Redação

Redação

Cemitério do Jardim Santo Antônio hoje.

O Planeta Osasco recebeu nesta semana, mensagens de muitos leitores reclamando do estado de abandono do Cemitério do Jardim Santo Antônio. Segundo os internautas, o local está com muito mato, cheio de sujeiras e precisando de uma boa pintura no velório e na entrada principal.

Para confirmar a denúncia, a equipe do Planeta Osasco foi até lá, no dia 19 de fevereiro. Verificando que o maior Cemitério da cidade de Osasco está em estado deplorável. Assim como ele, praças, parques, escolas, ruas e avenidas da periferia também estão com o mato cobrindo quase tudo. A nova avenida que vai até a região do Salgado, na Vila Yolanda, em sua parte mais antiga (que já existia) tem no seu canteiro central mato com mais de um metro de altura. Na parte inaugurada no final do ano passado, o córrego foi totalmente canalizado, onde foi construída uma bela ciclovia, que os moradores também fazem suas caminhadas todos os finais do dia.

Os moradores de Osasco percebem que bairros e periferia da cidade estão sem nenhum cuidado ou preservação da Prefeitura de Osasco. Parece que apenas o centro e a avenida do Paço recebem cuidados permanentes.

Pergunta do Planeta Osasco: quanto tempo a cidade vai ter que esperar para ver todas as suas áreas verdes conservadas e preservadas?

Coletivo de Mídia Independente.

Veja fotos do Cemitério do Jardim Santo Antônio:

Opinião do professor Marco Aurélio - Pra que serve uma festa de aniversário?

Pergunta que fica sempre em nossas cabeças:  pra que serve uma festa de aniversário, além de comemorar a idade da gente? Para ganhar presentes e receber abraços da família e dos amigos que nos amam?

Quando pensamos em Osasco é a mesma coisa. O município faz aniversário e como os amigos da cidade são o governo e o povo, os presentes vem do governo e são do povo e para o povo também. Assim, programas de desenvolvimento, políticas públicas e sociais, novas obras, ações de zeladoria e emergenciais fazem partem dos presentes que uma cidade sempre espera ganhar em cada um de seus aniversários. Esse ano, Osasco faz 55 anos. Pouca idade para uma cidade, mas muita história pra contar: de migrantes e imigrantes, de greves de estudantes e operários contra a Ditadura Militar, de movimentos por moradia, de manifestações políticas por eleições diretas, de grandes comícios e de passeatas de estudantes entre muitas.     

Muitos dos presentes que Osasco recebeu foram feitos por outros amigos, de antigos governos. A inauguração da UBS do Rochdale e a despoluição do córrego Bussocaba são bons exemplos de obras deixadas praticamente prontas pelo governo que foi embora.  

Um texto publicado em 01 de agosto de 2015 no site www.brasil.gov.br  revela que o bairro do Rochdale recebeu à época 114,12 milhões de reais - através do PAC 2, ainda no governo Dilma, de Gilberto Kassab do Ministério das Cidades - para obras de combate às enchentes, construção de apartamentos pelo Programa Minha casa Minha Vida, canalização do Braço Morto do Rio Tietê, abertura de marginais para criar uma nova via de acesso ao centro de Osasco e São Paulo, obras de recuperação ambiental, eliminação de áreas de risco com a remoção de 200 famílias para o Conjunto Flor de Liz, além da construção da UBS do Rochdale.

Já o córrego Bussocaba, que nasce no Parque Chico Mendes e atravessa o centro da cidade em direção ao rio Tietê, vem sendo progressivamente despoluído, inserido num amplo plano de recuperação ambiental dos governos anteriores. Foram doze anos de uma boa e equilibrada política ambiental para a cidade, que recuperou e preservou o que resta de nossa Mata Atlântica. Inovadora em todos os sentidos.  

