Redação

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Por Lívia Gouvêa - Me dizem abençoada porque poesia é o jeito mais bonito de transparecer.

Mas tudo que enxergo, penso, grito, digo e repito é sempre tão mudo e opaco quanto o mais duradouro silêncio que sou obrigada a adotar.

Obrigada porque resido numa cidade onde réu e rei, onde a juventude dita revolucionária está em constante guerra contra ela mesma, onde se escondem verdades e se promovem injustiças.

Uma cidade cujo cenário faz tempo não muda. Obrigada porque a doença do cálice se prolifera junto aos pombos, acabando com os cidadãos de boa intenção de dentro para fora. E nós tentamos lutar pelo certo e pelo justo, só que se esgotam as forças.

Esgota o bom senso, aumentam os buracos. Os buracos do nosso asfalto e os buracos da nossa razão, que enquanto move as mãos pela cidadania, é golpeada para mover os pés pelo jogo sujo.

O pior é quando nós, cidadãos, acreditamos na ordem e vemos tantos outros de nós a favor do caos. E enquanto tentamos abrir olhos alheios, acabamos fechando os nossos próprios. E falo de Osasco. Cidade que abriga pessoas que têm orgulho do título de osasquenses, mas não são permitidas a enxergar além disso.

Nos bastidores das nossas ruas, dos nossos vários shoppings, das nossas obras e tudo que nos cerca, existe uma rede de negociações que não inclui de forma integral a democracia. E a esmagadora maioria de nós está de acordo com tudo isso, porque não consegue mais discernir o viável do ridículo.

A luta está sendo enfraquecida pelo próprio povo. Registro aqui meu enorme apelo subjetivo para nos juntarmos, para a cortina nebulosa se dissipar. Vamos conversar.

"Esperar pra ver" menos para diminuirmos a chance de afundarmos Osasco no poço com sorriso no rosto.

Por Lívia Gouvêa

Publicado inicialmente no PlanetaOsasco.com

O PlanetaOsasco.com abre espaço para uma das maiores ocupações de Osasco -Comunidade Esperança- expor suas necessidades e conquistas;

Localizada no extremo da zona norte, próximo ao Jd. Santa Fé, o acesso ao local ainda é de terra e mais de 500 famílias superaram incêndio que destruiu 50% de sua área.

O Texto é de autoria de pessoas que vivem na Comunidade. Confira na íntegra. 

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Ocupação Esperança defende cidade que atenda às necessidades dos “de baixo”

Via Comunidade Esperança - Os baixos salários, o desemprego crescente e o alto preço dos imóveis e alugueis, somados aos sacrifícios do malabarismo para que o pouco “que entra” dê conta daquilo que se precisa para sobreviver, faz com que as ocupações de terra se tornem uma necessidade para quem é pobre e trabalhador. Assim, há três anos e meio, na zona norte de Osasco (uma das regiões mais pobres e populosas da cidade) surgiu a Ocupação Esperança como fruto de uma luta por moradia que questiona o modo como a cidade é governada.

Desde agosto de 2013, aproximadamente 500 famílias se organizaram juntamente com o movimento Luta Popular e construíram um verdadeiro bairro, com ruas e vielas, energia, esgoto, praças, cinema para as crianças, aulas de capoeira, reunião de mulheres, saraus e atividades culturais. Tudo é decidido em assembleia e realizado coletivamente, e os moradores, sem esperar nada dos governos que só governam para os “de cima”, constroem juntos um bairro, pensado a partir de suas necessidades.

Várias foram e seguem sendo as dificuldades que a comunidade enfrenta para conquistar esse território cuja dinâmica é forjada pela mobilização popular. Já houveram tentativas de incêndios criminosos, ameaças de morte por “jagunços”, ações na justiça para acelerar o despejo das famílias e inércia do poder público. Contudo, no dia 13 de setembro um incêndio de proporções dantescas devastou quase metade da ocupação, deixando 250 famílias sem nada, pois apenas tiveram tempo de salvar a si próprios e a seus filhos. Além de todo o sofrimento, a polícia chegou a agredir e prender o advogado do movimento que negociava a entrada das pessoas para encontrarem os familiares e procurarem pertences em meio às cinzas.

Incêndio no final do ano passado - IMG Z1

Não fosse a força da trajetória da Esperança, não teria sido possível que hoje, há 4 meses da tragédia, a comunidade esteja praticamente toda reconstruída e que nenhuma pessoa tenha deixado a luta. Com o apoio e solidariedade de outros moradores e moradoras de Osasco, movimentos, sindicatos e coletivos, as famílias reergueram as casas com bloco e alvenaria, conseguiram abrigar e acolher quem teve seu barraco incendiado, e agora já planejam o início das obras para a construção do barracão que será a creche comunitária e espaço para atividades e reuniões.

