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Em única apresentação no Teatro Municipal de Osasco, o espetáculo espírita  'Emmanuel - a Luz de Chico Xavier' é um ponto alto das apresentações no mês de janeiro na cidade.

Com ingressos promocionais válidos para todos os públicos (R$30,00 comprando no site), a apresentação acontece no dia 20 de janeiro, 20h, um sábado especial para Osasco.

Para obter seu ingresso, acesse www.ingressodasartes.com.br e adquira o promocional (para todos os públicos).

 

 

Opinião do professor MARCO AURÉLIO

O ano de 2018 pode ser muito parecido com 1969. Apesar de os dois grandes jornais de São Paulo, Estadão e Folha, noticiarem em suas capas do dia 01 de janeiro de 2018 que escândalos nortearão as eleições deste ano. O Estadão escreve que candidatos de direita devem ganhar no México, Colômbia e Brasil. Já a Folha fala em transição política, cita o Chile com a vitória do centro-direitista Sabastián Piñera, e na página 09 cita o editor Mike Reid, para afirmar que a eleição no Brasil tem dois cenários: com LULA e sem LULA.

 

A possível semelhança de 2018 com os anos de Chumbo.

Em 15 de março de 1967, o Marechal Costa e Silva assumia a presidência da República. Doente, seu governo militar durou até 1969, quando assume uma junta militar por dois meses, preparando a posse do General Emilio Garrastazu Médici, que governou o Brasil entre 1969 a 1974.

A partir do Golpe de 1964, os militares editaram 17 Atos Institucionais. O AI-1 suspendia as eleições diretas em todo o país, a partir de abril de 1964. Em 1968, o AI-5 fecha Congresso, Assembleias e Câmaras Municipais, cassa mandatos e suspende o Habeas Corpus para alguns tipos de crimes. Quer dizer: desmonta a democracia brasileira.

Muitos políticos como Juscelino Kubitscheck, João Goulart e Carlos Lacerda, que sonhavam com as eleições gerais, depois dos Atos Institucionais ficaram impedidos de concorrer à Presidência da República em 1969.

Em 2018, a gente tem a impressão que uma história parecida está sendo gestada. O presidente doente pode não terminar o seu mandato e – assim – quem poderá assumir é o presidente da Câmara, do DEM, ex-PDS, sucessor da ARENA, partido de sustentação da Ditadura Militar.

Em 2018 é possível que tenhamos eleições gerais. As grandes lideranças modernas e progressistas são: LULA, CIRO GOMES, MARINA e alguém do PSOL. Outras com menor potencial eleitoral e conservadoras são: Alckmin, Bolsonaro, Álvaro Dias, alguém do DEM e algum outsider.

Em 1969, Carlos Lacerda, JK e JG criaram a famosa Frente Ampla. Achavam eles que era uma forma de derrotar a Ditadura. O movimento cresceu tanto que foi proscrito por uma portaria. Lacerda cassado por 10 anos pelo AI-5, bem como JK e JG.

 

Quem o Brasil quer hoje?

O Brasil todo quer LULA novamente, norte, sul, leste e oeste. LULA vence todos em todas as pesquisas de opinião. Infelizmente, justiça e mídia se uniram para impedir a eleição de LULA e articular alguém do mercado. Esquecem que em 2003, o país seguindo a cartilha do FMI não ia nada bem e foi o governo do petista que manteve conquistas da Constituição de 1988, ampliou o superávit fiscal para 4,5%, tranquilizou o mercado e incluiu uma população excluída desde o Brasil Colônia. Com isso, a economia cresceu muito. LULA resgatou muita gente que vivia abaixo da linha da pobreza. Aumentou o salário mínimo; melhorou o SUS; ampliou o acesso à educação, com programas de cotas, de financiamento educativo e o salário nacional para professores; além de criar o Bolsa Família e Minha Casa Minha vida.