No Rochdale, esse último conjunto de obras começou em 2015. Antes, houve uma enorme ação de construção de piscinões e limpeza de áreas atingidas por enchentes há décadas. E para quem gosta de percorrer a cidade, é possível perceber que o prefeito que saiu, Jorge Lapas, deixou a obra da UBS quase pronta, com uma extensa área de convivência ao lado. Falta ainda canalizar ou urbanizar o córrego que margeia o Parque Ecológico Ana Luiza Moura Freitas e divide o bairro do Rochdale com o Jardim Aliança.

Mas, na vida tudo é um processo. Cada prefeito faz a sua parte. Só não vale um usar a obra do outro, para dizer que o presente de aniversário à cidade é seu. Isso é feio, não é ético e passa a ideia que nós – povo - somos todos tolos, dispostos a sermos enganados todos os dias.

Mesmo assim, feliz aniversario Osasco, você mora em meu coração.

 

Marco Aurélio Rodrigues Freitas é jornalista e professor das redes municipal e estadual de São Paulo. Escreve todas as semanas no site Planeta Osasco.   

Os festejos carnavalescos da Região Oeste começaram cedo e, como não poderia deixar de ser, com o pré-carnaval da cidade de Santana de Parnaíba.

A cidade conhecida pelo tradicional Samba de Bumbo, a manifestação do segmento mais enraizada de nossa cultura popular regional iniciou os trabalhos na quinta-feira 09 de Fevereiro com o Samba do Pé Vermeio, a formação é uma das mais recentes na cidade (junto com o Galo Garnisé), mas se diferencia pela quebra do tradicionalismo local sexista, juntando em seu cortejo homens e mulheres.

Podemos dizer que Santana de Parnaíba em Fevereiro é uma versão de Arco Verde em Pernambuco, onde a cada esquina se inspira cultura popular, onde a cada viela ou rua de paralelepípedo tem um sambador afinando bumbo, passando som ou simplesmente brincando com as quadrinhas, relembrando-as e criando novas.

“Meu nome é Maria, Maria não quero sê, Maria padece muito e eu não quero padecê”

Serão pelo menos 18 grupos se apresentando neste carnaval, entre escolas de samba, grupos de marchinha e o samba de bumbo, todas em cortejo pelo belo centro histórico da cidade. Você também pode encontrar bons bares e artesanato local com os velhos adeptos da cultura hippie.

PRÉ-CARNAVAL

16/02 ás 20h: BERRO DO SEXO FORTE (Praça 14 de Novembro)

ás 21h: PINGA COM MEL (Praça 14 de Novembro)

17/02 ás 20h: GALO PRETO (Rua Suzana Dias)

18/02 ás 18h: UNIÃO DA VILA REFÚGIO (Praça 14 de Novembro)

ás 23h: ESQUENTA DO SAMBÃO (Estrada dos Romeiros)

19/02 ás 21h: VOVÔ DA SERRA DO JAPI (Rua 15 de Novembro)

22/02 ás 22h: GRITO DA NOITE (Praça 14 de Novembro)

23/02 ás 21h: BRIGA DE GALO (Rua Bartolomeu Bueno)

CARNAVAL

24/02 às 19h30: BANDA DE MARCHINHA (Praça 14 de Novembro)

às 23h: GRITO DA NOITE (Praça 14 de Novembro)

25/02 às 14h: MATINÊ INFANTIL (Cine-Teatro)

às 18h: BANDA DE MARCHINHA (Praça 14 de Novembro)

às 20h: SAMBA PRAS MOÇAS (Rua Suzana Dias)

26/02 às 14h: MATINÊ INFANTIL (Cine-Teatro)

às 16h: BLOCO "QUE A BREJA ESTEJA COM VOCÊ" (Largo da Matriz)

às 18h: MOCIDADE SÃO LUIZ (Rua Bartolomeu Bueno)

às 20h: BLOCO KB+1 (Rua Bartolomeu Bueno)

27/02 às 14h: MATINÊ INFANTIL (Cine-Teatro)

às 16h: BATERIA SUFRUTUVERDEUS (Rua Bartolomeu Bueno)

às 20h: VOVÔ DA SERRA DO JAPI (Rua XV de Novembro)

28/02 às 14h: MATINÊ INFANTIL (Cine-Teatro)

