Redação

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Os festejos carnavalescos da Região Oeste começaram cedo e, como não poderia deixar de ser, com o pré-carnaval da cidade de Santana de Parnaíba.

A cidade conhecida pelo tradicional Samba de Bumbo, a manifestação do segmento mais enraizada de nossa cultura popular regional iniciou os trabalhos na quinta-feira 09 de Fevereiro com o Samba do Pé Vermeio, a formação é uma das mais recentes na cidade (junto com o Galo Garnisé), mas se diferencia pela quebra do tradicionalismo local sexista, juntando em seu cortejo homens e mulheres.

Podemos dizer que Santana de Parnaíba em Fevereiro é uma versão de Arco Verde em Pernambuco, onde a cada esquina se inspira cultura popular, onde a cada viela ou rua de paralelepípedo tem um sambador afinando bumbo, passando som ou simplesmente brincando com as quadrinhas, relembrando-as e criando novas.

“Meu nome é Maria, Maria não quero sê, Maria padece muito e eu não quero padecê”

Serão pelo menos 18 grupos se apresentando neste carnaval, entre escolas de samba, grupos de marchinha e o samba de bumbo, todas em cortejo pelo belo centro histórico da cidade. Você também pode encontrar bons bares e artesanato local com os velhos adeptos da cultura hippie.

PRÉ-CARNAVAL

16/02 ás 20h: BERRO DO SEXO FORTE (Praça 14 de Novembro)

ás 21h: PINGA COM MEL (Praça 14 de Novembro)

17/02 ás 20h: GALO PRETO (Rua Suzana Dias)

18/02 ás 18h: UNIÃO DA VILA REFÚGIO (Praça 14 de Novembro)

ás 23h: ESQUENTA DO SAMBÃO (Estrada dos Romeiros)

19/02 ás 21h: VOVÔ DA SERRA DO JAPI (Rua 15 de Novembro)

22/02 ás 22h: GRITO DA NOITE (Praça 14 de Novembro)

23/02 ás 21h: BRIGA DE GALO (Rua Bartolomeu Bueno)

CARNAVAL

24/02 às 19h30: BANDA DE MARCHINHA (Praça 14 de Novembro)

às 23h: GRITO DA NOITE (Praça 14 de Novembro)

25/02 às 14h: MATINÊ INFANTIL (Cine-Teatro)

às 18h: BANDA DE MARCHINHA (Praça 14 de Novembro)

às 20h: SAMBA PRAS MOÇAS (Rua Suzana Dias)

26/02 às 14h: MATINÊ INFANTIL (Cine-Teatro)

às 16h: BLOCO "QUE A BREJA ESTEJA COM VOCÊ" (Largo da Matriz)

às 18h: MOCIDADE SÃO LUIZ (Rua Bartolomeu Bueno)

às 20h: BLOCO KB+1 (Rua Bartolomeu Bueno)

27/02 às 14h: MATINÊ INFANTIL (Cine-Teatro)

às 16h: BATERIA SUFRUTUVERDEUS (Rua Bartolomeu Bueno)

às 20h: VOVÔ DA SERRA DO JAPI (Rua XV de Novembro)

28/02 às 14h: MATINÊ INFANTIL (Cine-Teatro)

às 16h: BANDA DE MARCHINHA (Praça 14 de Novembro)

às 18h: BLOCO KB+1 (Rua Bartolomeu Bueno)

às 19h: BLOCO GARNIZÉ (Rua Bartolomeu Bueno)

às 20h: BLOCO "QUE A BREJA ESTEJA COM VOCÊ" (Largo da Matriz)

E especialmente neste carnaval, o grupo de Samba de Bumbo Pé Vermeio, convida à todos para um debate sobre Direito à Cidade. Aproveitando o momento de ocupação dos carnavalescos para resgatar os sentidos de  pertencimento à cidade, à partir da cultura, da participação das mulheres e da juventude. Vai ser na quarta-feira de cinzas!

Via Coletivo Nós de Oz

Opinião do professor Marco Aurélio.

