Redação

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Espetáculo com Vinícius Piedade já foi apresentado em mais de 10 países e chega em Osasco com lote promocional (R$15) pelo site Ingresso das Artes (Comprar Ingressos).

Cárcere apresenta uma semana na vida de um pianista que estando no cárcere (PRIVADO DA LIBERDADE E DE SEU PIANO) será refém numa rebelião iminente. Ele vive em ritmo de contagem regressiva e suas expectativas, impressões, lembranças, reflexões e sensações são expressadas por ele num diário que inicia numa segunda-feira e termina quando estoura a rebelião, um domingo. 

A peça será apresentada no Teatro Municipal de Osasco, no próximo dia 14 (quarta-feira) às 20h. O primeiro lote conta com tickets promocionais livres para todos os públicos.

 

Saiba Mais

A peça CÁRCERE é uma reflexão sobre a liberdade através dos olhos de um pianista privado da sua liberdade e de seu piano.
Depois de tempos tentando viver de sua arte e encontrando imensas dificuldades, acaba topando o convite de um “amigo” que lhe oferece um “bico” de venda de drogas, aproveitando o fato de ele ter contato com tanta gente nos tantos bares onde toca piano.


Estando no CÁRCERE tentando negociar com a direção do presídio a entrada de um piano para ensinar outros presos a tocar, líderes de facções criminosas acham que sua conversa com a direção é na verdade “gaguetagem” e acabam jurando-o de morte. A direção da cadeia numa tentativa precária de protege-lo, coloca-o na ALA DOS SEGUROS. O problema é que quando tem rebelião na cadeia, quem é candidato natural a refém é justamente quem está nessa ala. Quando começa a surgir um boato de que uma rebelião está na iminência de estourar, ele começa a escrever um diário. É aqui que começa a peça.
Esse pianista apelidado “Ovo” está numa semana decisiva, pois vive nessa situação limite de se tornar refém da tal rebelião.


A peça se passa justamente no período em que ele descobre que será refém, uma segunda-feira, até o dia em que estoura a rebelião, um domingo. Trata-se, então, da teatralização do diário escrito por esse preso na semana em que vive uma espécie de contagem regressiva.


Suas reflexões, lembranças e razões para continuar “se equilibrando na linha tênue entre persistir e desistir”, num momento em que está “na beira do vulcão que está pra entar em erupção, na linha do trem que está vindo, na mira da bala com a arma já engatilhada”, são expressadas por um ator solo no palco, porém, em vibrante contato direto e indireto com o público.


A proposta estética da peça percorre diferentes camadas e linguagens desde o humor corrosivo de um homem em estado de sítio à momentos essencialmente corporais.
“Eu preferia tocar piano e dizer o que tenho pra dizer em ritmo e disritmia, mas como aqui não tem piano eu escrevo, mesmo sem saber fazer poesia”.


As diferentes dinâmicas da proposta dramatúrgica acabam se completando, caracterizando assim a proposta estética do espetáculo, nessa reflexão sobre a liberdade nossa de cada dia. Não se busca explicá-la e sim provocar uma reflexão sobre o que ela é pra cada um.


Através de uma linguagem acessível por ser visceral, a peça CÁRCERE traz à cena diferentes camadas de profundidade que visam proporcionar ao público um mergulho em diferentes perspectivas de ser e estar preso. Ou livre.

(Comprar Ingressos

 

 

Opinião do Professor Marco Aurélio

Minha avó Tolentina era uma índia gaúcha Nonoai brava, que viveu com o meu avô português José Coelho até a sua morte. Nunca casaram, viveram – como falamos hoje – uma união estável. Tiveram juntos quatro filhos: Albertina, minha mãe, Rosalina, Dinah e o tio Afonso. As filhas tinham o sobrenome de Rodrigues e o tio Afonso o sobrenome Coelho, o sobrenome de meu avô. Todos já não estão mais aqui com a gente, mais sei que se não fosse meu tio partilhar a propriedade com as irmãs, a divisão da chácara em Pelotas não teria acontecido, após o falecimento de meu avô.  No fim do processo, cada um dos filhos ficou com 25% do terreno da chácara, que foi dividida entre os quatro filhos.

O Brasil tem quase 900 mil índios espalhados pelo Brasil, segundo o IBGE.  Nossos índios eram mais de 5 milhões, quando os portugueses chegaram por aqui em 1500.  Ainda segundo o instituto, 36,2% dos indígenas vivem em área urbana e 63,8% na área rural. Distribuídos pelo país, as populações indígenas sofrem com o avanço da modelo capitalista brasileiro, que não respeita culturas e aumentou sua agressividade depois que o governo Temer chegou ao poder através da manobra do impeachment.

