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Inédito - Dr. Lindoso, presidente da Câmara Municipal de Osasco, devolveu projeto que colocaria fim à CMTO. Projeto veio de Lins.

A Câmara Municipal de Osasco devolveu ao Executivo o Projeto de Lei nº 07/2017, que autorizava a dissolução, liquidação, extinção e a sucessão dos direitos e obrigações da Companhia Municipal de Transportes de Osasco (CMTO).


Vale lembrar que a CMTO foi criada para ampliar a qualidade do transporte público em nossa cidade e – de alguma forma -  enfrentar o duopólio, que há anos domina o transporte coletivo por rodas em Osasco. Osasco já foi também referência em transportes alternativos com os micro-ônibus.


O Projeto foi enviado em caráter de urgência, mas o legislativo – através da sua presidência – solicitou informações mais detalhadas na justificativa do Projeto. Como um estudo detalhado da viabilidade da Companhia em aumentar sua receita, utilizando outros meios de transporte como veículos menores e também analisar o estudo que levou a Prefeitura à conclusão de que é preciso vender a CMTO.


O atual Legislativo de Osasco, ao devolver o Projeto de lei do Prefeito, considera que a população precisa ter mais alternativas de transporte público. Com ampliação e valorização da qualidade desse benefício social.
O gesto político dos vereadores, aparentemente, revela que todos os Projetos de Lei devem ser avaliados com mais critério. Isso é uma obrigação do poder legislativo: fazer o debate com a sociedade e o governo, para que projetos que se transformarão em Lei atendam de fato a interesses e desejos de toda a população.Cogita-se inclusive, a volta de micro-ônibus com valor diferenciado em Osasco.


Até porque, em janeiro a prefeitura emitiu uma opinião inflexível sobre a necessidade de reduzir a tarifa de R$ 4,20 do transporte municipal, criou uma comissão e até agora permanece em silêncio sobre sua decisão definitiva.  Muros estampam que R$ 4,20 é roubo ou R$ 4,20 Não. E nossa prefeitura permanece em silêncio absoluto, revelador de sua fragilidade e incapacidade política.

Coletivo Mídia Independente de Osasco

No mês de março o PlanetaOsasco vai trazer vários textos sobre o Golpe Militar de 1964, para contar um pouco da nossa recente história, que se repete – de forma tortuosa hoje -  através do governo Temer.  Vamos chamar essa seleção de textos de: Anos de Chumbo

 

“Sem o movimento cultural teria sido insuportável aguentar aqueles 21 anos”

Texto de Risomar Fassanaro

Sempre que se fala da ditadura no Brasil, o que vem à memória é o lado trágico, o sofrimento dos que lutaram contra ela. Mas a luta contra a Ditadura  teve, por mais incrível que isso possa parecer, um lado feliz. No Brasil, e por extensão, em Osasco, esse lado feliz se deveu à cultura e à arte. Para cada torturador, cada verdugo, havia uma canção, um artista mostrando sua arte, uma peça de teatro denunciando o que vivíamos. Ouso dizer que sem o movimento cultural intenso teria sido insuportável aguentar aqueles 21 anos. O que seria de nós sem os festivais da Record que revelou tantos compositores?

Quem teve o privilégio de ver em um mesmo palco Chico Buarque, Caetano, Gil, Bethânia, Gal, Vandré, Sérgio Ricardo, Tom Jobim, Elis Regina, Os Mutantes? Aqueles festivais nos tiravam da tristeza nossa de cada dia, para nos levar a vibrar e a torcer pelas músicas preferidas. Na TV Record, o público torcia por seus artistas, como se torce por um time de futebol. É impossível se esquecer de Vandré cantando “Pra não dizer que não falei de flores”, sob os aplausos de um auditório em verdadeiro delírio, “lavando a alma”, e cantando junto num total desafio à ditadura, com seus versos provocadores. Como apagar da memória, Elis Regina agitando os braços, interpretando “Arrastão”? De Cynara e Cybele defendendo a belíssima canção do exílio “Sabiá” de Chico Buarque e Tom Jobim, vencedora do festival de 1968? Como se esquecer das vaias e do discurso inflamado de Caetano Veloso no Tuca, verdadeiro desafio à juventude que ali se encontrava? Suas palavras ressoam, e é como se o visse e o ouvisse agora: “ é essa a juventude que quer governar o país?” O teatro também acompanhou esse clima de revolução cultural. Lembro-me de peças como “A Queda da Bastilha”, “Fala alto, senão eu grito”, “O Verdugo” e tantas outras, que é impossível enumerar aqui...