Domingo que vem a cidade de Osasco faz aniversário, completa 55 anos de vida. De bairro esquecido da capital nos anos de 1950 a cidade com a segunda força econômica do estado em 2016, Osasco ainda convive com uma pobreza inaceitável, mais de 38% da sua população é considerada pobre para o IBGE.

A equipe de jornalistas do Planeta mostrou que mais uma promessa do Prefeito atual fica só apenas no nível das promessas, transformar em Hospital a obra do futuro Paço Municipal, pensada no governo Emidio e iniciada no governo Lapas. Como mostrou o Planeta, a promessa não pode virar hospital, por várias razões:

  1. O projeto é uma Parceria Público-Privada e a obra tem características administrativas e não hospitalares; além disso, muda-la exige pagar uma multa de 670 milhões de reais (quase o orçamento anual da nossa saúde municipal).
  2. A obra está embargada, por uma ação judicial do PSDB de Osasco, que hoje, faz parte do governo, justamente cuidando da Secretaria da Saúde.
  3. O orçamento do município vem caindo desde 2015, por causa da recessão nacional. Assim, não sobra dinheiro para pagar dívida e mudar todo o perfil da obra.
  4. Por fim, a cidade precisa de um novo Paço, pelo seu tamanho e pela sua importância econômica. A sede atual, adaptada nos anos 80, era uma fábrica. Não comporta mais as exigências que a cidade espera.

 

O que a população espera para o futuro da cidade.

As pessoas que se manifestaram no Planeta, em função da matéria que escrevi em 28 de janeiro, querem responsabilidade nos gastos públicos, participação política nas decisões, melhores salários para os professores, uma cidade mais iluminada e segura, mais saúde, mais educação e melhor mobilidade urbana.

Isso, é o que o povo espera e reclama – com razão – nas redes sociais. Enquanto isso, tem muito político que não consegue ouvir direito a voz das ruas e espalha outdoors na periferia da cidade (Graças a Deus a Lei Cidade Limpa de Osasco regularizou a publicidade em nossa cidade), achando que a divulgação de sua imagem, usando a palavra orgulho, pode cativar eleitores, quer dizer osasquenses. Acredite...

É verdade que mais da metade da cidade fez uma escolha política, mas pela avaliação do Planeta Osasco já está arrependida, depois de 45 dias de governo, que nunca foi de renovação. Enquanto isso, o único partido que tem moral para se apresentar como oposição, pois tem um legado positivo de combate à pobreza para mostrar, vive uma disputa interna Shakespeariana do Ser ou Não Ser Oposição, em troca das migalhas que o poder municipal sempre ofereceu ao longo da história da cidade, deixando o povo sempre em segundo plano.

 

Marco Aurélio Rodrigues Freitas é jornalista, historiador e professor das redes municipal e estadual de São Paulo. Escreve todas as semanas no site Planeta Osasco. 

Mais promessas - O prefeito de Osasco fez mais uma promessa impossível de ser concretizada: teria afirmado que o prédio da nova prefeitura poderia ter uma nova destinação, abrigando um hospital infantil ou um grande centro de saúde.

No entanto, a ideia é impossível de ser feita. Listamos razões que -após apuração de dados oficiais- mostram a absoluta falta de realidade:

  • O terreno e a construção do novo prédio são uma parceria público-privada, dependendo de sua conclusão para que a contrapartida (a atual área da PMO e outra) seja entregue parcialmente para a construtora. Caso isso não aconteça, a cidade de Osasco deve pagar multa de cerca de R$670 milhões (quase todo o orçamento da saúde).
  • O orçamento da cidade sofrerá redução ainda maior em 2017, pelo terceiro ano consecutivo, e a arrecadação seria (para alguns especialistas) insuficiente para pagar o funcionalismo e ainda sobrar recursos para grandes projetos.
  • A estrutura montada até aqui, no local das obras, possuí características de um projeto com fundações e ‘pé direito’ não passíveis de alteração, fato que custaria ainda mais aos cofres públicos para alterar o plano original.
  • As obras permanecem num imbróglio judicial e estão paradas.
  • Papéis -ainda em sigilo- comprovariam que o terreno está contaminado.

Fica evidente que o prefeito de Osasco está flertando com a propaganda descabida, endossando ideias impossíveis.

