda contínua do já encolhido PIB e sem a grande possibilidade de crescimento a curto e médio prazo.

No cenário atual -de economia fraca- o resultado é menos consumo, portanto o município arrecada menos. E com menor arrecadação significa menos dinheiro para o necessário: cuidar da cidade.

E para completar a desgraça, o orçamento de Osasco precisa de valores grandes por causa do porte da cidade, o que foi aprovado na Câmara pelos suplentes de vereadores enquanto a maioria dos deles estava presa prevê uma arrecadação irreal, somente possível em tempos de fartura econômica.

Osasco precisa de uma política voltada para a maioria da população, capaz de mexer e intervir de verdade nos problemas da cidade ao invés de ficar presa a ações débeis de marketing político. Osasco precisa enxergar a realidade sem fantasia e agir para mudar de verdade, sem ser refém de acordos políticos.

Sem uma direção política à altura dos acontecimentos, conforme se encontra a cidade de Osasco, fazendo jus as pautas dos estudantes sobre os transportes, hoje a metáfora mais amarga e adequada é a do ônibus lotado, desgovernado, sem direção, sem freio e em alta velocidade com um muro de concreto armado em sua frente.

 

Via Coluna cidadã 

Por Máximo Amaro – Cidadania e Observação da política local

Ser ou não ser a favor da redução da tarifa do ônibus em Osasco. Eis a questão do governo municipal.

O Prefeito de Osasco está com uma bela batata quente nas mãos. Reduzir ou não reduzir as tarifas de transporte municipal, eis a questão.  Com recessão forte, queda da arrecadação, pressão das empresas de ônibus e dos movimentos populares, um modelo ultrapassado e baseado no duopólio do transporte municipal, pouca margem de negociação e sem apoio da Câmara Municipal, a vida do prefeito não está fácil, mas governar é assim mesmo. Faz parte ...

Desde 2014 estamos numa crise econômica no Brasil, que vem reduzindo muito as receitas públicas, cerca de 13,7% só nos últimos doze meses.  Nos municípios, a queda não é nada diferente. O governo federal, ainda, contou com a entrada de recursos da chamada repatriação (aquele dinheiro mandado irregularmente pelos ricos para o exterior, que a Dilma criou uma lei para traze-lo de volta e que acabou salvando o ano de Temer, que no ano passado foi de 45 bilhões de reais). Mas os municípios não têm isso.

Vivemos uma recessão quase sem fim. A queda da inflação não é obra do Ministro da Fazenda, mas fruto da recessão, pois as pessoas não têm dinheiro para comprar, e as empresas tem que baixar seus preços para poder sobreviver. É só a gente ver a queda dos alugueis, por exemplo.

Em Osasco, o transporte coletivo se confunde com a historia de nossa cidade.  Para contar essa história, vou precisar citar nomes de prefeitos passados, mesmo sabendo que os internautas não gostam muito, mas não tem jeito. Então, vamos lá.  A CMTO foi criada pelo governo PARRO em 1986 para combater o duopólio das empresas de ônibus, com uma primeira linha da Vila Yolanda para o Helena Maria.

Anos antes, o governo anterior de Guaçu Piteri havia acabado com  a Cooperativa que controlava e cuidava do transporte com micro-ônibus, o único grupo econômico que enfrentava o duopólio do transporte em Osasco.

Depois, os governos Giglio/Silas nada fizeram para mudar o cenario do transporte da cidade, apenas seguiram os preços de São Paulo, Ah, a CMTO foi sucateada na época.  No período Emidio, houve um grande debate sobre o Transporte Público, com o objetivo de criar o Bilhete Único. Não nasceu o Bilhete Único, mas surgiu o  Passe Livre para Estudantes de Baixa Renda, o Cartão Bem (para aposentados, estudantes, deficientes e pensionistas) e programas como o Atende, para cadeirantes e pessoas de baixa moblidade.

No governo Lapas, o processo de ampliação do Passe Livre continuou, criou-se um aplicativo para o  usuário e a  modernização e troca de ônibus prosseguiram, pois para quem lembra no período Giglio/Silas os ônibus da CMTO eram ainda do periodo Parro, ou seja, tinham mais de 20 anos de uso. Vale destacar que o governo anterior  enfrentou a crise de 2013, reduzindo as tarifas, uma das maiores reduções de toda a região.