Em Osasco, a prefeitura sob o governo de Guaçu Piteri, organizou a “Festa da Música” que revelou vários compositores e cantores. Entre eles destacamos Afrânio Moura Leite,vencedor da 1ª Festa, com “Paula, pálida pequena”, Eduardo Rodrigues, Marson de Souza, Cezar Salvi, Ricardo Porciúncula, Álvaro Rodrigues, Homero Ricardo, Ricardo Dias e Rubem Pignatari entre outros. Houve quatro festivais ao todo, promovidos pela prefeitura, e a partir do segundo também participei como letrista e ganhei alguns prêmios.

“Esses festivais aconteciam no Teatro Misericórdia, e ficava tão lotado, que parte do público não conseguia entrar ”.

Esses festivais aconteciam no Teatro Misericórdia, e ficava tão lotado, que parte do público não conseguia entrar. A partir de 1973 o FICAN- festival intercolegial da canção substituiu a Festa da Música. Esse festival era uma promoção do Colégio Estadual Heliosa Assumpção “Quitaúna”; reunia alunos de todas as escolas de Osasco e alcançou sucesso semelhante à Festa da Música. Também o teatro teve papel importante em Osasco, naquele período. Grupos teatrais também se reuniam nas igrejas católicas, e como não poderia deixar de ser, a situação do país estava presente nos palcos. Vale destacar a peça “Rede, seca e fome”, de Rubem Pignatari. O grupo fez grande sucesso em Osasco, por isso resolveu se apresentar em uma cidade mineira.

A mulher do coronel Lipiane, comandante de um dos quartéis de Quitaúna, se encontrava na cidade, e quando soube que um grupo de Osasco se apresentaria ficou eufórica. Convidou as amigas para irem assistir. Para sua decepção a peça criticava as desigualdades sociais, e propunha uma sociedade igualitária. Não conseguindo se conter, em altos brados ela interrompeu a apresentação, chamando os atores de mentirosos, e dito isso dirigiu-se ao primeiro telefone que encontrou e ligou para o marido. Resumindo: o ônibus com todo o elenco da peça foi detido e levado a Osasco sob a “proteção” da polícia até o quartel, onde todos prestaram depoimento.

Paralelamente, a ditadura corria solta prendendo, torturando e muitas vezes assassinando os que a ela se opunham. Muitos foram banidos do país, muitos se exilaram e cansados de tudo isso, aquelas pessoas que desde o início se opunham ao governo ditatorial, começaram a organizar um movimento pela anistia. A Anistia ampla, geral e irrestrita tomou conta do país. Foi um movimento forte com comitês em todos os estados, mas só em 1979 é que foi aprovada. Algum tempo depois pudemos eleger um presidente. Mas é preciso dizer: minha geração perdeu os melhores anos de vida sob o regime do medo.

 

Risomar Fassanaro é poetisa, escritora, pintora diletante (como ela mesma gosta de dizer) e professora aposentada. Nasceu em Pernambuco e vive em Osasco desde o final da década de 1980. Três de seus livros são: “Eu: primeira pessoa do singular”, “ O Reencontro” e  ”Recinfância e Outros poemas”.

 

Imagens;

http://passapalavra.info/2009/11/14529/mario-pedrosa-3

http://dialogoshistoricos.wordpress.com/historia/brasil-anos-60-e-70

 http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/88/uma-noite-em-1968-808.html                                   

 https://guacu.wordpress.com/2009/11/28/homenagem-a-um-grande-musico/

A cidade de Osasco receberá no próximo dia 10 uma única apresentação do Casal TPM, espetáculo de grande sucesso de público e crítica, no Teatro Municipal Glória Giglio.

Os altos e baixos da paixão e rivalidade do casal mostram um cotidiano de ‘bomba-relógio’.

“Dois seres que enxergam o mundo de forma totalmente diversa, mas que não conseguem viver um sem o outro, enfrentam a rotina do casamento: o dia a dia, as traições, decepções, ciúmes, desconfianças, AS CRISES DE TPM - tudo o que desde os tempos das cavernas faz da relação homem/mulher uma bomba-relógio sempre prestes a explodir”.

 

Clique Aqui para Reservar seu Ingresso.