O Brasil vive um retrocesso enorme na vida social e na política. Elio Gaspari, em seu livro A DITADURA DERROTADA, VOLUME 3, editora Intrínseca, conta que em 1973, os militares estavam preocupados com o fim dos dez anos de cassação pelo AI-5. As eleições diretas foram sendo postergadas, pois os generais não queriam a democracia de volta. Assim, deram um jeito e não houve eleições gerais, que só ocorreram em 1989.

Faltam apenas 22 dias para o providencial julgamento de Lula em Porto Alegre. Como diz Paulo Henrique Amorim, no Paraná a justiça segue uma cartilha previsível e combinada com os que lutaram a favor da Ditadura Militar. FHC diz para a plateia que quer derrotar LULA nas urnas, mas nos bastidores sonha com a sua condenação no TRF-4 dia 24 de janeiro, sabe que eleger Alckmin é muito difícil.

 

Marco Aurélio Rodrigues Freitas é jornalista, biomédico, historiador e professor das redes municipal e estadual de São Paulo. Escreve todas as semanas no site PlanetaOsasco.

 

 

Opinião do professor MARCO AURÉLIO

  

Natal e Ano Novo são festas que unem sentimentos e expectativas. Nas duas festas pobres e ricos andam lado a lado, independente das dificuldades. São momentos onde solidariedade, preocupação com o mundo e sonhos pessoais se juntam e transformam nossas vidas, mesmo que nada mude, tudo parece mudar depois das duas datas.

É uma época como se não tivéssemos classes sociais. É como se o capitalismo deixasse de existir e nossos corações tratassem de cuidar do próximo, excluídos e discriminados. Como a gente lê nas lendas e nas Histórias Medievais, nelas há sempre uma princesa, um vilão e, ambos, com seus desejos pessoais, transformam os destinos do mundo. Acredite!!!

Dom Paulo Arns, arcebispo de São Paulo nos anos 80, costumava falar que na quaresma o pobre não precisava comer bacalhau se não tivesse dinheiro; poderia comer carne, que isso não acarretaria uma reprovação religiosa. No Natal e no Ano Novo, muitos pobres também sofrem, diante da grande quantidade de comidas sofisticadas. Mas como dizia D. Paulo: qualquer um pode comer o que puder; o importante é que as pessoas se unam em torno de uma ideia e ponto final.

Nessas duas datas, muitas pessoas ficam introspectivas. Outras expõem suas alegrias. Meus Natais, por exemplo, sempre foram complicados. Até, mais ou menos, meus 25 anos, nunca tive problemas. Como um pós-adolescente metido a intelectual, criticava na família o uso comercial da data, mas no fim curtia a festa, com meus pais, minhas irmãs e meus sobrinhos. Depois dessa idade, vivi experiências muito duras, que me levaram de alguma forma à introspecção. Em 1988, tive um Natal dificílimo. Terminei com um grande amor depois de dez anos. Para que o leitor tenha uma ideia, emagreci dez quilos. Mas acho que tinha que ser assim. Não sei se foi melhor ou pior, mas foi assim.

Em 1989, sofri de novo o fim de outra paixão, essa muito menor, mas também forte. Já no Natal de 1996, fiquei sabendo que seria pai, foi um recomeço belíssimo. Mas em 2003, perdi meu pai no dia 12 de novembro, um mês antes do Natal. Vocês já imaginam como foi meu final de ano. Em outubro de 2004, vencemos as eleições municipais em Osasco. No ano seguinte iniciamos grandes mudanças na educação que geraram prêmios nacionais e até uma publicação da UNICEF em 2014 sobre o combate à exclusão escolar.

Em 2010, vive um belíssimo Natal, vim do litoral para passar com minha mãe e outras pessoas maravilhosas. Almoçamos e fomos ver a árvore do Ibirapuera com meu amigo Elineudo. Convidei minha filha para subir a São Paulo comigo, depois viajaríamos pelo litoral, parando em cada cidade praiana até o Rio de Janeiro, e ela me perguntou:

-- Papai, o que você pretende fazer no natal com a vovó?

Respondi:

-- Além de almoçar, eu e a vovó vamos visitar o túmulo do vovô.