 

A informação sobre a nova destinação foi divulgada inicialmente pelo Webdiário.

CMIO - Coletivo de Mídia Independente de Osasco

Saúde renovada, de propaganda, populismo ou ganância?

Por Vinicius Sartorato - Como todo brasileiro sabe, a situação da saúde pública é bastante complexa no país. Nas cidades de Osasco e São Paulo, esse quadro não é diferente. Para se ter uma ideia, a fila de espera para atendimento está em 485 mil pessoas para capital e 230 mil para Osasco – segundo informações das próprias prefeituras.

Em Osasco, o prefeito recém-eleito, Rogério Lins, chegou a afirmar que “sua família é usuária da saúde pública municipal”, mas a população parece não acreditar nisso. Para acabar com a fila de espera, ele propôs quatro ações essenciais: a contratação de 300 médicos; o estabelecimento de convênios com hospitais privados; a criação de um programa/mutirão chamado "Saúde Renovada"; e a instalação das chamadas "Carretas da Saúde".

Já em São Paulo, o sempre midiático Prefeito João Dória Jr. lançou dois programas polêmicos, o programa "Corujão da Saúde" e o “Remédio Rápido”. O primeiro com a promessa de acabar com a fila de espera na cidade; e o segundo, voltado para aprimorar a distribuição de remédios, através de convênio com redes de laboratórios e farmácias comerciais.

No entanto, ao analisarmos os casos, ficamos chocados em ver que em Osasco, os 300 médicos, viraram 140 – e estes nem foram contratados; o convênio com hospitais privados não se concretizou; as "Carretas da Saúde" e a tal da "Saúde Renovada" seguem sendo promessas. Ou seja, continuamos na mesma! Pior que isso, é ver vereadores da própria base aliada, questionando contratos, denunciando médicos, processos fraudulentos e duvidosas indicações políticas. É o fim do mundo!

Por sua vez, em São Paulo, a população está reclamando dos horários alternativos e especialistas indicando que existe uma "maquiagem" sobre os números do programa “Corujão”. Paralelamente, o "Remédio Rápido", vem sendo acusado de privilegiar grandes laboratórios e farmácias. Fato que pode destruir empregos, dificultar o acesso da população periférica a medicamentos e – pasmem - pode acabar com a estrutura de farmácias públicas da cidade!

Neste sentido, as similaridades entre as duas cidades são enormes. A promiscuidade política entre os interesses dos políticos, dos hospitais privados, dos laboratórios, das farmácias e da mídia é clara. Enquanto, esses programas não resolvem os problemas de fato, mas servem só de propaganda. Enfim, o sucateamento do setor é perceptível e parece ser proposital, escondendo a sanha eleitoral e a ganância econômica daqueles que veem a saúde pública como uma mercadoria. Daí perguntamos: Saúde renovada, de propaganda, populismo ou ganância?

Vinicius Sartorato, sociólogo, 35 anos. Mestre em Políticas de Trabalho e Globalização.

“Pinheirinho, cinco anos: custos da desocupação e a construção de novas casas e de sonhos

Vereador Wagner Balieiro lembra do episódio que marcou a história de São José dos Campos

No retorno das sessões legislativas, no dia 2 de fevereiro, o vereador Wagner Balieiro aproveitou para lembrar dos cinco anos de um episódio que marcou a história de São José dos Campos: a desocupação do Pinheirinho.

Na apresentação, Wagner Balieiro apontou os gastos do município com a desocupação da área e com o abrigo provisório para manter as cerca de 2 mil famílias que viviam no Pinheirinho. Somados à dívida com impostos do terreno, de propriedade do investidor Naji Nahas, esses custos são superiores ao que foi investido na construção de casas para essas famílias.

O cálculo foi feito com base em documentos obtidos no Portal da Transparência da prefeitura, notas fiscais, contratos e ações judiciais. Considerando o período de 2012, ano da desocupação, até 2016 – quando foram entregues as casas do conjunto habitacional aos ex-moradores do Pinheirinho –, o custo foi de quase R$ 70 milhões. Quando se considera o valor dos débitos com impostos no terreno, não quitados até hoje, o custo salta para R$ 171,5 milhões.

