Redação

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GOSTO DE ANDAR DE TREM. LÁ TEM AULA DE BRASIL

Na foto, Trens novos prometidos por Alckmin tomam sol e chuva a espera de testes em Hortolândia. Fonte: Folha de SP

Gosto do trem. Tenho com ele uma relação antiga, desde criança. Quando morava na Vila Militar em Quitauna. Lá tínha o trem japonês, verde e supermoderno para a época, mas que tinha banheiro pensado só para homens. Aliás, acho que o transporte ferroviário – traduzido em trens e metrôs – é o ideal para as grandes e medias cidades brasileiras. Combate congestionamentos e a poluição urbana, além de dar um novo ritmo à mobilidade urbana.

Quando faço viagens de Osasco para São Paulo, vejo no trem da FEPASA uma aula de Brasil. tem moça vendendo carteira de couro, rapaz oferecendo chocolate ou salgadinhos, outro vendendo pen drive ou alguma ferramenta para celular e gente um pedindo esmolas. Sempre aparece uma novidade. Na viagem de hoje, teve até uma dupla de repentistas (novidade), tocando e cantando repentes na viagem.  

A moça, antes de começar a oferecer suas carteiras diz: primeiramente, bom dia. Pensei que ela ia dizer: “primeiramente, fora Temer”. O que pede esmolas conta, rapidamente, sua história de vida antes de pedir moedas para sua sobrevivência. O jovem que vende pen drive mostra a todos no carro o quanto é bom e barato seu produto.  Há outro jovem negro que vende chocolates por R$ 1,50, e vende muito.

Necessidades modernas. Tomadas para carregar celular na Estação Pinheiros. O grande Capital das multinacionais de celular usando sua estratégia de ampliar seu lucro, numa aparente “cortesia ao consumidor”.

Mas a dupla de repentistas roubou a cena da manhã.  Cantaram, fizeram piadas sobre a irmã de um deles, que queria casar mas já teve muitos namorados; foram machistas. Recorreram ao Piauí, destacando o calor e o fato do milho das galinhas já ter virado pipoca por causa do calor e da seca. Por fim, um deles disse:  - vamos cantar sobre o Aquecimento Global, brincando   que o Temer vai criar uma lei cobrando dez reais de cada cidadão, para combater o aquecimento global no Brasil.

Engraçado, mesmo com a modernização da ferrovia em São Paulo, tem até carregador de celular, a realidade dos que lutam para sobreviver insiste e se manter viva. Esses personagens estavam lá últimas nas últimas décadas do século passado e continuam lá. Foi outra geração, mas os problemas continuam os mesmos. O capitalismo no Brasil continua excludente, como diz Caetano Veloso, nossa elite não abre mão de nenhuma conquista, se for para dividir sua riqueza com a imensa maioria de pobres no Brasil. Taí o Centrão do Governo Temer que quer reduzir territórios indígenas, vender a Amazônia e mudar a Previdência, como se fosse a solução para “mudar” o Brasil. E se pudessem, rasgariam a Constituição Brasileira de 1988.

A realidade ao longo da ferrovia. Pobreza permanece há décadas.

Modernização “Conservadora”, sem mudar a exclusão brasileira.

Marco Aurélio Rodrigues Freitas é jornalista e professor das redes municipal e estadual de São Paulo. Escreve todas as semanas no site Planeta Osasco. 

O Teatro Municipal de Osasco vai receber o espetáculo 'Um Amor de Renúncia', baseado na obra de Emmanuel por Chico Xavier.

Com preços populares (R$20,00), a peça será apresentada em única data em Osasco. Para saber mais ou reservar agora o seu ingresso, clique aqui.

Imperdível!

 

Sinopse:

“Um Amor de Renúncia”, inspirado no romance “Renúncia” de Emmanuel por Chico Xavier, conta a linda história de amor impossível entre Alcíone e Padre Carlos, na Espanha do século XVII, durante a inquisição.

OPINIÃO DO PROFESSOR MARCO AURÉLIO - Segunda-feira, a Globo encerrou sua minissérie que mostra uma época que acreditávamos estar superada, a era da Ditadura Militar no Brasil. “Os Dias Eram Assim” nos fazem também pensar como Os Dias São Assim”. De uma história inicialmente política, com tema de Ivan Lins, a minissérie termina como uma estória romântica com pitadas de argumentos psicanalíticos, refletidos nos dramas familiares e no casal romântico da série.