Ana Luiza, respondeu:

-- Papai, eu não vou, não gosto de cemitério.

Mas, sinceramente, eu não sabia o que o futuro havia pensado para mim. De volta ao litoral em 27 de dezembro, percebemos que Ana, sempre saudável, não estava bem. Subi com todos, ouvindo duras críticas de Ana, na Imigrantes inteira. Da chegada em São Paulo até o dia 11 de janeiro de 2011, no Hospital São Luís, fomos assistindo o agravamento da saúde de minha filha, até a sua passagem. Emagreci dez quilos outra vez.

De lá para cá, voltei a ficar mais introspectivo ainda no Natal, agora não por crítica ao uso comercial da data, mas pelas dores que insistem em ser minhas parceiras de vida. Por isso, digo que o final de ano me faz assim. E, digo mais, temos que viver tudo com muita intensamente sempre, como se tudo fosse uma viagem sem volta.

Um grande e feliz final de ano a todos os leitores do Planeta.

 

Deixo aqui uma música de Lenine, pra gente ouvir:

Paciência

 

Marco Aurélio Rodrigues Freitas é jornalista, biomédico, historiador e professor das redes municipal de estadual de São Paulo. Escreve todas as semanas no site Planeta Osasco.

 

A situação não está fácil na Secretaria da Cultura de Osasco. No último dia 19, um conselheiro de 71 anos foi agredido por outro, de 26 anos. O idoso tentava impedir o possível desvio de documento que comprovaria válida reunião sobre repasse de recursos do Fundo Municipal (em torno de R$600mil). Em exames de corpo de delito, teriam sido comprovadas as escoriações. Duas versões circulam nas redes sobre o ocorrido e boletim de ocorrência foi registrado.

Entenda;

A disputa entre um grupo político e conselheiros eleitos da sociedade terminou em confusão.

Como justificativa à agressão ao idoso (da sociedade civil), pessoas do agrupamento político afirmaram que 'isso só aconteceu' como resposta às 'agressões' que o mesmo teria feito contra uma mulher (do próprio grupo). Fato refutado por testemunhas.

O PlanetaOsasco obteve acesso ao relato assinado por representantes públicos, bem como parte do boletim de ocorrência lavrado no próprio dia 19 de dezembro, cujo conteúdo acende o sinal amarelo sobre a administração da verba do Fundo Municipal de Cultura e joga pressão no recém-nomeado Sebastião Bognar, presidente do conselho e Secretário Municipal da Cultura.

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Leia a íntegra do documento obtido; o Relato foi protocolado na Secretaria da Cultura e encaminhado ao delegado titular da 5a DP.

 

 

RELATO DA REUNIÃO DO CONSELHO MUNICIPAL DE POLÍTICAS CULTURAIS

(ComCultura) de Osasco da terça-feira 19 de dezembro de 2017

 

Devidamente convocada por edital publicado na Imprensa Oficial do Município de Osasco (IOMO), com dois itens na ordem do dia (a saber: o Edital de Ocupação dos Espaços Culturais da cidade no ano de 2018 e o Edital de Convocação das Eleições para o próximo Conselho), a reunião extraordinária do ComCultura realizada em 19 de dezembro de 2017 na Escola de Artes Antonio César Salvi iniciou-se às 19h10, após a constatação do quórum regimental mínimo de metade mais um de seus membros. Estavam presentes os conselheiros titulares, regularmente eleitos em certame público no ano de 2016 ou indicados pelo atual prefeito de Osasco, senhor Rogério Lins: 1) Pela sociedade artístico-cultural: Renato Reis (vice-presidente do ComCultura, da cadeiraTeatro e Circo), Carlos Sartorelli (secretário-geral do ComCultura, da cadeira Literatura), Guinha Conserva (Artesanato), José Carlos Índio da Silva (Dança e capoeira), Nalva Meirelles (Música), Eva Coutinho (Patrimônio histórico) e Gabriel Yuko (Artes visuais e grafite); 2) Pela Administração Municipal: Antonio Rodrigues (Toninho) (Secretaria da Cultura) e Abud (Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão, SDTI); 3) Pela Sociedade Civil: Antonio Roberto Espinosa (Ensino Superior). Todos os conselheiros efetivos assinaram a lista de presença trazida pelo ator e representante da Secretaria de Cultura Toninho Rodrigues. 

