Redação

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A cidade de Osasco receberá no próximo dia 10 uma única apresentação do Casal TPM, espetáculo de grande sucesso de público e crítica, no Teatro Municipal Glória Giglio.

Os altos e baixos da paixão e rivalidade do casal mostram um cotidiano de ‘bomba-relógio’.

“Dois seres que enxergam o mundo de forma totalmente diversa, mas que não conseguem viver um sem o outro, enfrentam a rotina do casamento: o dia a dia, as traições, decepções, ciúmes, desconfianças, AS CRISES DE TPM - tudo o que desde os tempos das cavernas faz da relação homem/mulher uma bomba-relógio sempre prestes a explodir”.

 

Clique Aqui para Reservar seu Ingresso.

Ou, saiba mais na página oficial do evento;

https://www.facebook.com/events/1308249975929991/

 

OSASCO

***Única apresentação*** 10/03 - 21 h
Ingressos antecipados na bilheteria do teatro das 13h ás 17h
Valor: 40 inteira/ 20 meia
Vendas online pelo site: http://voucherparaoteatro.blogspot.com.br/
Fone: (11) 3685-9596
Informações: (11) 98357-5195 (Whatsapp)/ (11) 93007-4090 TIM
Teatro Municipal Glória Giglio
Endereço: Av. dos Autonomistas, n° 1533 - VL Campesina - Osasco 

 

Por Marco Aurélio Rodrigues Freitas - Sexta-feira, sai da escola no intervalo das aulas da manhã e fui até à padaria comprar um bolo para a inspetora que se aposentava no dia. Quando estava pagando minha compra, fui abordado por dois amigos, que queriam conversar comigo sobre a última matéria do PlanetaOsasco, e que tem como manchete a seguinte frase: “Rogério Lins é ‘incapaz’ de negociar tarifa de ônibus". Os dois me diziam: é verdade, o atual Prefeito falou que ia baixar o preço da tarifa de ônibus em janeiro.  Agora viu que não dá. Como diz o “jornal” Planeta: é ‘incapaz’.

PLANETAOSASCO QUER DEMOCRACIA, LIBERDADE E SINCERIDADE

O site PlanetaOsasco tem feito o que toda a imprensa deveria fazer. Dar voz ao debate na sociedade, informar a população, sem medo.  O papel da imprensa independente é esse, trazer todas as informações sempre, mesmo que isso desagrade os poderosos. Assim, caminha uma sociedade livre.

Nos últimos meses, o PlanetaOsasco tem trazido para a sua página informações sobre problemas da cidade, que se agravaram muito em janeiro e fevereiro deste ano. Os dois primeiros meses de uma nova administração, confusa, sem projeto para a cidade e que busca incessantemente as luzes do sucesso, sem merecê-lo. No poder público não há soluções fáceis, na democracia todas elas precisam ser exaustivamente debatidas com todos os setores da sociedade, para que no final, encontre-se uma saída minimamente boa para todos.

Não vale a saída da Censura, como mostrou a matéria do Planeta “Governo de Osasco estaria Censurando Comentários nas Redes Sociais”. não vale fingir que não sabe, como mostrou nosso site na matéria “INTERNAUTAS DENUNCIAM ESTADO DE ABANDONO DO CEMITÉRIO SANTO ANTÔNIO”. Não vale acreditar que uma canetada pode dar soluções para problemas de décadas ou anunciar que vai mudar a função de um prédio que foi pensado para administrar e não para ser hospital, sabendo que não dá.

As redes sociais têm uma grande qualidade, revelam o sentimento de uma sociedade. Na matéria sobre o transporte, “Rogério Lins é ‘incapaz’ de negociar tarifa de ônibus", dos mais de 172 comentários do face, apenas quatro criticaram a divulgação da informação. Esses quatro tentaram dizer que tudo está muito bem e que – graças a Deus - o velho PT foi embora. Com Temer, Alckmin e Dória barbarizando, todo mundo já sabe que o verdadeiro problema não é o PT...