Mas, a minissérie traz também um debate importantíssimo para os dias de hoje: a questão da AIDS. Que nos anos 80 era tida como uma epidemia apenas de homossexuais e que depois foi entendida como uma doença de todos. Hoje, para uma geração que não viu seus ídolos morrerem de AIDS, a doença ainda preocupa, mas bem menos. Entretanto, cerca de 830 mil pessoas vivem infectadas no Brasil e 15 mil morrem por ano, segundo a UNAids – programa da ONU. São cinco novos casos por dia no país.  

Os dias eram assim: intolerância ideológica, censura nos jornais e na vida cotidiana; manobras na política e nas relações humanas; mortes; torturas; exílios; músicas de protesto como as da MPB; anistia nos anos 70; luta por eleições diretas dos anos 80 do século passado; e a epidemia da AIDS ficam em segundo plano, diante do romantismo atemporal, que o público gosta tanto. 

Hoje, os dias são assim: intolerância ideológica; censura e preconceito nas mídias e em nossas vidas; manobras entre o capital e a política partidária de todos os partidos com empresários; massacres e torturas midiáticas; escolhas de políticos que se dizem não políticos e acreditam poder enganar o povo; manifestações artísticas de protesto contra uma elite saudosa da agenda econômica neoliberal da Ditatura Militar dos anos 60 e 70.

Depois de quase trinta anos da Constituinte, posso dizer que há dois tipos de povo no Brasil, o das ruas e o das tevês (que gosta mais dos dramas de amor, provavelmente para esquecer os muitos problemas do Brasil e ter forças para enfrentar as notícias do dia seguinte). Mas todos sabem que o público que sai nas ruas é diferente do público que fica na frente da televisão.

Sábado, na pretensa reinauguração do Largo da Batata, João Dória foi vaiado pelo povo das ruas, quando discursou para um pequeno público escolhido a dedo. O prefeito que fingiu reinaugurar o Largo da Batata (quando na verdade foram plantadas apenas umas poucas arvores na praça pensada e planejada pelo ex-prefeito Gilberto Kassab), fez um discurso antigo, falando em patriotismo e cores da bandeira nacional e criticando o PT. Gastou quase todo o seu tempo falando do PT.  Seus ouvintes eram brancos e burgueses. O povo das ruas percebendo a malandragem, vaiou a fala, pois sabe que para melhorar o Brasil é preciso incluir e não excluir as pessoas, do que ficar no clima do Ame-o ou deixe-o.   

Mas como a vida é dinâmica, os dias de hoje em Osasco são assim: a prefeitura rebola para pagar suas contas, diante da queda do orçamento e promete – mesmo sabendo que não vai poder cumprir - aumentar o orçamento da Secretaria de Cultura da Cidade; faz um  concurso público só para 2018 e  deixa as pessoas ansiosas pelo resultado; vê sua popularidade derreter, fala-se  em 70% de reprovação nos dias de hoje; e, por fim, finge esquecer que a Justiça mandou reduzir a tarifa do ônibus, que  continua em 4,20, pois as empresas de transporte coletivo da cidade não olham para o passageiro, olham apenas para suas contas corrente.

Por isso, como Ivan Lins, peço perdão. Mas, por tudo, Diretas Já.

Aos Nossos Filhos

Ivan Lins

 

Perdoem a cara amarrada
Perdoem a falta de abraço
Perdoem a falta de espaço
Os dias eram assim

 

Perdoem por tantos perigos
Perdoem a falta de abrigo
Perdoem a falta de amigos
Os dias eram assim

 

Perdoem a falta de folhas
Perdoem a falta de ar
Perdoem a falta de escolha
Os dias eram assim

 

 

E quando passarem a limpo
E quando cortarem os laços
E quando soltarem os cintos
Façam a festa por mim

Quando largarem a mágoa
Quando lavarem a alma
Quando lavarem a água
Lavem os olhos por mim

Quando brotarem as flores
Quando crescerem as matas
Quando colherem os frutos
Digam o gosto pra mim

Em último ato, Lins manejou orçamento da Cultura para evitar colapso mais precoce

Anunciada como grande vitória da gestão Lins, o aumento de 0,46% para 0,99% do orçamento da Cultura foi feito às pressas para contornar o colapso das contas daquela secretaria. Muito distante do argumento de que seguia uma orientação da UNESCO, o repasse futuro foi derivado exclusivamente da derrocada do orçamento da cidade.