Tiveram também assento à mesa disponibilizada pela Secretaria da Cultura e assinaram a lista de presença oficial a professora Maripenha Camargo  (cadeira de Dança) e os atores de rua Luiz Carlos Chechia (Setorial de Artes Visuais e Grafite) e sua companheira Camila Costa Melo (Setorial de Audiovisual), que reivindicam a condição de conselheiros suplentes com base na contestada reunião de 18 de setembro, que, aliás, continua sem ata e suas “decisões” sem a imprescindível publicação no IOMO. Assistiram à reunião também: o ator Dario Bendas, e os senhores Thiago Ribeiro e outros, todos de ocupação cultural e profissão desconhecidas. Devido a ausência do presidente do ComCultura, o secretário da pasta Sebastião Bognar, a reunião foi presidida pelo vice do ComCultura Renato Reis. 

  1. Informe da ordem do dia. Os dois pontos acima da ordem do dia foram informados pelo representante da Secretaria da Cultura, Antonio Rodrigues.
  2. Solicitação de nulidade dos atos do ComCultura desde 18 de setembro. O conselheiro Espinosa cobrou a inclusão na ordem do dia de dois pontos protocolados por ele, em 10 de outubro p.p., a saber, a) A constituição de uma Comissão Permanente de Ética e a submissão a ela de conselheiros cujo comportamento vinha deslustrando o Conselho; e b) A nulidade da reunião ordinária de 18 de setembro p.p. e todos os atos subsequentes do ComCultura, vistas as irregularidades daquela reunião e que nenhum deles foi registrado em ata pública ou publicado pela Imprensa Oficial. Ele enfatizou que seriam nulas tanto as nomeações de conselheiros biônicos quanto seu próprio desligamento do conselho, uma vez que não publicados pelo IOMO. Informou ainda que, por dever moral, se achava presente, por ainda ter uma última esperança de ver o ComCultura reconduzido às boas práticas da lelglalidade, moralidade e da transparência.
  3. Votação somente dos conselheiros regulares. O conselheiro José Carlos Indio objetou que o edital publicado previa a discussão somente dos dois editais informados por Toninho Rodrigues. Esses dois pontos, para ele, de fato, seriam fundamentais para a  regulação das atividades culturais na cidade durante o próximo ano. Considerando a urgência de sua publicação, propôs que outras decisões, mais polêmicas, fossem deixadas para uma próxima reunião, como, por exemplo, a necessária declaração de nulidade da reunião de 18 de setembro, quando ele próprio foi proibido de votar, desfigurando-se a maioria, devido à invocação falsa de uma cláusula estatutária pela conselheira Eva, que havia se apresentado como voluntária para secretariar os trabalhos. Conforme ele, contudo, apesar da urgência dos dois pontos da ordem do dia, a partir de agora é imprescindível que todos os atos do conselho sejam revestidos da mais estrita legalidade. “Praticamente tudo que o Conselho decidiu desde setembro pode ser objeto de ação do Ministério Público por irregularidade”. Segundo ele, teriam que ser votados os dois pontos da ordem do dia, mas sem qualquer sombra de irregularidade, pois ambos implicariam o uso de espaços públicos e, portanto, recursos públicos. Ele recomendou, por isso, que, independentemente da apuração e correção de desvios do passado – que deveriam ser realizados em outra reunião – que, a partir deste momento, todos os atos do Conselho passassem a se pautar pela mais estrita legalidade, até para prevenir sua eventual anulação pelas instâncias de Direito. E analisou que isso seria perfeitamente possível, uma vez que, contados apenas os conselheiros legalmente constituídos (ou seja, eleitos em votação direta e incontestável no ano de 2016), havia quórum suficiente para a reunião e que o direito de voto fosse exercido exclusivamente por eles, resguardando-se, contudo, o direito de fala aos suplentes regulares e contestados.