Todos sabem que os problemas do governo são outros: falta de projeto político/administrativo, incapacidade de dialogar com todos os setores da sociedade, extrema dificuldade em coordenar apoiadores antagônicos e com muitos interesses, uma vontade estranha de controlar toda a imprensa local e regional, pensar que tudo se resolve com uma canetada, ouvir pouco o povo e, o mais triste, pintar o mundo de cor-de-rosa nos bastidores, como se vivêssemos todos sob um céu de brigadeiro.

Vivemos um dos momentos mais difíceis no Brasil. Temos um Governo Federal que quer jogar no lixo tudo de bom que foi construído para o povo brasileiro excluído e pobre nos últimos 30 anos, buscando sem disfarce a retirada de direitos fundamentais como a aposentadoria. Temos um Governo Estadual truculento e falacioso, que bate em manifestantes, que prende estudantes, que mente sobre os problemas de transporte coletivo e não cuida da saúde e educação. Por fim, em Osasco, temos um governo confuso, que não sabe para onde vai. Quer TEMER e ALCKMIN, mas diz não querer. E, ao segui-los, reproduz o mesmo modelo de administração: governar para poucos, mas dizer que é para todos. Espero que não faça também como TRUMP, que agora proibiu a imprensa de participar das entrevistas coletivas presidenciais nos EUA. TRUMP quer falar só para os amigos, se é que algum dia teve amigos!!!

Marco Aurélio Rodrigues Freitas é jornalista, historiador e professor das redes municipal e estadual de São Paulo. Escreve todas as semanas no site Planeta Osasco. 

Opinião do professor Marco Aurélio - Quando eu era pré-adolescente em 1969, Jorge Ben cantava nas rádios do Brasil: “Moro num país tropical, abençoado por Deus/E bonito por natureza (mas que beleza) /Em fevereiro (em fevereiro) /Tem carnaval (tem carnaval) /Eu tenho um fusca e um violão/Sou Flamengo/Tenho uma nêga/ Chamada Tereza”. Era fevereiro, mês do carnaval.

Mas em março, o que a gente via era os Anos de Chumbo da Ditadura, e a música que vem na minha memória é a do Geraldo Vandré: “Pelos campos há fome em grandes plantações/Pelas ruas marchando indecisos cordões/Ainda fazem da flor seu mais forte refrão/E acreditam nas flores vencendo o canhão/Vem, vamos embora, que esperar não é saber/Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

Esse é meu pais. Estamos em pleno carnaval de 2017. Dezenas  de blocos em São Paulo, que cresceram muito, estimulados pelo  ex-prefeito Haddad. Escolas de Samba, que imitam tão bem o Rio de Janeiro, que parecem  estar até melhores. Ontem vi a Rosas de Ouro desfilar a gastronomia e promover um casamento de verdade na avenida. Antes, vi a Dragões da Real homenageando o povo nordestino que vive aqui. Sem esquecer o carnaval da Bahia.

A nossa festa popular  - provavelmente a maior do mundo - acaba dia 28 de fevereiro.  Nesses quatro dias, todo mundo se junta, esquece as diferenças e se transforma. Canta, dança e namora muito. O estranho é que tem prefeito, como o de São Paulo que aproveita o momento para falar em privatização. Diz que vai privatizar o Sambódromo de São Paulo, pensando e construido pela Luiza Erundina, que se inspirou na ideia de Darci Ribeiro e Brizola quando governava o Rio. Doria não tem noção.

Sinceramente, tenho pena do Doria. Ele é incapaz de compreender a cultura popular. Faz cara de inteligente, mas não é. Poderia ler Antonio Candido e perceber que o prefeito deve respeitar todos na cidade e nunca achar que é dono dela. O tempo de um prefeito tem hora para acabar, graças a Deus; dura quatro anos.

