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Hemorio investiga uso de plasma de vacinados contra a covid-19

O plasma de pessoas já vacinadas contra a covid-19 pode ajudar em pesquisas para tratar pacientes no estágio inicial da doença. O plasma é a parte líquida do sangue, com alta concentração de anticorpos.
O Hemorio, em parceria com universidades e unidades de saúde do Sul do país, além da  Secretaria Estadual de Saúde, começa nessa semana o estudo Immuneshare. Essa será a primeira vez que pesquisadores de diversos centros estudam sobre esse assunto. O projeto conta com financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).
Durante o estudo, serão tradados pacientes com mais de 40 anos que estão nos estágios iniciais da doença. A primeira fase do estudo, que começa na próxima semana, será a convocação, pelo Hemorio, de doadores de plasma que já completaram o ciclo de imunização há pelo menos 14 dias com as duas doses das vacinas Astrazeneca ou Coronavac.
Após a coleta de plasma, ele será utilizado nas pessoas infectadas. Serão 380 pacientes atendidos, metade receberá a transfusão de plasma, para que possa ser feita análise comparativa da eficácia do produto. A expectativa é que a pesquisa termine em até três meses.
Para ser selecionado, o paciente deve ter mais de 40 anos, estar no máximo no terceiro dia de sintomas e com um quadro considerado leve ou moderado, sem necessidade de internação hospitalar.
O tipo de tratamento será determinado por sorteio em um sistema que vai selecionar aleatoriamente os pacientes para receberem transfusão de plasma ou tratamento padrão. Os pacientes vão se recuperar em casa, com monitoramento.
Pesquisadores esperam que o resultado desse método mostre a diminuição de internações por covid-19.

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