Agora, o aumento, mesmo sendo pesado, não engessou o orçamento, mais é muito pesado. Segundo o governo anterior, Osasco não gasta em subsidio para o transporte coletivo, mas mantém os programas sociais intactos. Cabe ao atual prefeito fazer sua obrigação como governo, debater democraticamente com a sociedade uma solução que seja boa para todos.  Basta ele dizer para os políticos que o apoiaram que ele agora tem que pensar na cidade e nas pessoas.

Governos fazem parte de um processo de avanços e recuos. Dá para avançar, é só o prefeito dizer não para as duas grandes empresas de ônibus, que dominam o transporte público em Osasco,  desde os anos 70 do século passado.

 

Marco Aurélio Rodrigues Freitas é jornalista e professor das redes municipal de estadual de São Paulo. Escreve todas as semanas no site Planeta Osasco. 

Entre as principais cidades da região, Osasco é o município com o menor território e o maior custo da tarifa de coletivos. Nesta matéria, vamos buscar as raízes do problema e como chegamos a isso.

Com 65km², nossa cidade é geograficamente muito pequena, listada como a 5402ª maior área entre 5561 territórios. Ou seja, apenas 159 municípios do Brasil são menores que Osasco (em área total) e 5401 são maiores.

Com pouco mais de 40 linhas de ônibus e quase 700 mil habitantes, Osasco possui uma malha imperfeita se comparada à quantidade de vias disponíveis e a densidade populacional dos bairros. Pouco planejada, a distribuição dos coletivos é feita de acordo com critérios definidos pela CMTO (Companhia Municipal de Transporte de Osasco) -mas, principalmente, pelos relatórios de uso apontados pelas próprias empresas concessionárias; Urubupungá e Viação Osasco.

Além disso, os valores praticados em Osasco são atrelados à capital há quase 15 anos. Portanto, o mesmo preço que vale em SP será o praticado em Osasco (e não é por força de lei).

A capital, diferentemente de Osasco, subsidia pesadamente o preço da tarifa, pois algumas de suas linhas são absolutamente insustentáveis sem a parte pública. Exemplos disso são, entre outras, as linhas do Centro para Parelheiros, Barragem-Marsilac e outras. O volume e a distância percorrida (quase 200kms -ida e volta- para as maiores) demandaria passagens com custo elevadíssimo.

Não é o caso de Osasco. Pequena territorialmente, sem integração municipal, sem implantação de Bilhete Único e sem serviço 24h, nossa cidade padece de uma justificativa para que continue atrelado à SP o preço praticado aqui.

Trocando em miúdos, os administradores públicos entregaram um serviço público essencial para empresas que desejam lucro sobre a prestação, delegando para elas a fiscalização e o levantamento de dados fundamentais, além de receber em troca um serviço caro e com cobranças recorrentes (da Zona Sul até a Zona Norte, na maioria dos casos, demanda quatro conduções e quatro pagamentos). A situação, com o fim da 'CMTO prestadora de serviços', agravou muito o caso.

Para se formar uma ideia de como os trajetos em Osasco são inexplicavelmente caros, observamos a Linha 020 -Helena Maria/Vila Yara. Com grande volume de passageiros, o trajeto dessa linha é menor que 8km. Caso os motores dos ônibus operem com baixa eficiência, ainda assim fariam o trajeto de ida e volta dessa linha gastando míseros 8 litros de diesel.

O custo do litro do diesel beira R$2,73 para pequenas quantidades. No caso das Viações Osasco e Urubupungá -que compram em grande quantidade, esses valores são significativamente menores. Portanto, em combustível, gasta-se aproximadamente R$11,00 -por viagem- na linha 020.

Os custos operacionais e os pagamentos totais de salários de cada viação, nunca divulgados pelas empresas, fazem a conta se tornar difícil. Estabelecer o custo de uma operação de linhas fica quase impraticável, justamente impedindo que o cidadão saiba quanto lucra os donos das empresas.