A proposta de Índio foi colocada em votação pelo presidente da reunião e aprovada sem objeções de qualquer dos presentes. 

  1. Textos ocultados dos conselheiros. A conselheira Guinha Conserva, antes do início da leitura, ainda protestou pelo fato de os dois editais não terem sido, como é prática consagrada no Conselho, enviados por e-mail aos conselheiros, para prévio conhecimento, registrando a possibilidade de práticas, no mínimo,  nebulosas por parte do Grupo de Trabalho encarregado, em comunhão com setores da Secretaria da Cultura. 

O conselheiro Gabriel Youko informou que o GT decidiu nada divulgar ao Conselho, pois, em vezes anteriores, os conteúdos de documentos ainda não aprovados pelo Conselho haviam “vazado”, propiciando que interessados tivessem informação privilegiada, desmantelando a necessária equidade entre os concorrentes. 

Guinha redarguiu que, se no passado, houveram “vazamentos”, estes deveriam ser apurados e punidos, ao invés de se suprimir as práticas democráticas no funcionamento do Conselho.

Informando que, “infelizmente”, não seria possível corrigir as condutas  anteriores, mas somente as futuras, inclusive a não informação necessária anterior aos conselheiros, o presidente solicitou cópia dos documentos e iniciou sua leitura. “Se algo estiver irregular, é só pedir destaque e nós discutiremos”.