Ficou evidente que –sem a intervenção orçamentária- apenas a folha salarial da Cultura já superaria 100% dos recursos disponíveis ao final deste ano. Além da Cultura, outras secretarias de menor expressão no orçamento também passam pelo mesmo tipo de sufocamento;

Sendo assim, como cortina de fumaça, Lins divulgou com orgulho que tinha aumentado o Orçamento da Secretaria da Cultura como um pedido dos artistas da cidade e seguindo orientação da UNESCO, realizando um grande ato para comemorar o feito.

Observado de perto, Lins tenta a todo custo realizar uma acentuação na política de ‘remanejamento orçamentário’ (ferramenta que permite tirar dinheiro de uma secretaria para outra, por exemplo: tirar da Saúde e enviar para Cultura) e da ‘transposição de recursos’ (muitas vezes usadas de forma equivocada pelas gestões; permite transpor recursos para a mesma área sob diversos argumentos), mas teme desgastes com a Câmara Municipal.

Nos últimos 3 anos, com a crise econômica, a cidade de Osasco recolheu menos ISS, sofreu mais com a inadimplência e observou acentuada queda em todos os indicadores econômicos. A administração, por outro lado, foi incapaz de esboçar qualquer reação diante do quadro de agravamento. Indo além, denúncias de enriquecimento ilícito e de prejuízo ao erário público pululam as salas dos promotores públicos que acompanham a cidade.

Situação econômica

Em sua última edição, o Índice IFDM (da Firjan, em 2015) apontava Osasco como cidade no ‘Verde’ (intermediário, com 0.8264 pontos), numa escala que varia de vermelho (pior) até azul (melhor). No entanto, baseado em dados públicos e da acentuada retração econômica, a redução no orçamento público levou a cidade às vésperas de problemas financeiros e creditícios da pior espécie.

As receitas da cidade (previstas na LOA para 2017), sugeriam arrecadação de 2.399.070.520,00 (dois bilhões, trezentos e noventa e nove milhões e setenta mil, quinhentos e vinte reais). No entanto, servidores especializados asseguraram, em regime de anonimato, que será impossível a cidade alcançar tais valores. A perspectiva mais otimista fala em um valor inferior a 1.8 bilhão (15% a menos no mínimo, cerca de 600 milhões de reais).

Inabilidade para gerir a crise

Os 2.3 bilhões são surreais, mas ainda assim o governo insistiu em divulgar planos com tais dados. Surge, portanto, uma unanimidade: a cidade de Osasco ficará mais pobre e mais endividada; sofrendo mais que as demais cidades de mesmas características em nível nacional.

O tamanho do derretimento do orçamento previsto é superior à redução da atividade econômica local. Mais lojas fechadas, mais casas alugando, mais trabalhadores na informalidade, mais proprietários atrasando IPTU, menos atividade industrial, menos demanda por compra de primeiro imóvel, sobrecargas na rede municipal de saúde e educação, entre outros fatores. Junta-se um governo inábil e desacreditado para gerir tudo isso.

CMIO – COLETIVO DE MÍDIA INDEPENDENTE DE OSASCO

 

Img Correio Paulista

Cervejas artesanais, música e gastronomia. O Festival Bier Brasil acontecerá no estacionamento do Paço Municipal de Osasco e promete agitar a cidade nos dias 16 e 17 de setembro.

Osasco receberá dias 16 e 17 de setembro o Bier Brasil, Festival de Cervejas e Foods sobre rodas, evento que roda por várias cidades do estado de São Paulo e que promete agitar a cena com atrações musicais, cervejas da melhor qualidade e gastronomia variada. Serão vinte e cinco cervejarias artesanais, 15 food trucks, bikes e stands, além de uma área kids para a diversão da garotada.