Contudo, mesmo com toda a capacidade de organização do movimento na batalha para conquistar um teto digno para morar, existem questões estruturais e de responsabilidade dos governos que precisam ser atendidas. Infelizmente, embora Lapas tenha feito um decreto - depois de muita pressão dos moradores - sinalizando a possibilidade de construção de um projeto habitacional para as famílias, as demandas de apoio para reestruturação da rede de energia, água, esgoto, e pavimentação do bairro foram negligenciadas pela Prefeitura. E desde Rogério Lins ganhou as eleições em 2016, o Luta Popular tem procurado marcar uma conversa para cobrar uma posição sobre a urbanização do bairro e a efetivação do Decreto de Desapropriação para fins de habitação de interesse social. Na manhã desta terça-feira foi protocolado um ofício no gabinete do Prefeito solicitando o agendamento de reunião para debater a situação da Ocupação Esperança. Caso não sejam atendidas, as famílias prometem fazer passeata para cobrar o Município.

Localizada no extremo da Zona Norte de Osasco, apenas 1 linha de ônibus (com ponto distante) atende o novo bairro - IMG GMaps CMIO

Numa cidade marcada pela quantidade de moradias precárias e onde morar dignamente é um privilégio, os governantes, que deveriam enfrentar o problema da moradia e da qualidade de vida nos bairros (vide a situação do Rochdale e seus rotineiros alagamentos, apenas como exemplo) são acusados em gravíssimos escândalos de corrupção. Por isso, o movimento defende que nenhum deles tem legitimidade para governar a cidade! Se e os governos só atendem aos privilégios dos “de cima”, é preciso fechar as ruas para abrir caminho para uma cidade onde as necessidades dos “de baixo” sejam garantidas.

Via Comunidade Esperança

Publicado pelo PlanetaOsasco.com 

IMG1 Estado

Nos anos de Chumbo, Chico Buarque era o compositor mais perseguido pela Ditadura Militar, como forma de protesto e rara inteligência compôs com Francis Hime a música MEU CARO AMIGO em 1976, depois dos assassinatos de Alexandre Vannuchi Leme (1973), Vladimir Herzog (1975) e de Manoel Fiel Filho (1976), entre outros tantos e no começo da luta pela Anistia. Um choro que fala do Brasil da época e da dificuldade de se falar o que  se pensava, sempre sofrendo a repressão dos militares.

Acredito que a liberdade é tudo na vida. Liberdade de pensar, de agir, de expor seus pensamentos. Mesmo que para isso tenha que enfrentar moinhos de vento e pensamentos saudosos do período autoritário que dominou nosso pais em uma  época. Há,  a historia de uma estrofe perdida da letra, mas isso não importa. O que importa, mesmo, é o sentido da música que revela um Brasil, que não queremos mais.

Em homenagem à liberdade e ao povo que sonha com ela todos os dias, resolvemos reproduzir a letra da música de Chico Buarque e Francis Hime. O resto é com você leitor, nossa razão de tudo. Ouça a música no youtube, leia a letra no PlanetaOsasco e tire suas conclusões com toda liberdade.

 

MEU CARO AMIGO

(Chico Buarque de Holanda e Francis Hime)

Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra 'tão’ jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando, que também, sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se me permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n' roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo pessoal                                                                                                        

Adeus

 

Marco Aurélio Rodrigues Freitas é jornalista e professor das redes municipal e estadual de São Paulo. Escreve todas as semanas no site Planeta Osasco. 

Diário de Bordo (Log Book), por Ana Polo

Vancouver, no Canada, a cidade da diversidade cultural.

Logo nos primeiros dias em Vancouver, uma das coisas que mais me chamou a atenção foi a quantidade de imigrantes que encontrei nas ruas. Durante uma caminhada, indo para o tribal our conhecendo pontos turísticos, é muito comum ouvir línguas das mais diferentes e distantes da nossa, ou mesmo do inglês.

Não é à toa que o Canadá é conhecido mundialmente como um país que abraça todas as culturas. Aqui, a impressão que tenho é a de que não há espaço para xenofobia e discriminação e talvez, por conta disso, os cidadãos vivam em tamanha harmonia.

O país também desenvolve constantemente projetos que buscam acolher as minorias e combater a intolerância. Nas escolas, há muitos casos de alunos de outras nacionalidades e falar sobre o multiculturalismo nas salas de aulas é fundamental para que eles se sintam parte da comunidade.

As leis e políticas públicas também foram readequadas. Um dos destaques foi o Ato do Multiculturalismo, realizado em julho de 1988, no qual o país declarou que todos os cidadãos residentes no Canadá tinham os mesmos direitos e oportunidades.