Mesmo com tais dificuldades, alguns fatos podem ser constatados. O primeiro deles é que o preço praticado em Osasco é superior ao praticado em São Paulo. O segundo, é definitivamente a inexistência de integração municipal ou serviços 24 horas. O terceiro, e não menos importante, é o fato de que a distribuição das linhas possui defasagem -para uma população de 700mil habitantes e nenhum planejamento urbano na maioria dos bairros.

Portanto, Osasco deve discutir o preço de sua tarifa de ônibus o quanto antes, incluindo demandas populares que deveriam ser atendidas com celeridade, pois ainda não temos:

Serviço 24 horas

Integração Municipal

Integração Intermunicipal - bilhete único

Troca dos chassis de caminhão por ônibus adequados e confortáveis

Gratuidade para alguns setores da sociedade e abertura dos dados - Passe livre e abertura das planilhas

Redução do tempo de concessão e abertura para mais concorrência

Por fim, não é possível esclarecer quanto se lucra nas empresas que prestam esse serviço público. Está mais do que na hora de abrir as planilhas de custos e lucros das empresas Urubupungá e Viação Osasco.

Para saber: Após abrir o diálogo com o movimento que pede a revogação do aumento da tarifa, o governo de Osasco impediu que o Coletivo de Mídia independente participasse das discussões para redução da tarifa de ônibus. O Jornalista Gabriel Martiniano, porta-voz do CMIO, foi barrado mesmo com o nome em uma lista de representantes autorizados. Nenhuma cobertura da imprensa foi autorizada.

 

GM  -  CMIO - Coletivo de Mídia Independente de Osasco

IMG - Thamco

Compras Comunitárias Coletivas. Uma tendência em tempo de crise. Famílias vão às compras coletivamente adquirir material escolar para seus filhos.

Todo mundo sabe que 2017 vai ser um ano duríssimo. Hoje, a OIT (Organização Internacional do Trabalho) divulgou que em cada quatro empregos que deixarão de existir esse ano no mundo, um será no Brasil. Isso quer dizer que vamos superar a casa dos 13 milhões e meio de desempregados por aqui.

E, apesar do governo federal, que achava que tudo ia melhorar como que num passe de mágica, quando tirassem a Dilma do poder, ou de alguns governos municipais, que mesmo com problemas sérios, acham que um bom populismo resolve tudo, o povo continua tocando a vida e procurando saídas para uma crise, que parece não ter fim.

No Rio de Janeiro, muitas mães decidiram comprar material escolar coletivamente, para que as papelarias diminuíssem o preço. Outras, levaram sacolas de livros usados para servirem como parte do pagamento da nova lista de material escolar. Representando, às vezes, até 30% de desconto.  Esse movimento só vale para livros didáticos. Lá, a loja depois vende os livros usados para outros clientes.

Em Osasco, algumas escolas particulares tem o hábito de organizarem bazares de troca de livros didáticos. O aluno que sai ou passa de ano deixa seus livros lá, que fica para o aluno que vai frequentar aquela determinada série. Isso ajuda na economia das famílias e na preservação do meio ambiente.

Como as nossas redes municipal e estadual e, principalmente a estadual, recebem livros didáticos gratuitamente, escolhidos no ano anterior pelos professores e distribuído ano seguinte pelo MEC, a maior parte da população só precisa comprar cadernos, lápis preto e coloridos, canetas, cadernos etc.

 

As Igrejas Católicas e as Feiras Comunitárias.

Nós, do site Planeta Osasco, estamos lançando essa ideia em Osasco. Para isso, as famílias precisam montar grupos de compras coletivas e pechinchar redução de preços nas tradicionais papelarias da cidade de Osasco. Era assim, nos anos 80, quando famílias de comunidades católicas faziam suas feiras livre através das compras comunitárias nas igrejas da região. Nas igrejas do Jardim das Flores e Vila Izabel, essas compras ainda existem.  

Num tempo em que o país e a cidade vivem duas crises políticas intermináveis, a melhor forma de enfrentar a inflação dos preços no material escolar é criando grupos de famílias para compras coletivas.

 

Marco Aurélio Rodrigues Freitas é jornalista e professor das redes municipal de estadual de São Paulo. Escreve todas as semanas no site Planeta Osasco.  