às 16h: BANDA DE MARCHINHA (Praça 14 de Novembro)

às 18h: BLOCO KB+1 (Rua Bartolomeu Bueno)

às 19h: BLOCO GARNIZÉ (Rua Bartolomeu Bueno)

às 20h: BLOCO "QUE A BREJA ESTEJA COM VOCÊ" (Largo da Matriz)

E especialmente neste carnaval, o grupo de Samba de Bumbo Pé Vermeio, convida à todos para um debate sobre Direito à Cidade. Aproveitando o momento de ocupação dos carnavalescos para resgatar os sentidos de  pertencimento à cidade, à partir da cultura, da participação das mulheres e da juventude. Vai ser na quarta-feira de cinzas!

Via Coletivo Nós de Oz

Opinião do professor Marco Aurélio.

Domingo que vem a cidade de Osasco faz aniversário, completa 55 anos de vida. De bairro esquecido da capital nos anos de 1950 a cidade com a segunda força econômica do estado em 2016, Osasco ainda convive com uma pobreza inaceitável, mais de 38% da sua população é considerada pobre para o IBGE.

A equipe de jornalistas do Planeta mostrou que mais uma promessa do Prefeito atual fica só apenas no nível das promessas, transformar em Hospital a obra do futuro Paço Municipal, pensada no governo Emidio e iniciada no governo Lapas. Como mostrou o Planeta, a promessa não pode virar hospital, por várias razões:

  1. O projeto é uma Parceria Público-Privada e a obra tem características administrativas e não hospitalares; além disso, muda-la exige pagar uma multa de 670 milhões de reais (quase o orçamento anual da nossa saúde municipal).
  2. A obra está embargada, por uma ação judicial do PSDB de Osasco, que hoje, faz parte do governo, justamente cuidando da Secretaria da Saúde.
  3. O orçamento do município vem caindo desde 2015, por causa da recessão nacional. Assim, não sobra dinheiro para pagar dívida e mudar todo o perfil da obra.
  4. Por fim, a cidade precisa de um novo Paço, pelo seu tamanho e pela sua importância econômica. A sede atual, adaptada nos anos 80, era uma fábrica. Não comporta mais as exigências que a cidade espera.

 

O que a população espera para o futuro da cidade.

As pessoas que se manifestaram no Planeta, em função da matéria que escrevi em 28 de janeiro, querem responsabilidade nos gastos públicos, participação política nas decisões, melhores salários para os professores, uma cidade mais iluminada e segura, mais saúde, mais educação e melhor mobilidade urbana.

Isso, é o que o povo espera e reclama – com razão – nas redes sociais. Enquanto isso, tem muito político que não consegue ouvir direito a voz das ruas e espalha outdoors na periferia da cidade (Graças a Deus a Lei Cidade Limpa de Osasco regularizou a publicidade em nossa cidade), achando que a divulgação de sua imagem, usando a palavra orgulho, pode cativar eleitores, quer dizer osasquenses. Acredite...

É verdade que mais da metade da cidade fez uma escolha política, mas pela avaliação do Planeta Osasco já está arrependida, depois de 45 dias de governo, que nunca foi de renovação. Enquanto isso, o único partido que tem moral para se apresentar como oposição, pois tem um legado positivo de combate à pobreza para mostrar, vive uma disputa interna Shakespeariana do Ser ou Não Ser Oposição, em troca das migalhas que o poder municipal sempre ofereceu ao longo da história da cidade, deixando o povo sempre em segundo plano.

 

Marco Aurélio Rodrigues Freitas é jornalista, historiador e professor das redes municipal e estadual de São Paulo. Escreve todas as semanas no site Planeta Osasco. 

Mais promessas - O prefeito de Osasco fez mais uma promessa impossível de ser concretizada: teria afirmado que o prédio da nova prefeitura poderia ter uma nova destinação, abrigando um hospital infantil ou um grande centro de saúde.