É por conta desses e outros aspectos que as cidades canadenses recebem imigrantes do mundo todo. A minha homestay, por exemplo, é de Filipinas, país localizado no continente asiático. Ela está aqui há mais de vinte anos e todos os meses recebe estudantes que, assim como eu, querem aprender inglês e desfrutar de paisagens maravilhosas.

Como disse no início do texto, nas ruas de Vancouver é possível encontrar diversos sotaques e nacionalidades. E para nós, intercambistas, essa diversidade cultural também faz parte do aprendizado – através dela, descobrimos e conhecemos um pouco mais a pluralidade do mundo.

Ana Polo é nossa primeira correspondente, tem 22 anos, é graduada em Letras e realiza seu primeiro intercambio internacional. Viajou para Vancouver, escolhida duas vezes a melhor cidade do mundo para se viver e sede dos jogos olímpicos de inverno em 2010. Vancouver no Canada tem uma população de 604 mil habitantes e um território de 114 km2.

Se você nasceu ou morou em Osasco e está em outra nação agora, estudando, passeando ou trabalhando, traga seu relato para o PlanetaOsasco.com !

Opinião - Quem tem acompanhado os últimos dias da política em Osasco tem notado por mais que se venda a notícia na maioria da imprensa local a ideia de renovação e de um prefeito que gosta de fazer visita programada nos órgãos públicos, ainda assim, o governo simplesmente não decola.

Se perguntarmos para qualquer um da cidade que precise, por exemplo, de um posto de saúde, escola ou proteção contra enchentes irá receber uma resposta um tanto dura, um tanto amarga: “Não tem remédio”, “Não tem material escolar”, “Não tem nada”.

Para alguns da cidade o argumento contra essa amarga constatação de não cumprir as expectativas será dizer o chavão de “O governo nem bem começou, dê uma chance, deixa o homem trabalhar, a renovação vai começar”.

Para outros, a justificativa será botar culpa no antecessor “O prefeito anterior abandonou a cidade”, alguns irão mais além dizendo “A culpa é do PT”. Todos os argumentos são válidos e correspondem diretamente com a verdade -e aqui no caso- em todas as frases a verdade é parcial.

Parcialmente está certo quem aponta a culpa no PT, contudo é preciso reconhecer as grandes melhorias na cidade; e que não houve ação efetiva para mexer nos problemas da saúde e educação, problemas de longa data que afligem Osasco.

Parcialmente está certo quem disse sobre o prefeito anterior, contudo a bem da verdade não foi abandono, foi incapacidade de tomar as rédeas necessárias para cuidar da cidade. E não vale a argumentação de dizer “Dá uma chance, deixa o homem trabalhar”, pois Rogério Lins já foi secretário na Gestão Lapas bem como uma longa ficha de serviços prestados para Osasco como vereador, com conhecimento dos problemas da cidade.

E devemos lembrar que apesar da tão proclamada renovação em sua campanha eleitoral, os respectivos secretários da SEPLAG e Finanças de Lapas continuam em seus lugares como se nada tivesse acontecido; bem como um mar de cargos comissionados da gestão anterior...

O governo começou mal, com uma lenta transição do Governo Lapas para o Governo Lins, interrompida por um escândalo político.

Rogério Lins assumiu depois de um mês de turbulência política, com direito a férias prolongadas em Miami, com uma ação de repercussão nacional e com sua prisão e mais 13 vereadores.

Aliás, sobre seus aliados, a saber, João Paulo Cunha, Celso Giglio, Família Rossi e todos os apoiadores de Lapas que foram para seu lado no segundo turno. Toda essa gama de grupos políticos era se esperar que além de suas disputas dentro do Governo Lins apontassem soluções para os problemas da cidade.

E o resultado até agora é nada.

As ações de maior impacto do Governo Lins não aconteceram. O único momento que parecia acontecer algo importante -a dita “Renovação”- faltou ao encontro. Na semana passada na questão dos transportes a juventude de Osasco protestou para poder ter um transporte público decente e foi para frente da Prefeitura.

Ao final foi chamada uma pequena comissão para uma conversa formal com o prefeito Rogério Lins, com uma promessa de uma próxima reunião, sem nenhuma proposta efetiva... Entre os seus preferidos momentos de visita aos locais públicos, como ditos anteriormente, o prefeito Rogerio Lins também sugeriu que a dita “Renovação” iria acontecer.

Com grande estardalhaço foi anunciado “o corte de 30% do orçamento” como uma grande marca de sua gestão. A pergunta que fica é de onde irá tirar dinheiro, já que a perspectiva é queda contínua do já encolhido PIB e sem a grande possibilidade de crescimento a curto e médio prazo.

No cenário atual -de economia fraca- o resultado é menos consumo, portanto o município arrecada menos. E com menor arrecadação significa menos dinheiro para o necessário: cuidar da cidade.