  1. Primeira interrupção e quebra de mesa. Quando o presidente começava a ler a proposta do Edital de Cessão dos Espaços Culturais, um membro da plateia vestido de preto, chamado Thiago Ribeiro, levantou-se bruscamente e esmurrou uma mesa de plástico, pertencente à Escola de Artes, e portanto ao patrimônio do Município, quebrando-a, e depois se retirou acintosamente do recinto.
  2. Segunda interrupção e retirada de dois conselheiros. O presidente dos trabalhos reiniciava a leitura do edital quando a conselheira Eva causou nova interrupção, ao levantar-se e dizer que se absteria da votação, retirando-se do recinto, acompanhada pelo conselheiro Gabriel e os atores de rua Checchia, Camila e parte da plateia.
  3. Terceira interrupção: invasão da sala, danificação e furto de documentos. As pessoas que se ausentaram da sala, entretanto, ficaram no corredor confabulando, enquanto o presidente dos trabalhos retomava uma vez mais a leitura do edital. Cerca de quinze minutos após abandonar a sala, o grupo minoritário, sob a liderança dos senhores Chechia  e Yuko, invadiu, sincronizado e  abruptamente, o recinto. A atriz de rua Camila pegou a lista de presença, com três páginas, das mãos de Toninho Rodrigues e a rasurou (o que gerou protesto de Índio), passando a lista à conselheira Eva, que começou a amassá-la e fez gestos indicando que iria rasgá-la. Tratava-se de um documento público e tinha caráter oficial. Sentado do outro lado da mesa, o conselheiro Espinosa percebeu que a intenção do grupo invasor era tumultuar e impedir a continuidade da reunião pela força. Levantou-se para tentar tirar o documento das mãos de Eva, que rapidamente puxou a lista com sua mão esquerda. Ele ainda conseguiu puxar uma das três folhas da lista de presença (que a seguir seria novamente confiada à guarda do representante da Secretaria da Cultura, Toninho Rodrigues). Vendo que Eva amarrotava e embolotava as outras duas páginas da lista de presença e as enfiava em sua bolsa, ele segurou uma das laças de sua mochila, quando foi violentamente assediado pelo conselheiro e grafiteiro Gabriel Yuko (fato narrado abaixo). A conselheira Eva aproveitou-se disso para enfiar o documento público na mochila e sair correndo da sala de reuniões. Essa ocorrência foi comprovada, duas horas mais tarde, na 5ª Delegacia de Polícia, quando a delegada de plantão, Dra. Márcia Cristina da Silva Sá, conforme atestado pela Ocorrência Policial 900229/2017, apreendeu o documento que, amassado e danificado, foi retirado da mochila de Eva. Isso caracteriza furto ou, no mínimo, apropriação indébita de documento público.
  4. Agressão a conselheiro e danos ao patrimônio público. Assim que o conselheiro Espinosa segurou a alça da mochila de Eva, no esforço vão de prevenir o crime de apropriação e desvio de documento público, o também conselheiro Gabriel Youko, usou força bruta para afastá-lo, empurrando-o para trás, por quase 2 metros. Gabriel agarrou o lado esquerdo de seu peito com as unhas, aplicando-lhe sucessivos beliscões. Sem outra alternativa de defesa, Espinosa empurrou-o, podendo, nesse esforço, eventualmente, ter atingido seu rosto. No dia seguinte, 20 de dezembro, a equipe de perícias médico-legal de Osasco atestou os hematomas de 15 centímetros de diâmetro no peito de Espinosa, de 71 anos e deficiente cardíaco e auditivo, além das escoriações generalizadas produzidas pelas unhas de Gabriel. Youko foi o último dos invasores a deixar a sala de reuniões, já parcialmente destruída. Mas voltou uma vez mais, correndo, e chutou violentamente uma cadeira de plástico preta, que passou em grande velocidade entre os conselheiros, arrebentando-se contra uma parede, o que colocou em risco a integridade física dos presentes. 
  5. O boletim de ocorrência 900229/2017. Embora os conselheiros das sociedades civil e artístico-cultural pretendessem continuar a reunião, dada a importância dos editais para a classe cultural, o representante da Secretaria de Cultura, Toninho Rodrigues, considerando que não havia mais clima para isso, decidiu interromper os trabalhos. Os conselheiros tomaram, ainda, algumas decisões, como a de registrar a ocorrência no Plantão da 5ª DP, para a recuperação do documento furtado por Eva. Lá encontraram os invasores, que também registravam ocorrência, colocando-se na condição de vítimas. Os depoimentos das duas partes e as decisões preliminares da delegada Márcia Cristina da Silva Sá constam do BO 900229/2017.
  6. Decisões tomadas pelos seis conselheiros civis. Convencidos de que o tumulto tinha o objetivo de sabotar o Conselho de Cultura, forçar a publicação dos editais sem passar pela sociedade organizada e que o furto de documentos, a destruição de patrimônio público e as agressões físicas constituem crimes, passíveis de multas e punições, os conselheiros decidiram também encaminhar este relato, por ofício, ao Presidente do Conselho e Secretário da Cultura Sebastião Bognar, solicitando a imediata tomada das providências exigidas legalmente por seu cargo e as citadas abaixo,  e à 5ª DP, para anexação aos autos, além de constituir uma Comissão de Ética para a apuração dos fatos.
  7. Solicitações ao Secretário da Cultura. Os seis membros infra-assinados, por unanimidade, decidiram encaminhar este relato ao titular da Secretaria da Cultura, senhor Sebastião Bognar, para a tomada das devidas providências de ofício, enfatizando algumas recomendações:
  1.  O envio de ofício e de um funcionário credenciado à 5ª DP para o resgate do documento oficial furtado por Eva Coutinho, duas das três páginas da lista de presenças da reunião. Esta recomendação foi feita pelo escrivão de polícia André Luiz Rocha da Silva, que ouviu os depoimentos de todas as partes, como única forma de reaquisição do documento retido pela delegada Márcia Cristina;
  2. A responsabilização civil e criminal da conselheiras Eva Coutinho, e do grupo invasor da reunião, pela apropriação indébita de documento público;
  3. A responsabilização civil e criminal de Gabriel Youko e Thiago Ribeiro, pela destruição de patrimônio público;
  4. A responsabilização civil e criminal por agressão física praticada por Gabriel Yuko;
  5. A responsabilização civil e criminal de Luis Carlos Checchia, Gabriel Yuko, Camila  Costa, Thiago  Ribeiro pela alteração da ordem na Escola de Artes. 
  6. A retomada das filmagens em vídeo das reuniões do ComCultura, para evitar boatos e calúnias posteriores, como a campanha de descrédito ao conselho e conselheiros por parte do grupo invasor;
  7. Por sugestão do escrivão de polícia André Luiz, convocação de uma guarnição da GCM para garantir a ordem nas próximas sessões do Conselho.
  1. Constituição da Comissão de Ética. Fatos como os da reunião deste dia 19 de dezembro de 2017 e os comportamentos insultuosos e deselegantes dos mesmos conselheiros e membros da plateia de suas reuniões, pelo menos desde o início de 2017, mas sobretudo desde a reunião de 18 de setembro de 2017, são completamente inaceitáveis e constituem motivo de vergonha e profundo desconforto para os demais conselheiros, além de provocarem descrédito e prejuízos não apenas ao Conselho, mas a todos os segmentos da produção cultural no município. A unanimidade dos seis conselheiros solicita, portanto, a inclusão na ordem do dia da próxima reunião, a realizar-se no próximo mês de janeiro, dos seguintes pontos:
  1. Constituição de uma Comissão Permanente de Ética. Esta deve ser um ponto do GT de normas, que prepara proposta de alteração do regimento interno;
  2. Constituição de Comissão Emergencial de Ética. Nos termos do regimento em vigor e da lei que regula o Conselho. Para apurar os comportamentos acima narrados de conselheiros e produtores culturais na reunião de 19 de dezembro. Sugere-se que ela seja composta por três pessoas: I – O representante da Secretaria de Negócios Jurídicos na Comissão; II – Um membro do GT normativo do Conselho de Cultura; III– Um representante da Sociedade Civil/Sociedade Artístico-Cultural. 
  3. Submissão à Comissão Emergencial de Ética dos conselheiros Eva Coutinho e Gabriel Youko, dos pleiteantes nomeados como Luiz Carlos Checchia e Camila Costa e do depredador de patrimônio Thiago Ribeiro, e também envolvido nos fatos narrados.