No entanto, a ideia é impossível de ser feita. Listamos razões que -após apuração de dados oficiais- mostram a absoluta falta de realidade:

  • O terreno e a construção do novo prédio são uma parceria público-privada, dependendo de sua conclusão para que a contrapartida (a atual área da PMO e outra) seja entregue parcialmente para a construtora. Caso isso não aconteça, a cidade de Osasco deve pagar multa de cerca de R$670 milhões (quase todo o orçamento da saúde).
  • O orçamento da cidade sofrerá redução ainda maior em 2017, pelo terceiro ano consecutivo, e a arrecadação seria (para alguns especialistas) insuficiente para pagar o funcionalismo e ainda sobrar recursos para grandes projetos.
  • A estrutura montada até aqui, no local das obras, possuí características de um projeto com fundações e ‘pé direito’ não passíveis de alteração, fato que custaria ainda mais aos cofres públicos para alterar o plano original.
  • As obras permanecem num imbróglio judicial e estão paradas.
  • Papéis -ainda em sigilo- comprovariam que o terreno está contaminado.

Fica evidente que o prefeito de Osasco está flertando com a propaganda descabida, endossando ideias impossíveis.

 

A informação sobre a nova destinação foi divulgada inicialmente pelo Webdiário.

CMIO - Coletivo de Mídia Independente de Osasco

Saúde renovada, de propaganda, populismo ou ganância?

Por Vinicius Sartorato - Como todo brasileiro sabe, a situação da saúde pública é bastante complexa no país. Nas cidades de Osasco e São Paulo, esse quadro não é diferente. Para se ter uma ideia, a fila de espera para atendimento está em 485 mil pessoas para capital e 230 mil para Osasco – segundo informações das próprias prefeituras.

Em Osasco, o prefeito recém-eleito, Rogério Lins, chegou a afirmar que “sua família é usuária da saúde pública municipal”, mas a população parece não acreditar nisso. Para acabar com a fila de espera, ele propôs quatro ações essenciais: a contratação de 300 médicos; o estabelecimento de convênios com hospitais privados; a criação de um programa/mutirão chamado "Saúde Renovada"; e a instalação das chamadas "Carretas da Saúde".

Já em São Paulo, o sempre midiático Prefeito João Dória Jr. lançou dois programas polêmicos, o programa "Corujão da Saúde" e o “Remédio Rápido”. O primeiro com a promessa de acabar com a fila de espera na cidade; e o segundo, voltado para aprimorar a distribuição de remédios, através de convênio com redes de laboratórios e farmácias comerciais.

No entanto, ao analisarmos os casos, ficamos chocados em ver que em Osasco, os 300 médicos, viraram 140 – e estes nem foram contratados; o convênio com hospitais privados não se concretizou; as "Carretas da Saúde" e a tal da "Saúde Renovada" seguem sendo promessas. Ou seja, continuamos na mesma! Pior que isso, é ver vereadores da própria base aliada, questionando contratos, denunciando médicos, processos fraudulentos e duvidosas indicações políticas. É o fim do mundo!

Por sua vez, em São Paulo, a população está reclamando dos horários alternativos e especialistas indicando que existe uma "maquiagem" sobre os números do programa “Corujão”. Paralelamente, o "Remédio Rápido", vem sendo acusado de privilegiar grandes laboratórios e farmácias. Fato que pode destruir empregos, dificultar o acesso da população periférica a medicamentos e – pasmem - pode acabar com a estrutura de farmácias públicas da cidade!

Neste sentido, as similaridades entre as duas cidades são enormes. A promiscuidade política entre os interesses dos políticos, dos hospitais privados, dos laboratórios, das farmácias e da mídia é clara. Enquanto, esses programas não resolvem os problemas de fato, mas servem só de propaganda. Enfim, o sucateamento do setor é perceptível e parece ser proposital, escondendo a sanha eleitoral e a ganância econômica daqueles que veem a saúde pública como uma mercadoria. Daí perguntamos: Saúde renovada, de propaganda, populismo ou ganância?

Vinicius Sartorato, sociólogo, 35 anos. Mestre em Políticas de Trabalho e Globalização.

Página 9 de 21