Legislativo

Seminário na Câmara promove orientação e conscientização sobre TEA

Por Deniele Simões. Fotos: Ricardo Migliorini.

Uma manhã de informação, conhecimento, troca de experiências práticas e reflexões sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Assim foi o I Seminário sobre TEA de Osasco, realizado pela Câmara Municipal nesta terça-feira (2).

Aberto ao público em geral, o evento atendeu o disposto na Lei 4.585/2023, que instituiu em Osasco o Dia de Conscientização do Autismo.

O Seminário aconteceu a pedido do presidente da Comissão Permanente do Idoso, do Aposentado, do Pensionista e das Pessoas com Deficiência, vereador Ralfi Silva (REPUBLICANOS), que trouxe especialistas no assunto para passar orientações sobre TEA.

“Esse foi o primeiro seminário, de muitos outros que virão. Vamos unindo forças para trabalhar cada dia mais em prol do TEA e em prol da nossa cidade”, avaliou Ralfi.

O Seminário

Especialista em educação física escolar, com ênfase em inclusão, o professor Jhow Araújo ministrou a palestra “Desvendando o Transtorno do Espectro Autista (TEA)”. “O primeiro passo para a inclusão é a capacitação”, disse.

O profissional defende a formação de professores com competências para o atendimento a crianças com TEA nos estabelecimentos de ensino.

Especialista em recreação, brincadeiras e jogos, Tiago Aquino, o Paçoca, atua como palhaço há 25 anos e tem mais de 1,3 milhão de seguidores nas redes sociais.

Paçoca falou sobre a importância das brincadeiras e jogos em família com as crianças autistas. “Essa é uma data importante para lembrarmos da importância e do quão essencial é a família a essas crianças”, explicou.

O músico e empresário Guilherme Gulias abordou o tema “Edu – como ela impulsiona no tratamento do TEA”. Gulias é desenvolvedor da Piano House – plataforma voltada à capacitação de professores que ensinam música para pessoas com deficiência.

O público interagiu com os palestrantes por meio de perguntas e sugestões.

Debates

A presidente da Associação Brasileira de Autismo Conexão (Abraac), Rosana Maria Rossato, falou do trabalho realizado por mães de autistas em busca de políticas públicas que fortaleçam o diagnóstico e o tratamento no município.

A entidade reivindica a implantação de um Centro de Referência para atendimento sistêmico das pessoas com TEA. “É uma luta árdua, demorada, mas ela tem que acontecer.”, declarou.

Representando o movimento social Ativismo PCD, Ruth Ellen falou da necessidade de ocupação dos espaços de poder pelas pessoas com TEA. Diagnosticada com TEA nível 1, Ruth é mãe de uma criança com autismo.

A ativista falou das dificuldades e limitações vivenciadas pelas pessoas com TEA diariamente e da necessidade de ampliação dos programas de diagnóstico e suporte multidisciplinar.

“Ainda tenho as minhas dificuldades e limitações. Porém, existem pessoas de nível 2 e 3 de suporte, que têm limitações ainda maiores que as minhas. Estou aqui também para representar essas pessoas que sofrem com capacitismo e com acesso”.

Vereador de Carapicuíba e ativista social, Fabinho Reis (PSDB) partilhou experiências de inclusão vividas na cidade vizinha, como o projeto “Eu Abraço Essa Causa”, que opera dentro das escolas para combater o preconceito.

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