E para completar a desgraça, o orçamento de Osasco precisa de valores grandes por causa do porte da cidade, o que foi aprovado na Câmara pelos suplentes de vereadores enquanto a maioria dos deles estava presa prevê uma arrecadação irreal, somente possível em tempos de fartura econômica.

Osasco precisa de uma política voltada para a maioria da população, capaz de mexer e intervir de verdade nos problemas da cidade ao invés de ficar presa a ações débeis de marketing político. Osasco precisa enxergar a realidade sem fantasia e agir para mudar de verdade, sem ser refém de acordos políticos.

Sem uma direção política à altura dos acontecimentos, conforme se encontra a cidade de Osasco, fazendo jus as pautas dos estudantes sobre os transportes, hoje a metáfora mais amarga e adequada é a do ônibus lotado, desgovernado, sem direção, sem freio e em alta velocidade com um muro de concreto armado em sua frente.

 

Via Coluna cidadã 

Por Máximo Amaro – Cidadania e Observação da política local

Ser ou não ser a favor da redução da tarifa do ônibus em Osasco. Eis a questão do governo municipal.

O Prefeito de Osasco está com uma bela batata quente nas mãos. Reduzir ou não reduzir as tarifas de transporte municipal, eis a questão.  Com recessão forte, queda da arrecadação, pressão das empresas de ônibus e dos movimentos populares, um modelo ultrapassado e baseado no duopólio do transporte municipal, pouca margem de negociação e sem apoio da Câmara Municipal, a vida do prefeito não está fácil, mas governar é assim mesmo. Faz parte ...

Desde 2014 estamos numa crise econômica no Brasil, que vem reduzindo muito as receitas públicas, cerca de 13,7% só nos últimos doze meses.  Nos municípios, a queda não é nada diferente. O governo federal, ainda, contou com a entrada de recursos da chamada repatriação (aquele dinheiro mandado irregularmente pelos ricos para o exterior, que a Dilma criou uma lei para traze-lo de volta e que acabou salvando o ano de Temer, que no ano passado foi de 45 bilhões de reais). Mas os municípios não têm isso.

Vivemos uma recessão quase sem fim. A queda da inflação não é obra do Ministro da Fazenda, mas fruto da recessão, pois as pessoas não têm dinheiro para comprar, e as empresas tem que baixar seus preços para poder sobreviver. É só a gente ver a queda dos alugueis, por exemplo.

Em Osasco, o transporte coletivo se confunde com a historia de nossa cidade.  Para contar essa história, vou precisar citar nomes de prefeitos passados, mesmo sabendo que os internautas não gostam muito, mas não tem jeito. Então, vamos lá.  A CMTO foi criada pelo governo PARRO em 1986 para combater o duopólio das empresas de ônibus, com uma primeira linha da Vila Yolanda para o Helena Maria.

Anos antes, o governo anterior de Guaçu Piteri havia acabado com  a Cooperativa que controlava e cuidava do transporte com micro-ônibus, o único grupo econômico que enfrentava o duopólio do transporte em Osasco.

Depois, os governos Giglio/Silas nada fizeram para mudar o cenario do transporte da cidade, apenas seguiram os preços de São Paulo, Ah, a CMTO foi sucateada na época.  No período Emidio, houve um grande debate sobre o Transporte Público, com o objetivo de criar o Bilhete Único. Não nasceu o Bilhete Único, mas surgiu o  Passe Livre para Estudantes de Baixa Renda, o Cartão Bem (para aposentados, estudantes, deficientes e pensionistas) e programas como o Atende, para cadeirantes e pessoas de baixa moblidade.

No governo Lapas, o processo de ampliação do Passe Livre continuou, criou-se um aplicativo para o  usuário e a  modernização e troca de ônibus prosseguiram, pois para quem lembra no período Giglio/Silas os ônibus da CMTO eram ainda do periodo Parro, ou seja, tinham mais de 20 anos de uso. Vale destacar que o governo anterior  enfrentou a crise de 2013, reduzindo as tarifas, uma das maiores reduções de toda a região.

Agora, o aumento, mesmo sendo pesado, não engessou o orçamento, mais é muito pesado. Segundo o governo anterior, Osasco não gasta em subsidio para o transporte coletivo, mas mantém os programas sociais intactos. Cabe ao atual prefeito fazer sua obrigação como governo, debater democraticamente com a sociedade uma solução que seja boa para todos.  Basta ele dizer para os políticos que o apoiaram que ele agora tem que pensar na cidade e nas pessoas.

Governos fazem parte de um processo de avanços e recuos. Dá para avançar, é só o prefeito dizer não para as duas grandes empresas de ônibus, que dominam o transporte público em Osasco,  desde os anos 70 do século passado.

 

Marco Aurélio Rodrigues Freitas é jornalista e professor das redes municipal de estadual de São Paulo. Escreve todas as semanas no site Planeta Osasco. 

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