Ou, saiba mais na página oficial do evento;

https://www.facebook.com/events/1308249975929991/

 

OSASCO

***Única apresentação*** 10/03 - 21 h
Ingressos antecipados na bilheteria do teatro das 13h ás 17h
Valor: 40 inteira/ 20 meia
Vendas online pelo site: http://voucherparaoteatro.blogspot.com.br/
Fone: (11) 3685-9596
Informações: (11) 98357-5195 (Whatsapp)/ (11) 93007-4090 TIM
Teatro Municipal Glória Giglio
Endereço: Av. dos Autonomistas, n° 1533 - VL Campesina - Osasco 

 

Por Marco Aurélio Rodrigues Freitas - Sexta-feira, sai da escola no intervalo das aulas da manhã e fui até à padaria comprar um bolo para a inspetora que se aposentava no dia. Quando estava pagando minha compra, fui abordado por dois amigos, que queriam conversar comigo sobre a última matéria do PlanetaOsasco, e que tem como manchete a seguinte frase: “Rogério Lins é ‘incapaz’ de negociar tarifa de ônibus". Os dois me diziam: é verdade, o atual Prefeito falou que ia baixar o preço da tarifa de ônibus em janeiro.  Agora viu que não dá. Como diz o “jornal” Planeta: é ‘incapaz’.

PLANETAOSASCO QUER DEMOCRACIA, LIBERDADE E SINCERIDADE

O site PlanetaOsasco tem feito o que toda a imprensa deveria fazer. Dar voz ao debate na sociedade, informar a população, sem medo.  O papel da imprensa independente é esse, trazer todas as informações sempre, mesmo que isso desagrade os poderosos. Assim, caminha uma sociedade livre.

Nos últimos meses, o PlanetaOsasco tem trazido para a sua página informações sobre problemas da cidade, que se agravaram muito em janeiro e fevereiro deste ano. Os dois primeiros meses de uma nova administração, confusa, sem projeto para a cidade e que busca incessantemente as luzes do sucesso, sem merecê-lo. No poder público não há soluções fáceis, na democracia todas elas precisam ser exaustivamente debatidas com todos os setores da sociedade, para que no final, encontre-se uma saída minimamente boa para todos.

Não vale a saída da Censura, como mostrou a matéria do Planeta “Governo de Osasco estaria Censurando Comentários nas Redes Sociais”. não vale fingir que não sabe, como mostrou nosso site na matéria “INTERNAUTAS DENUNCIAM ESTADO DE ABANDONO DO CEMITÉRIO SANTO ANTÔNIO”. Não vale acreditar que uma canetada pode dar soluções para problemas de décadas ou anunciar que vai mudar a função de um prédio que foi pensado para administrar e não para ser hospital, sabendo que não dá.

As redes sociais têm uma grande qualidade, revelam o sentimento de uma sociedade. Na matéria sobre o transporte, “Rogério Lins é ‘incapaz’ de negociar tarifa de ônibus", dos mais de 172 comentários do face, apenas quatro criticaram a divulgação da informação. Esses quatro tentaram dizer que tudo está muito bem e que – graças a Deus - o velho PT foi embora. Com Temer, Alckmin e Dória barbarizando, todo mundo já sabe que o verdadeiro problema não é o PT...

Todos sabem que os problemas do governo são outros: falta de projeto político/administrativo, incapacidade de dialogar com todos os setores da sociedade, extrema dificuldade em coordenar apoiadores antagônicos e com muitos interesses, uma vontade estranha de controlar toda a imprensa local e regional, pensar que tudo se resolve com uma canetada, ouvir pouco o povo e, o mais triste, pintar o mundo de cor-de-rosa nos bastidores, como se vivêssemos todos sob um céu de brigadeiro.

Vivemos um dos momentos mais difíceis no Brasil. Temos um Governo Federal que quer jogar no lixo tudo de bom que foi construído para o povo brasileiro excluído e pobre nos últimos 30 anos, buscando sem disfarce a retirada de direitos fundamentais como a aposentadoria. Temos um Governo Estadual truculento e falacioso, que bate em manifestantes, que prende estudantes, que mente sobre os problemas de transporte coletivo e não cuida da saúde e educação. Por fim, em Osasco, temos um governo confuso, que não sabe para onde vai. Quer TEMER e ALCKMIN, mas diz não querer. E, ao segui-los, reproduz o mesmo modelo de administração: governar para poucos, mas dizer que é para todos. Espero que não faça também como TRUMP, que agora proibiu a imprensa de participar das entrevistas coletivas presidenciais nos EUA. TRUMP quer falar só para os amigos, se é que algum dia teve amigos!!!

Marco Aurélio Rodrigues Freitas é jornalista, historiador e professor das redes municipal e estadual de São Paulo. Escreve todas as semanas no site Planeta Osasco. 

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