Para se ter ideia, somente com aluguel social, foram gastos mais de R$ 53,1 milhões, de 2012 a 2016. Com colchões, água, marmita, entre outros itens usados no abrigo provisório, o custo foi superior a R$ 2,8 milhões. Já a retirada dos cachorros que viviam no local mais a colocação em abrigo, canil e a ração os gastos ultrapassaram R$ 350 mil. O custo por animal foi de R$ 1.473,11, considerando os 239 cachorros resgatados.

Incoerência – Já a construção das casas no conjunto habitacional Pinheirinho dos Palmares, fruto de uma parceria entre prefeitura, governo estadual e governo federal, e a infraestrutura do local tiveram um investimento de R$ 134,7 milhões.

“Analisando o custo da desocupação sem uma política habitacional para resolver a situação dos ex-moradores do Pinheirinho, é possível verificar incoerências, como o gasto com aluguel social e com o abrigo de cachorro”, disse o vereador.

Histórico – A desocupação do Pinheirinho, que virou notícia no Brasil e no mundo, ocorreu em 22 de janeiro de 2012. O episódio ficou marcado pela ação violenta da Polícia Militar, que usou um aparato envolvendo helicóptero, centenas de homens armados, cães e bombas de efeito moral. As famílias que viviam no local mal tiveram tempo de retirar seus pertences. Na derrubada dos barracos, muitos perderam móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos e até mesmo artigos pessoais que faziam parte de sua história, como documentos e fotos.

“Até hoje o terreno continua sem qualquer uso, o que amplia a percepção de que o único interesse na área é a especulação imobiliária. Além disso, nada aconteceu a quem deve milhões em impostos, enquanto as pessoas que lá viviam sofreram os efeitos físicos e psicológicos de uma desocupação truculenta”, afirmou Wagner Balieiro.

 

Via GN

Diário de Bordo (Log Book), por Ana Polo - Desde que eu comecei a pesquisar sobre intercâmbio, o Canadá foi um dos países que mais me chamou a atenção, não só por conta das belas paisagens e pontos turísticos, mas principalmente pelo preço do curso, que costuma ser 30% mais barato do que outros destinos, como Estados Unidos e Inglaterra.

Outro fator que levei em consideração foi a fama que o Canadá tem de ser um país receptivo. Durante essas três semanas, foram inúmeras as vezes em que eu e meus amigos fomos surpreendidos pela cordialidade dos cidadãos de Vancouver. É claro que há exceções, mas de modo geral, me senti acolhida pela minha homestay e pela escola.

A segurança também foi um fator decisivo para a minha escolha. Para exemplificar, podemos citar alguns dados. No ano inteiro de 2015, foram registrados 16 assassinatos. E em 2012, apenas 8 casos. Isso mostra que, em termos gerais, a cidade é bastante pacífica.

Particularmente, eu não poderia ter escolhido destino melhor. Desde que as aulas começaram, sinto que o meu inglês melhorou muito, no que diz respeito à fluência, à escrita e ao vocabulário. Além disso, os professores estão sempre nos estimulando a interagir mais entre nós, principalmente com colegas de outras nacionalidades. Também já me sinto mais confiante para cometer erros, pois é assim que aprendemos, como os professores gostam de enfatizar. Mesmo com 22% da sua população falando francês, como em Quebec, meu objetivo está sendo alcançado: aperfeiçoar o meu inglês.

Links que podem ser úteis: https://studyenglishincanada.wordpress.com/2013/02/11/9-reasons-canada-is-the-best-place-for-you-to-study-english/

https://www.estudarfora.org.br/por-que-estudar-ingles-no-canada/

Ana Polo é nossa primeira  correspondente internacional , tem 22 anos, é graduada em Letras e realiza seu primeiro intercambio internacional. Viajou para Vancouver, escolhida duas vezes a melhor cidade do mundo para se viver e sede dos jogos olímpicos de inverno em 2010. Vancouver no Canada tem um população de 604 mil habitantes e um território de 114 km2. Ana Polo também escreve em seu blog: Ana Polo Blog.

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