Mas março promete. Greve dos professores dia 08. Greve Geral em todo o país dia 15. As duas manifestações vão ocorrer para defender os trabalhadores contra as reformas do famigerado governo Temer. Temer quer voltar aos anos 80, esquece que o país mudou para melhor e que as pessoas conhecem mais e melhor seus direitos. Em Osasco, as coisas não são muito diferentes também.

Mas é carnaval. O melhor é pular, cantar e dançar até terça-feira. Porque quarta é primeiro de março, e março promete.

Marco Aurélio Rodrigues Freitas é jornalista, historiador e professor das redes municipal e estadual de São Paulo. Escreve todas as semanas no site Planeta Osasco.

As empresas Urubupungá e Viação Osasco não aceitam negociar uma eventual redução da tarifa. O motivo está muito mais na inabilidade política do prefeito Rogério Lins do que no comprometimento do lucro das prestadoras.

De acordo com matéria publicada inicialmente no PlanetaOsasco.com, em janeiro deste ano, o valor da tarifa é incompatível com o percurso (diminuto) das linhas municipais. Ainda assim, o custo -de R$4,20- permanecerá exatamente nesse montante. Não há, por enquanto, qualquer movimentação real e factível do governo para o contrário.

Entenda a receita desse bolo;

Rogério Lins não conseguiu estabelecer uma postura suficiente diante da mesa de negociação -e dos bastidores- para convencer os empresários numa eventual redução de R$0,20, sugerida por ele mesmo. Nos últimos dias, inclusive, deixou de participar das reuniões.

Além do cenário de incapacidade, Lins está escorregando em outras propostas que não ganham força através dele: integração municipal, bilhete único e serviço 24h.

A relutância das empresas é resultado do enfraquecimento político do prefeito, causadas por prisão e processos, incapacidade ou inabilidade, além da queda no orçamento municipal que inviabiliza o subsídio, exigindo pulso forte de um mandatário.

Diferentemente de ex-prefeitos de Osasco, cujos papeis nas mesas de negociações eram a de atuação proativa, Lins adotou a ideia de ‘mediar’ as mesas. Como comandante da cidade, sua ação é completamente ineficaz e instiga ainda mais cobranças.

Para se ter comparação, Francisco Rossi (em 1992) discutiu a possível desvinculação tarifária dos sucatões como pressão para evitar aumentos além da inflação, a ideia funcionou; Celso Giglio (em 2001) sugeriu renovar a frota da CMTO -e embora não tenha renovado, mitigou a pressão das empresas; Emidio de Souza (em 2005) deu início à renovação da frota e alcançou passe-livre de estudantes e transporte com acessibilidade, criou os conselhos e abriu -e fez abrir- audiências públicas sobre transportes. 

Todas essas iniciativas funcionaram no tempo certo.

Cada ação dos ex-prefeitos, demonstrava para os donos da Urubupungá e Viação Osasco que a concessão -embora garantida- não seria suficiente para que eles próprios estabelecessem o valor e eventualmente ‘batessem o pé ’. A decisão era técnica e política.

Já o atual prefeito, não conseguiu sacar nenhum coelho da cartola. Pelo contrário, abusou da ideia de que o Ministério Público poderia se manifestar favoravelmente pela redução, tirando do colo uma decisão que lhe traria ônus. E, naturalmente, isso não aconteceu como o previsto e as empresas ganharam todo o fôlego para bater o pé.

GM - Via Coletivo de Mídia Independente de Osasco

A Prefeitura de Santana de Parnaíba, sem nenhuma explicação clara, decidiu transferir à revelia alunos que estudam nas escolas municipais, para outras escolas de outros bairros. Segundo diversas mães, as escolas as chamaram apenas para assinarem a transferência, como se a decisão partisse delas. Segundo a Prefeitura, as transferências buscam seguir a lei. Entretanto, o governo local não fornece mais explicações sobre a legislação e os motivos de uma decisão tão polêmica.

Pelas redes sociais, diversas mães reclamaram, mas até a edição da matéria pelo Planeta, o governo local não havia fornecido nenhuma explicação. Em alguns casos, apenas produziu sua resposta padrão, sem esclarecer nada: “obrigado pelo contato. Em breve lhe retornarei... abs! Elvis Cezar.   