Na semana da Greve Geral, de 24 a 28 de abril passado, os índios brasileiros manifestaram-se em todo o Brasil. Em São Paulo, os índios da reserva do Pico do Jaraguá em São Paulo, bloquearam a estrada Anhanguera para protestar contra a famigerada Reforma da Previdência do Temer e do ministro Henrique Meirelles. Ironicamente, a rodovia recebe o nome dado pelos índios ao bandeirante Bartolomeu Dias, que os enganou fazendo fogo numa botija de pinga e ameaçar colocar fogo na mata e nos rios, e que por isso recebeu dos índios esse nome: Anhanguera, que quer dizer Diabo Velho.  

No dia 30 de abril, os índios Gamela foram atacados por fazendeiros no Maranhão por disputa de terras. Segundo o CIMI (Conselho Indigenista Missionário) o atentado contra os índios Gamela deixou 13 feridos e dois deles tiveram as mãos decepadas. E o governo, com a combalida FUNAI não fez nada até agora.  A cena me lembrou os Anos de Chumbo, quando povos indígenas eram eliminados e suas mortes eram silenciadas, pois os generais tinham medo das repercussões internacionais.  Os irmãos Vilas Boas, de personagens escolhidos para integrar a cultura indígena ao capitalismo brasileiro, foram se apaixonando pela cultura dos nossos nativos e assim passando a defender integralmente uma cultura tão linda e tão rica como as das nossas 305 etnias e seus 274 idiomas.

Nos anos 70, minha avó gostava de sentar, diariamente, na sombra do cinamomo no quintal da casa em Porto Alegre e pentear seus longos cabelos grisalhos. Hoje, vejo que, mesmo sem entender, ela fazia com gesto – uma atitude de resistência ao modelo da Ditadura Brasileira, que chamava os índios de silvícolas e queria a riqueza de suas terras, para fazer o desenvolvimento do AME OU DEIXE-O no Brasil dos militares.

 

 

IMG BRASIL DE FATO indigenas greve geral

Marco Aurélio Rodrigues Freitas é biomédico, historiador, jornalista e professor das redes municipal e estadual de São Paulo. Escreve todas as semanas no site Planeta Osasco.

O NÓS DE OZ é um dos principais coletivos culturais da Grande Oeste, formado por intelectuais, militantes, ativistas e com experimentações que ultrapassam até mesmo as fronteiras do Brasil.

Possuem sede, publicam uma revista, são organizados e prepararam uma festa plural de rua para o dia 07, domingo, no Centro de Osasco, em comemoração ao aniversário do coletivo. Sinta-se convidado.

Quem são

O Coletivo NÓS DE OZ prova a necessidade de uma frente para discussão de temas que levam às transformações sociais; e realiza isso na prática.

Criado há 4 anos, eles são contra a elitização da cultura, provocam e interferem politicamente, defendem melhor uso dos espaços públicos e não buscam lucro por isso.

O PlanetaOsasco conversou com três membros do coletivo; Luciano Lub, Cintia Sales e Dario Bendas. São nítidos o engajamento e a capacidade de organização, além da atuação permanente em diversos fronts.

Para eles, o importante é ampliar a participação das pessoas e despertar a coragem de mudar o mundo. ‘A nossa revista é uma forma de dar voz ao coletivo e aos agentes culturais, além de provocar reflexões nesta cidade', afirma Dario Bendas.

Para Luciano Lub, ex-secretario da cultura da cidade de Osasco, ‘mesmo com as dificuldades de financiar um coletivo, é necessário ter coragem para difundir políticas que sirvam como ferramentas para os agentes culturais e condensar ideias para aproximar o público de quem produz arte'.

O espaço do NÓS DE OZ, no centro de Osasco, ao lado da biblioteca e da escola de artes, é um oásis de cultura e arte que prova ser possível reunir num único espaço o Samba raiz e o Rock pesado, do teatro mambembe ao carnaval de rua. Vai, também, do grafite ao jornal mural, do palco à roda de conversa.

Cintia Sales, ex-coordenadora de Juventude de Osasco, confirma nossa percepção. ‘O espaço que construímos é plural, com viés cultural e artístico, inspirado em movimentos genuinamente populares, como o Mutirão Cultural na Quebrada e núcleos de base’.