Os amantes da boa cerveja poderão escolher entre as marcas já confirmadas: Razera, Brasil Chopp, Alemão, Paulistania, Insana, Rofer, Dortmund, Baden, Nordics, Sapucaí, Hebling , Oak, Ashby, Hausen, Madalena, Burgman, Berggren, Freising, Soft Beer, Kalevala, Ravache, Mea Culpa e Imperatriz.

Para harmonizar com as geladas, as opções atendem os mais diversos paladares. Quinze food trucks com os mais variados cardápios entre salgados e doces.

Quem passar pelo estacionamento da prefeitura vai encontrar ainda expositores e uma grande área kids com muitos brinquedos para a diversão da garotada.

Durante os dois dias de festival, haverá uma extensa programação musical com estilos diferentes. Estão confirmados os shows de Rock City, Rockfuzz, Echoes Pink Floyd, Tom Cremon e Bira, In the level e a banda New Jersey encerrando o festival com as melhores do Bom Jovi.

O visitante vai poder curtir as atrações musicais, degustar cervejas de altíssima qualidade e saborear uma boa comida em um ambiente familiar.

O evento é uma idealização WB Produções e tem realização da WB, BS2 e Pablo Dias Eventos.

A entrada é de 1Kg de alimento, que será destinada conforme a necessidade da nossa cidade.

 

Saiba Mais em:

http://www.festivalbierbrasil.com.br

 

Na semana passada que terminou em 26 de agosto, exibi para os meus alunos do sétimo e oitavos anos do Ensino Fundamental o filme SEMPRE AO SEU LADO, tendo Richard Gere como protagonista. No final da exibição, trabalhamos em dupla dois temas: Memória Histórica e Lealdade. 

Como ainda estou corrigindo os relatórios, ainda não tenho nenhuma conclusão final por enquanto. Mas já percebi que independente do perfil dessa geração, todos sabem muito bem o que é a memória na história, mesmo que a presença das inúmeras ferramentas de comunicação online e a internet nos levem a pensar o contrário. Mas, sem dúvida, elas ajudam a todos no resgate da memória e todas têm um fio condutor histórico.

No filme, o cão Hachi (nascido em 1923) passa nove anos esperando o professor voltar para casa de trem (de 1925 a 1934). Ele não volta, pois sofreu um infarto fulminante na Universidade onde lecionava em 1925. Em homenagem, os japoneses ergueram uma estátua do cão Hachi na Praça em frente à Estação, que ligava a cidade até a Universidade.

Pensando bem, todos nós muitas vezes ficamos em frente às estações da vida, esperando quem amamos chegar de volta.  Eu mesmo, imagino uma estação que traga de volta todos que amo e espero encontrar um dia: minha filha, Ana Luiza, por exemplo.  Como gostaria de encontrá-la em vida e cantar – em silêncio – a canção Encontros e Despedidas de Milton Nascimento que diz:

 

 

E assim chegar e partir.                                                                                                                         São só dois lados da mesma viagem.
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro é também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar.
É a vida desse meu lugar.
É a vida...”

O trem também muda caminhos de grandes amores, que se perdem ao longo de nossas existências, marcando chegadas e partidas para cada um de nós em plataformas e momentos que não sabemos quando e onde encontrar.

A vida, surpreendente e tão louca, leva e traz pessoas todos os dias.  Este ano, dois que cantavam e encantavam nossos dias foram embora, Belchior e Luiz Melodia.  Mas, para nossa felicidade, esse agosto traz de volta o artista e escritor que lutou contra a Ditadura Militar e sonha aos setenta e três com um Brasil mais igual, Chico Buarque de Holanda, filho historiador Sérgio Buarque de Holanda, vem com novo álbum. Das músicas do Chico, todos deverão amar TUA CANTIGA, que entre coisas nos diz:

 

 

“Quando te der saudades de mim

Quando tua garganta apertar

Basta dar um suspiro

Que eu vou ligeiro te consolar.”

 

Marco Aurélio Rodrigues Freitas é Jornalista, Biomédico, Historiador e Professor das redes municipal e estadual de São Paulo. Escreve suas crônicas todas as semanas no Planeta Osasco.

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