 

Assinam este relato os seguintes conselheiros titulares:

 

Renato Reis – Cadeira de Teatro e Circo:________________________________

 

Carlos Sartorelli – Cadeira de Literatura: ________________________________

 

Nalva Meirelles – Cadeira de Música:  __________________________________

 

Carlos Índio da Silva – Cadeira de Capoeira e Dança: _______________________

 

Guinha Conserva – Cadeira de Artesanato: _______________________________

 

Antonio Roberto Espinosa – Sociedade Civil, cadeira de Ensino Superior: _______ 

 

 

Conteúdo enviado para CMIO Coletivo de Mídia Independente de Osasco

Conteúdo confirmado por CMIO

26 27/12/2017

Opinião do professor MARCO AURÉLIO

Uma carroça, muito papelão, ruas cheias de gente na época do natal e um país que segrega pessoas.

Na esquina da rua João Crudo com a Marechal Rondon, saindo do Bradesco, cruzei com um homem, que descia a rua em direção ao farol da Antônio Agu com a Marechal Rondon.

Ele empurrava uma carroça cheia de papelão. Pensei, então que poderia conversar com ele e lhe fazer perguntas sobre a vida.

Me aproximei e comecei a conversa:

-- Bom dia senhor, sou professor. Negro, alto, físico atlético, olhos brilhantes, olhando pra mim, respondeu:

-- bom dia, senhor.

Ao quebrarmos o gelo inicial, falando um pouco da vida de cada um de nós, iniciei minhas perguntas:

-- Quanto você recebe por quilo de papelão? Tem muito papelão aí? Qual sua idade? É aposentado? Mora onde?

-- recebo R$ 0,30 centavos por quilo. Tenho 74 anos. Sou aposentado sim, completo minha renda recolhendo papelão. Moro em Itapevi.