NOTA - No terceiro ato contra o aumento da tarifa de ônibus, um grupo de cerca de 200 pessoas exigia a revogação imediata do reajuste. No final de Dezembro as tarifas foram reajustadas de R$3,80 para R$4,20 (representando um aumento acima da inflação do período).

O ato partiu do largo de Osasco e rumou para a prefeitura. Solícito, o prefeito Rogério Lins aceitou receber o grupo na Sala Osasco e -em meio a várias falas e interrupções- garantiu que o diálogo seria mantido.

Para o prefeito, a eventual redução seria fruto de uma discussão ampla -envolvendo as empresas Urubupungá e Viação Osasco, além da necessidade de documentos que ele ainda não teria à disposição.

Ao abrir o diálogo, Lins pediu que se formasse uma comissão para continuar as discussões em sua sala, ainda na noite de ontem.

Entre os representantes dessa comissão estão membros da UJS (União da Juventude Socialista, braço do PCdoB), um do PCB e um do PSOL. Além dos partidos, também foram aceitos um membro do Coletivo Pneu (grupo de jovens independentes) e um membro do OCA (coletivo Osasco Contra o Aumento, precursor dos movimentos contra aumento da tarifa de ônibus).

A Mídia Independente de Osasco foi impedida de acompanhar as discussões. A imprensa local não pôde acompanhar a reunião.

Nenhuma decisão sobre a revogação do aumento da tarifa foi anunciada. Uma nova reunião está marcada para a próxima quarta-feira.

 

 

Atualização - Na tarde de hoje, 14, o Coletivo de Mídia Independente de Osasco se manifestou através de editorial; Leia a íntegra.

Manifestantes não tiveram resposta alguma, ao serem recebidos por Lins.

Editorial CMIO - Para entender a reunião de ontem entre o prefeito e os jovens que lutam pela redução da tarifa em Osasco, é preciso traduzir para o cidadão os gestos, posturas, palavras e embates.

Na sala Osasco, estavam jovens da UJS (União da Juventude Socialista – braço jovem do PCdoB), do PCB, do PSOL, membros do Coletivo Pneu e do OCA (Coletivo Osasco contra o Aumento da tarifa, precursor da luta contra a mudança das tarifas do transporte coletivo).

 

Entenda a cena de um teatro na Sala Osasco:

  1. No palco o prefeito e alguns membros do Governo em pé, ele à frente sozinho e respondendo aos estudantes, enquanto o restante do executivo, ficava espalhado pelo palco em absoluto silêncio, inertes, sem manifestar gestos de apoio.
  2. Na sala, os estudantes divididos politicamente, revelando pouca capacidade de mobilização, até porque o cenário econômico e político nacional não ajuda em muito.
  3. Entre os estudantes, um homem mais velho de camiseta preta, gritava e propunha coisas, como se fosse para agilizar a reunião e impedir o calor do debate. Em alguns momentos do debate propunha indicações para a reunião que ocorreu depois. Mas a cena parecia ensaiada.
  4. No palco, o prefeito nervoso, que entre muitas falas disse: estou no cargo há 11 dias e temos que esperar respostas da justiça primeiro, para depois vermos o que fazer, mas vamos criar uma comissão...
  5. No palco, o prefeito tinha na mão esquerda um caderninho, onde anotava nervosamente e sozinho as propostas dos estudantes. Ninguém mostrou números sobre as contas do transporte público em Osasco.
  6. No gabinete entraram representantes dos grupos políticos, mas a imprensa ou meios de comunicação da cidade foram impedidos de participar. Assim a cidade, mais uma vez, foi afastada da informação livre e democrática. O que revela a dificuldade desse governo em conviver com as diferenças.
  7. O CMIO faz questão de destacar: não foram apresentados números sobre as contas do transporte público em Osasco. Fator imprescindível para o povo que não suporta conviver com um aumento tão violento em tempos de recessão econômica.

A próxima reunião está marcada para quarta-feira no gabinete. Esperamos que com a presença de jornais e sites livres da cidade de Osasco. Imprensa livre e independente é fundamental para uma cidade e um país democrático.

Editorial do Coletivo Mídia Independente de Osasco.

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Via PlanetaOsasco.com

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