O NÓS DE OZ participa ativamente das discussões de políticas públicas em Osasco, tendo –inclusive- lançado uma campanha para a vereança em 2016, sob o mote da utopia virar realidade e a provocação de reflexões.

A iniciativa gerou o apoio de quase 1.000 pessoas, reverberando entre as campanhas alternativas mais documentadas daquela eleição.

SOBRE A FESTA

Música, dança, artesanato e teatro neste domingo, 7 de maio, a partir das 14h, em frente a sede do Coletivo NÓS DE OZ, na Rua Ten. Avelar Pires de Azevedo, Centro de Osasco (ao lado da Biblioteca Municipal).

Para festejar haverá intervenções de dança:

Dança cigana (com Rosas Cyganas), Samba Rural Paulista (com o Pé Vermêio - Santana de Parnaíba e região), Roda de Capoeira (com a República Cultural de Palmares) e Dança Experimental (com Katie Carnicelli - PUC).

E no som várias presenças confirmadas:

Duo Libertad com música latino americana, Samuel Batista com mpb, Projeto Café com Leite, Blues Shot, Samba do grupo Nossa Origem, Rap com Bagda Café Artesanato e comida vegana com o grupo Coletivas. Teatro com a peça "A Fulana" - do grupo Lira dos Autos

O Amor Venceu - Uma superprodução de um dos maiores sucessos literários da escritora Zíbia Gasparetto, ‘O Amor Venceu’ completa 20 anos em cartaz e chega ao Teatro Municipal de Osasco.

A única apresentação será na sexta, dia 26/05, às 21 horas. Os ingressos promocionais são vendidos pelo site Ingresso das Artes, por R$25,00 (válido para todos). Clique para comprar.

A adaptação foi feita por Renato Modesto (Prêmio SESI de Dramaturgia de 1996) e a direção está a cargo de Lucienne Cunha. Zíbia, a autora, esclarece que ‘O Amor Venceu’ se trata de uma história real extraída dos entrechoques constantes que presenciou no passado.

A narração é na voz do saudoso ator Paulo Goulart.

O espetáculo, que está em cartaz há 20 anos no Brasil, vai ao encontro dos anseios e expectativas do ser humano mexendo com as emoções de cada pessoa. A história de amor de quatro jovens se passa no Egito Antigo (1.200 a.C.), nas terras do Faraó, onde os personagens ora senhores, ora escravos, encontram-se entre prazeres e dificuldades pela vida, tentando resgatar a sua verdadeira existência.

‘O Amor Venceu’ estreou sua primeira montagem em 1995. O espetáculo já foi apresentado em quase todo o Brasil e visto por milhares de pessoas.

Venda exclusiva no site ingressodasartes.com.br

 

Não sou gordo, são seus olhos - Espetáculo para todas as idades, SEM PALAVRÕES OU BAIXARIAS, que eleva a autoestima de todas as pessoas, discute com muito humor, questões variadas de bullying. O espetáculo traz vários personagens, encenados pelo próprio ator, Hermes Carpes, contando suas aventuras e desventuras de estar um pouco fora dos padrões “aceitáveis” pela sociedade. Ingressos promocionais -aqui-.

Historicamente, o preconceito com pessoas gordas é recente. Antes a obesidade era vista como fraqueza, hoje como incompetência. É uma lógica econômica, onde o corpo magro é sinônimo de agilidade e o corpo gordo de improdutividade, característica condenada pelo capitalismo.

Neste hilário monólogo escrito por Jorge Tássio especialmente para Hermes, ator carioca que integrou o elenco das novelas “Meu pedacinho de chão”, da Rede Globo, “Além do tempo” e “Cúmplices de um resgate.”

Entre os trabalhos que mostram a versatilidade de Hermes destacam – se as gravações dos clipes de MC Sapão e Anitta, participação nos programas de Sérgio Malandro, no Multishow, Vai que Cola e Chapa quente.

“Essa peça prova que todos nós podemos fazer o que quisermos na nossa vida, mesmo sendo gordinhos demais, magros demais, altos, baixos, novos ou velhos. Queremos, através do teatro, e de forma bem humorada, provar ao público que toda forma de bullying é uma besteira, que o que importa mesmo é estar de bem consigo mesmo, com o seu corpo e com a forma com que a pessoa se identifica.” Afirma Hermes Carpes

Classificação: 14 anos

Gênero: Comédia

Texto de Jorge Tássio, interpretado pelo ator Hermes Carpes, traz ao público uma forma divertida de viver com o preconceito e ensina a rir de si mesmo como forma de aceitação às diferenças.