Durante a conversa, o homem me disse que seu carrinho estava com cerca de 150 quilos, o que vale mais ou menos 45 reais. E disse mais, que se estivesse recolhendo papelões pela cidade, não teria recolhido tanto papelão.

O resultado da carroça cheia era porque ele pegava tudo de uma vez, numa única loja do centro da cidade. Pena, disse ele, que o novo gerente da loja quer acabar com a coleta individualizada para fazer parceria com uma empresa especializada em recolher todo o material, sem a participação de catadores.

É uma empresa que recolhe papelões em muitas cidades. Nesse processo, a loja deixa de gastar dinheiro com pessoas, mas o que a gente percebe é o surgimento de uma relação comercial entre empresas. Provavelmente, a empresa que recolhe os papelões venda o quilo por mais de R$ 2,00 reais. Um lucro e tanto.

Uma perda enorme para os milhares de catadores espalhados por aí. Saí da conversa pensando, como é difícil ser pobre no Brasil. Mesmo com todas as políticas públicas dos últimos anos, como a Bolsa Família, o PROUNE, o FIES, o ENEM, o Ciência sem Fronteiras, Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos, além de todas as políticas de cotas, que têm levado milhares de jovens mestiços e afrodescendentes a melhorar de vida econômica e socialmente.

Saí com a impressão que, apesar de todos os nossos esforços, para acabar com a Ditadura Militar e trazer o Brasil de volta à democracia, ainda não conseguimos reduzir como deveríamos a miséria do país.

Como canta Caetano Veloso, “O Haiti é aqui” Nossa elite não quer que as coisas melhorem por aqui. Por aqui, a culpa do que não dá certo é sempre do trabalhador. E tirar direitos é uma obsessão do velho Centrão que hoje voltou a ocupar o centro da política brasileira. Destruir meio ambiente e impedir a eleição de políticos progressistas também são obsessões desse grupo político.

O catador que eu encontrei, sem querer, é o retrato que querem manter no Brasil. 74 anos, aposentado mas catando papel para completar uma renda insuficiente. Mesmo forte, precisa andar por toda a cidade em busca de R$ 0,30 centavos por quilo de papelão.

Marco Aurélio Rodrigues Freitas é jornalista, biomédico, historiador e professor das redes municipal de estadual de São Paulo. Escreve todas as semanas no site Planeta Osasco.

A internet mudou e agora quase tudo é voltado para as redes sociais. Mas, enfim, como uma empresa poderia focar nas redes (facebook, twitter, linkedin, etc...) sem ter seu próprio site?

A verdade é que toda empresa, independentemente de seu tamanho, precisa de um endereço web (www.) para poder referenciar seus conteúdos de maneira correta nas redes sociais. Além disso, o site oferece a autoridade e confiança que os clientes precisam quando estão pesquisando sobre seus produtos e serviços.

Pequenos e médios empresários geralmente sofrem com a escolha de um plano de hospedagem que sirva 100% às demandas atuais e futuras em seus negócios. É por isso que o PlanetaOsasco sugere que você observe alguns fatores antes de contratar ou mudar de host.

Primeiro, o ‘uptime’ (o tempo que o serviço fica online durante –geralmente- os 365 dias do ano).  Não aceite nada menos que a garantia de 99% de uptime.

Segundo, a largura de banda e o espaço em disco influenciam picos de audiência/acessos que você pode ter com promoções ou conteúdos/serviços. Escolha hospedagens que ofereçam generosos números.

Por fim, mas não menos importante, escolha uma hospedagem que tenha facilitadores de publicação e/ou desenvolvimento, como Softaculous (sistema de instalação automática de serviços como Wordpress e outras mais).

Por todas essas razões, a equipe PlanetaOsasco utiliza e recomenda a hospedagem Hostgator.

Para planos de pequenas e médias empresas, sem nenhuma dúvida a escolha certa é o PLANO M. Clique aqui e saiba mais sobre a Hostgator e o Plano M.

 

P.O.

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