Sem opções ou atendimento da Prefeitura e sem ter a quem recorrer, as famílias acabaram indo até as respectivas escolas para assinarem as transferências, mesmo contrariadas e sem qualquer informação clara das direções das escolas. 

Indiferente aos problemas das famílias, a Prefeitura de Santana de Parnaíba parece seguir o modelo excludente do prefeito de São Paulo, que nos primeiros 50 dias de governo já reduziu o atendimento do Leve Leite, um programa com mais de 16 anos, somente para crianças até 6 anos, transferiu crianças de escolas arbitrariamente e cortou parte do transporte escolar paulistano.

 

Via Coletivo de Mídia Independente de Osasco

Opinião do Professor Marco Aurélio - Todos nós gostamos muito de feijoada. Eu adoro. Por isso, quero falar sobre ela. Nossa feijoada não é uma comida só brasileira. Surgiu na Europa no período do Império Romano e em cada região tinha uma forma.  Na época dos romanos costumavam cozinhar feijão branco com carnes e legumes.  Na França, temos o cassoulet, um ensopado de feijão branco com linguiça de porco e carne de pato.

Já, na Espanha temos a fabada, uma mistura de feijão branco com orelha e rabo de porco.  Mas, nenhuma chega perto da nossa Feijoada, que tem feijão preto com as carnes desprezadas pelas famílias dos grandes senhores de escravos. Dizem.  

Histórias populares contam que a feijoada surgiu nas senzalas. Lá, os escravos cozinhavam o feijão preto, com as carnes desprezadas pelos senhores de escravos. Contam, também, que o feijão preto foi trazido originalmente pelos navios de escravos e passou a fazer parte da nossa feijoada. A feijoada à brasileira.

Mas tem outra história, dizem que o Feijão preto é de origem sul-americana, e era parte da dieta dos índios nativos. Pesquisadores acreditam que nossa feijoada é a evolução de uma cultura culinária nascida na Europa e de um processo de fusão de culturas, como o hambúrguer na América do Norte.

A feijoada é um dos pratos mais preferidos dos brasileiros. Todas as quartas e sábados, restaurantes de todo o Brasil fazem suas feijoadas. E a gente adora, seja inverno ou verão.

Chico Buarque produziu uma obra belíssima, Feijoada Completa, em apoio ao movimento que conquistou a Anistia Política em 1979 e em repúdio à Ditadura Militar. A letra traz uma receita completa do prato brasileiro e do prazer em receber os nossos exilados. Vamos ler a letra e ouvir o grande Chico:

 

 

Feijoada Completa

Chico Buarque

Mulher, você vai gostar:
Tô levando uns amigos pra conversar.
Eles vão com uma fome
Que nem me contem:
Eles vão com uma sede de anteontem.
Salta a cerveja estupidamente
Gelada pr'um batalhão
E vamos botar água no feijão.

Mulher, não vá se afobar:
Não tem que pôr a mesa, nem dá lugar.
Ponha os pratos no chão e o chão tá posto
E prepare as linguiças pro tira-gosto.
Uca, açúcar, cumbuca de gelo, limão
E vamos botar água no feijão.

Mulher, você vai fritar
Um montão de torresmo pra acompanhar:
Arroz branco, farofa e a malagueta:
A laranja-bahia ou da seleta.
Joga o paio, carne seca,
Toucinho no caldeirão
E vamos botar água no feijão.

Mulher, depois de salgar
Faça um bom refogado.
Que é pra engrossar.
Aproveite a gordura da frigideira
Pra melhor temperar a couve mineira.
Diz que tá dura, pendura
A fatura no nosso irmão
E vamos botar água no feijão.

Marco Aurélio Rodrigues Freitas é jornalista, historiador e professor das redes municipal e estadual de São Paulo. Escreve todas as semanas no site Planeta Osasco. 

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