Exclusivo Ingresso das Artes: R$ 20,00* (Compre Aqui) (MEIA e antecipado, classe artística ou levando 1kg de alimento não perecível que será entregue ao Fundo Social de Osasco). R$ 40,00 inteira na bilheteria.

Sinopse

OPINIÃO DO PROFESSOR MARCO AURÉLIO

O Brasil não perdeu Belchior

Domingo, Belchior se foi. O compositor de letras longas e fortes, que esteve em Osasco algumas vezes. Na campanha oposicionista municipal de 1996, Belchior esteve no Floresta e cantou a música Velha Roupa Colorida, que fala:

Você não sente nem vê
Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
Que uma nova mudança em breve vai acontecer
E o que há algum tempo era novo jovem
Hoje é antigo, e precisamos todos rejuvenescer

(Letra parcial de “Velha Roupa Colorida”).

 

Atual

Pego sempre o trem até São Paulo e fico cada vez mais chocado com o estado de abandono da entrada da estação de Presidente Altino. Domingo, dia 30 de abril, fui ver a nossa estação rodoviária, criada nos anos 80 pelo Prefeito Humberto Parro, e saí estarrecido com o descaso do governo municipal com as pessoas que precisam de transporte intermunicipal para o litoral e interior. A maioria dos ónibus que saiam de Osasco, saem hoje da Rodoviária Barra Funda, em São Paulo. A gente só consegue comprar as passagens por aqui e mais nada. Voltamos a era pré-Parro, nos anos 70.

Hoje, dia 01 de maio, dia do trabalhador, depois de uma Greve Geral que parou o Brasil, penso na violência.  Termo que foi muito citado nas redes sociais. Muitos questionaram a violência da Greve. As televisões mostraram o prejuízo ao trânsito e a dificuldade daqueles poucos que não entendem o desastre da Reforma da Previdência do Temer para o Brasil e queriam ir até o trabalho.

               Entrada da Estação da CPTM em Presidente Altino. Foto: Marco Aurélio

 

 

Violência é deixar uma estação de trem abandonada por anos

Faço aqui uma reflexão: Violência é deixar uma estação de trem – por anos - num dos bairros mais tradicionais de Osasco abandonada. Violência é manter uma Estação Rodoviária fechada, de um município com mais de 700 mil habitantes.  É mais do que Violência, é Desrespeito, é Incapacidade de entender a vida do povo, é achar que os serviços públicos servem apenas para fazer o mínimo, como se fossemos acessórios de governantes apenas nas eleições. Talvez um outro bom exemplo sejam as escolas públicas estaduais, que de referência no governo Franco Montoro, passaram a ser depósitos de crianças e jovens no governo Alckmin.

           Estação Rodoviária de Osasco hoje. Foto: Marco Aurélio

 

 

Belchior

Suas músicas transformaram o show Falso Brilhante de Elis Regina, num evento que balançou a Ditadura Militar. A música Mucuripe lançou seu amigo Fagner para o Brasil. Suas músicas revolucionaram a Música Popular Brasileira.

Nos dias de hoje, quando saímos às ruas para protestar contra um governo ilegítimo e golpista e lutar por aposentadorias dignas para as futuras gerações, rever Belchior é mais do que uma obrigação, é uma necessidade.

As velas do Mucuripe
Vão sair para pescar
Vou levar as minhas mágoas
Prás águas fundas do mar
Hoje a noite namorar
Sem ter medo da saudade
Sem vontade de casar

             (Letra parcial de “Mucuripe”).

 

Hoje, precisamos mostrar que o Brasil pode mudar para melhor sem massacrar seu povo trabalhador. Precisamos mostrar que o Brasil precisa de uma agenda que inclua todos sem discriminação, com a manutenção de todos os programas sociais, que tiveram sua origem na Constituição de 1988 e cresceram muito no governo Lula. Por fim, precisamos mostrar que a agenda Temer revela o sentimento de uma elite saudosa da Ditadura Militar.

 

Mas é você
Que ama o passado
E que não vê
É você
Que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem

(Letra parcial de “Como Nossos País”)

Marco Aurélio Rodrigues Freitas é jornalista e professor das redes municipal de estadual de São Paulo. Escreve todas as semanas no site Planeta Osasco.

 

 

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